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	<title>Tecendo a Própria Vida &#187; biográfico</title>
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	<description>Arte, Palavras e Carinho</description>
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		<title>Workshops de Terapia Biográfica em abril e maio</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 11:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
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		<description><![CDATA[Existem várias formas de iniciação, baseadas em ensinamentos de diversos mestres e tradições, mas nenhuma tão sensível a realizar mudanças em nossas vidas quanto a compreensão da própria biografia. Este é o significado de “resgatar o passado”, obter o entendimento &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/02/18/workshops-de-terapia-biografica-em-abril-e-maio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/02/18/workshops-de-terapia-biografica-em-abril-e-maio/">Workshops de Terapia Biográfica em abril e maio</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2010/01/retratos-e-borboletas-poster01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-540" title="retratos-e-borboletas-poster01" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2010/01/retratos-e-borboletas-poster01.jpg" alt="" width="342" height="300" /></a></div>
<div>Existem várias formas de iniciação, baseadas em ensinamentos de diversos mestres e tradições, mas nenhuma tão sensível a realizar mudanças em nossas vidas quanto a compreensão da própria biografia. Este é o significado de “resgatar o passado”, obter o entendimento da história que vivemos até agora, para perceber que o nosso <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> hoje é determinado em grande p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> por esta história, que não pode ser mudada, mas compreendida. Neste ponto, o momento presente deixará de ser governado por padrões de <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> nem sempre agradáveis.</div>
<div id="_mcePaste">Viver o presente muitas vezes pode significar repetir padrões criados no passado. Esses padrões são inconscientes e geralmente nos damos conta deles justamente quando olhamos para trás. Vemos várias situações que, no momento em que acon<a href="/category/tecer/" title="View all posts filed under tecer">tecer</a>am, pareciam tão originais, revelarem-se as mesmas, mas com personagens diferentes. Resgatar o passado é justamente tirar a sua vida de lá e trazê-la para o presente, deixando de ser refém do que passou, repetindo padrões que já não cabem mais.</div>
<div id="_mcePaste">A Terapia Biográfica enfatiza a responsabilidade pessoal pela própria vida. Longe da ideia do “homem que se faz sozinho”, mostra que é preciso também reconhecer as ajudas que recebemos (mesmo quando elas vieram disfarçadas de obstáculos no caminho). Devemos ter consciência do que conquistamos por nossas iniciativas.  Desta maneira, a sua própria história torna-se o seu grande mestre. E assim você pode viver o agora plenamente!</div>
<div id="_mcePaste">É preciso perceber e separar os galhos da árvore da sua vida que ainda podem frutificar daqueles que precisam ser podados, para que o restante da árvore readquira o vigor. A Terapia Biográfica ajuda nesse processo. Ela é fruto dos tempos em que vivemos, em que cada um de nós busca compreender-se melhor como indivíduo e afirmar seu papel na <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a> em que vive.</div>
<div id="_mcePaste">A síntese da programação é a seguinte:</div>
<div>
<ul>
<li>informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;</li>
<li>contato com o próprio corpo: danças circulares;</li>
<li>contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;</li>
<li>reflexão individual: a escrita da vida;</li>
<li>reflexão em grupo: contando a própria história;</li>
<li>eu hoje: identificando a minha pergunta;</li>
<li>pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.</li>
</ul>
</div>
<h2>Coordenação:</h2>
<h3><strong>Rosângela Cunha</strong></h3>
<div id="_mcePaste">Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica</div>
<h3>Marcelo Guerra</h3>
<div id="_mcePaste">Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</div>
<div id="_mcePaste">Formados pela  Escola Livre de Formação Biográfica de Minas Gerais</div>
<div id="_mcePaste">(Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum – Dornach/Suiça.)</div>
<h2>Locais, datas e preços:<span style="font-weight: normal; font-size: 13px;">(Os preços incluem hospedagem em quartos individuais, com alimentação completa durante o período do workshop, os materiais utilizados, os custos com divulgação e os honorários dos coordenadores.)</span></h2>
<h4>Em Itatiba (SP), na Fazenda Pereiras, de 29 de abril a 2 de maio de 2010.</h4>
<div>
<div id="_mcePaste">R$900,00 ou 4XR$225,00</div>
<div id="_mcePaste">Preço especial para quem se inscrever até 15 de março de 2010: R$800,00 ou 4X R$200,00</div>
</div>
<h4>Em Juiz de Fora, no Seminário da Floresta, de 13 a 16 de maio de 2010.</h4>
<p>R$1050,00 ou 4XR$262,50</p>
<p>Preço especial para quem se inscrever até 28 de fevereiro de 2010: R$800,00 ou 4X R$200,00</p>
<p>Preço especial para quem se inscrever até 15 de abril de 2010: R$900,00 ou 4X R$225,00</p>
<h2><span style="font-weight: normal; font-size: 13px;">Escreva para <a href="mailto:rosangela@terapiabiografica.com.br">rosangela@terapiabiografica.com.br</a> ou <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a> para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:</span></h2>
<div id="_mcePaste">(11)6463-6880, (21)7697-8982 ou (22)9254-4866, Marcelo</div>
<div id="_mcePaste">(32)8887-8660 ou (31)8532-2217, Rosângela</div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: center;">VAGAS LIMITADAS A 10 PARTICIPANTES POR WORKSHOP</div>
<div id="_mcePaste" style="text-align: center;">Reservamo-nos o direito de não oferecer o workshop, caso não haja número mínimo de inscritos.</div>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/02/18/workshops-de-terapia-biografica-em-abril-e-maio/">Workshops de Terapia Biográfica em abril e maio</a></p>
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		<title>O MESTRE ECKHART: MÍSTICA   E   ESCOLÁSTICA</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 22:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Também na alta escolástica, espiritualidade do intelecto e do coração — a mística, andam juntas. E esta não é, como muitas vezes se crê, um domínio totalmente diferente, mas algo de conexo e aparentado. Assim, se as Sumas desenvolvem mais &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/">O MESTRE ECKHART: MÍSTICA   E   ESCOLÁSTICA</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-299" title="Mestre Eckhart" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/m_4a6b85ee82e0d471a5978e9e65d536d6.jpg" alt="Mestre Eckhart" width="167" height="204" /><br />
Também na alta escolástica, espiritualidade do intelecto e do coração — a mística, andam juntas. E esta não é, como muitas vezes se crê, um domínio totalmente diferente, mas algo de conexo e aparentado. Assim, se as Sumas desenvolvem mais largamente só o método racional, isso o foi por motivos didáticos e não significa não fosse possível, na realidade, uma unidade viva entre pensamento conceptual e sentimento religioso. Exatamente com Echardo, o místico por excelência, pode-se ver como &#8220;’escolástica. e mística em substância concordam” (B. Seeberg). Para conhecermos a escolástica devemos conhecer Echardo, e para conhecermos Echardo é mister conhecer a escolástica.</p>
<p>V i d a</p>
<p>Mestre Echardo (Meister Eckhart — 1260-1327), originário dos Echardos de Hackheim, foi membro da ordem dominicana, estudou em Paris, veio a ser Mestre em teologia, ocupou mais tarde uma posição de relevo na sua ordem visitando, por isso, vários conventos. Nessa ocasião fez aquelas prédicas que o celebrizaram e contribuíram para o desenvolver-se de um novo movimento místico. Por curto tempo ensinou em Paris e, ao fim de sua vida, também em Colônia. Nos últimos anos levantaram-se dúvidas sobre a ortodoxia, em matéria de fé, dos seus escritos. Eram procedentes, p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, dos franciscauos, p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, da sua própria ordem. O arcebispo de Colônia dirigiu o processo eclesiástico contra ele. Echardo defendeu-se e apelou ao Papa (o escrito da defesa foi descoberto e é rico de informações sobre a conduta do Mestre). Dois anos depois da sua <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> teve, não obstante o processo, lugar a condenação de 2S teses da sua doutrina. A Igreja na sua sentença reconheceu expressamente ter sido o Mestre bona fide Nenhuma resistência ofereceu Echardo contra a Igreja.   No  escrito  da sua defesa  está dito:   &#8220;Tudo quanto nos meus escritos e palavras é falso, sem ter eu disso ciência, estou sempre pronto a ceder a um melhor sentido… Pois errar posso eu, mas ser herege, isso não o posso; pois errar é do intelecto, mas ser herege é por vontade&#8221;.</p>
<p>Obras</p>
<p>A maior p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> das obras de Echardo são em latim e versam questões teológico-filosóficas. A obra principal é o incompleto Opus tripartitum. Vêm depois as Quaestiones Parisienses. Muita cousa ainda está inédita. Enquanto não se publicar tudo não se pode fazer juízo definitivo sobre Echardo. Entre as obras em alemão se colocam em primeiro lugar as suas Prédicas. Conservam-se em cópias. — Edições: J. Quint, Die Überlieferung der deutschen Predigten Meister Eckharts (1932). A edição de Pfiffer (1857) é defeituosa. A tradução von Büttner é reconhecidamente má. Em via de publicação: Magistri Echardi. opera latina. Ed. Instit. S. Sabinae in urbe, Leipzig (1934 ss.); e Meister Eckhart. Die lateinische und deutschen Werke, Ed. feita por ordem da Deutsche Forschungsgemeinschaft, Stuttgart (1936 ss.).</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>O. Karrer, Meister Eckart. Das System seiner religiösen Lehre und Lebensuceisheit. Textbuch aus den gedruckten Quellen, mit Einführimg (1926). M. Grabmann, Neu aufgefundene Pariser Quaestionem Meister Eckharts und ikre Stellung in seinem geistigen Entwicklungs-gange. (Abhandlugen der Bayr. Akad. der Wissenschaften, München, 1927). G. Della Volpe, II misticismo speculativo di maestro Eckhart nei suoi rapporti storici (1930). Al. Dempf, Meister Eckhart (1934). Herma Piesch, Meister Eckharts Ethik (1985). W. Bange, Meister Eckarts Lebre vorn gòttlicheii und geschopflichen Seiti (1987). H. Eeelixg, Meister Eckharts Mystik (1947). Studien num Mythus des 20. Jahrhunderts   (1934).</p>
<p>a)    Bases   espirituais</p>
<p>?) Neoplatonismo. — É necessário, sobretudo com Echardo, indicar as bases do seu pensamento. É, primeiro, o neo-platonismo e o seu círculo de idéias, como Echardo o recebeu dos  Padres,  sobretudo  de  Agostinho,  do  PseudoDionísio,  de Máximo Confessor; e, depois, de Eriúgena, da escola de Chartres, da filosofia árabe, do Liber de causis, do de intelligentiis e, mais que tudo, de Alberto e da sua escola.</p>
<p>?) A escolástica. — Mas tão decisivo, ao menos, para o pensamento de Echardo é a teologia escolástica, principalmente Tomás de Aquino. Basta lançar um olhar sobre os lugares aduzidos no Textbuch de Karr, para logo verificar essa influência, pelas muitas citações de Tomás. Também o Comentário das Sentenças, reeém-descoberto por .T. Ivoch, move-se nessa mesma linha. Muita cousa, que intérpretes mal informados de Echardo tomaram como panteísmo e arrogância nórdica, é patrimônio da doutrina escolástica da Trindade, da graça e da especulação sobre o togou que, passando pelos Padres, se estende até Pilo Judeu.</p>
<p>?) A mística. — E finalmente Echardo vive da mística, dos Victorinos, de Roberto de Deutz, Bernardo de Claraval. Também daquela coerente mística que, nos claustros alemães dos sécs. 12 e 13, constituíram um intensíssimo movimento espiritual, e de que são representantes notáveis Hildegarda de Bingen, Gertrudes a Grande, Matilde de Magdehurgo, Matilde de Hackeborn e outras. Conforme o mostra o projeto de reforma franciscana, no concilio lugdunense de 1274, esses círculos místicos sempre se ocuparam com a especulação escolástica. A influência de Echardo, nos claustros de religiosas, não foi a única a propulsionar essas aspirações. Sabemos, pelas obras dos místicos alemães, recém-descobertas por Grabmann, que também João de Sterngassen, Gerardo de Sterngassen, Nicolau de Estrasburgo e as suas místicas se fundam em Tomás. Aqui a escolástica, que penetra essa mística, não é, como se pensou, um &#8220;rolo laminador que esmagou o sentido religioso até laminá-lo e extingui-lo&#8221;.</p>
<p>b)    Deus</p>
<p>?) Deus como pensamento puro. — Na doutrina de Deus Echardo sobretudo põe em relevo que, sobre Deus, sempre devemos dizer antes o que ele não é, que o que é. Por isso o designa como puro de qualquer elemento criado. Como o diria um absoluto idealista? Mas também Aristóteles, que Echardo conhece muito bem, assim caracterizou Deus; e Tomás diz igualmente que em Deus intelecto e essência se identificam; e para Alberto Deus é o intellectus universalites agens, produzindo, como tal, a primeira Inteligência. Donde o poder dizer Echardo, como o prólogo do Evangelho de S. João, que, pelo Verbum, que é um verbum mentis, tudo foi feito. Por onde se vê que as atribuições da teologia negativa, como já o tinha percebido o PseudoDionísio, encerram contudo um conhecimento de valor positivo.</p>
<p>?) Deus como plenitude do ser. — Deus é, assim, a plenitude do ser; todo ser dele procede. &#8220;É sem dúvida o terem dele o ser todos os seres, como tudo quanto é branco pela brancura o é&#8221; (Qu. Par. pág. 11, Meiner). Ou: &#8220;Deus tudo criou, não no sentido de as criaturas existirem fora ou ao lado dele, como se dá com as obras dos artífices; mas Deus chamou todas do nada, do não-ser, para o ser, de modo que todas nele o achassem, recebessem e tivessem&#8221;’ (1. c. 16).</p>
<p>??) O ser como idéia. — Agora vemos em que sentido Deus é a plenitude do ser: ele encerra as idéias de todos os seres; criando-os, cria o ser e, em tanto, é imanente ao ser. Aqui revive a velha doutrina das Idéias, mas sem ter a imanência nenhuma acepção panteísta. As Idéias existem por participação e é muito exato que o ser colocado no espaço e no tempo o é por participação. Pelo que acaba de ser dito se conclui que Deus é pensamento e pensar, não ser; pois, é o Logos, expressivo das idéias, ao passo que &#8220;ser&#8221; deve designar o criado. Mas se se tomar o &#8220;ser&#8221; pela essência metafísica, pela Idéia das cousas, então Deus, como a origem e a plenitude das Idéias, é o ser absoluto e, nesse sentido, Echardo designa Deus como o ser (1. c. 7, 17).</p>
<p>??) As Idéias e o Filho de Deus. — O pensamento predileto de Echardo é o de identificar as Idéias com o Filho de Deus. &#8220;Ele é o Verbo do Pai. Com a mesma palavra o Pai se exprime a si mesmo, toda a natureza divina e tudo o que Deus é, assim como o conhece e o conhece tal como ele é… Exprimindo o Verbo, exprime-se a si mesmo e todas as cousas numa outra Pessoa e lhe dá a mesma natureza que ele já tem; e exprime todos os espíritos dotados de razão, nesse verbo, como a imagem, i. é. o, de conformidade com a Idéia, essencialmente igual, na medida em que a imagem e interior, imanente&#8221;  (1. Pred., ed. Quint, pág. 15, 9).   Aqui há um certo vacilar do pensamento; pois Eckhardo, continuando, acentua fortemente o ser criado da Idéia, a sua &#8220;iluminação&#8221;, portanto a sua participação. (Também no Areopagita o pensamento da participação serve para exprimir o ens ab alio). Mas o Filho, segundo a teologia de Echardo, não pode ser criado. Ora, tomando-se a filiação das Idéias literalmente, como os teólogos escolásticos estavam habituados a fazê-lo, surge logo o perigo de dissipar-se a distinção entre Deus e o mundo. Mas talvez não se deve tomar em sentido literal o que foi intencionado apenas como imagem e com o fim especial de o tornar sensível.</p>
<p>?) A existência de Deus. — Podemos tocar com as mãos o platonismo cristão do nosso Mestre, quando indaga se Deus existe. A sua resposta é a seguinte: &#8220;O ser é o ser de Deus&#8221; (esse est essentia Dei sive Deus; igitur Deum esse, verum aeternum est; igitur Deus est: Quaest. Par.; pág. 14, 1 ss.). Assim como as cousas brancas não são brancas sem a brandira, assim as cousas existentes não existem sem Deus (13, 10). Sem ele o ser seria nada. Ainda uma vez, isto não é panteísmo, mas a aplicação ao mundo existente da idéia da ???????. Mas como? De um lado adverte Echardo, apoiado na teoria das Idéias, que as cousas existem em Deus e Deus nelas, só quanto ao seu ser &#8220;essencial&#8221;, i. é, ideal, exemplar. Mas agora ouvimos que também o ser espácio-temporal participa de Deus; pois, quando fala da existência é isso o que pensa. Mas de fato não é assim; mas então de novo faz ele realçar nas cousas o ser essencial, ideal ou propriamente ser e, neste sentido, Deus lhes é imanente. Vê ele o mundo com os olhos de Platão. E quando pensa no ser colocado no espaço e no tempo, como tal, dá-lhe então claramente o nome de criatura, e esta é &#8220;mortal&#8221;.</p>
<p>c)    O    bem</p>
<p>?) Fim da Ética. — Echardo revela bem o que é quando vem a tratar de questões éticas. O que neste domínio ensina é uma doutrina da perfeição cristã; e o que aí sobretudo lhe importa é impregnar a vida desse ideal, a tal ponto, que se torna por sua vez gerador de vida. Quer ele ser mestre não de ler, mas de viver. A prática lhe é mais importante que a teoria.    &#8220;Assim, é melhor dar de comer a quem tem fome, do que entregar-se a uma prolongada contemplação interna. E fosse alguém arrebatado como S. Paulo e soubesse de um doente necessitado do seu auxílio, eu julgaria muito melhor que deixasse por <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> o êxtase e servisse o necessitado com <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> tanto maior&#8221;. O seu pensamento é aqui uníssono com o do seu grande confrade Tomás de Aquino: &#8220;S. Tomás ensina que sempre o <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> ativo vale mais que o contemplativo, quando o <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> ativo dissemina o que colheu na contemplação&#8221; (Karrer, 1. c. 390 ss.).   A ética de Echardo obedece ao lema —   &#8220;unidade com o ser uno&#8221;. Isto quer dizer participação <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>osa e cognitiva do supremo bem e da sua perfeição. Praticamente significa conformidade do nosso pensamento e vontade com Deus. Evidentemente, por <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> do supremo bem e da perfeição objetiva como tal. Echardo é um moralista de intenção normativa e não precisa ser purificado da tacha de nenhuma moral interessada.</p>
<p>?) Via para a perfeição. — A via para esta unidade é a do nascimento de Deus no homem. Esta idéia muitas vezes versada é a idéia central de toda a filosofia do Mestre. Podemos distinguir um duplo nascimento.</p>
<p>??) O nascimento de Deus como morada do Espírito Santo. — Uma não é outra, senão o que a teologia escolástica sempre denominou a habitação do Espírito Santo na alma do justo. A doutrina da graça já tinha, apoiada na Bíblia, assinalado que a graça de Cristo nos torna filhos de Deus, templos do Espírito Santo, onde Deus tem a sua morada; a expressão para o significar, de que agora Echardo se serve é &#8220;ser nascido&#8221;. Como este nascimento de Deus constitui uma doação e uma graça, não pode haver aqui nada de panteísmo.</p>
<p>??)    A geração  de Deus como geração íntima trinitária.</p>
<p>—   Mas Echardo conhece um segundo nascimento: é quando diz que a alma é o lugar desse nascimento divino que se processa e completa em Deus mesmo desde a eternidade. &#8220;O Pai gera o Filho como seu igual… Mas digo ainda mais: Ele o gerou na minha alma… Nesta geração espiram o Pai e o Filho o Espírito Santo… Tudo o que o Pai pode realizar ele gera no Filho a fim de o Filho o gerar na alma… Assim a alma se torna uma divina morada da eterna divindade&#8221; (Pfeiffer, 205, 165, 215).   Mas se esta geração trinitária íntima se consuma na minha alma, então Echardo acrescenta conseqüentemente: &#8220;Eu sou uma causa de Deus ser o que é; pois se eu não existisse não existiria Deus&#8221; (PfeifFer, 2S3). Afirmação esta ótima a provocar uma errônea interpretação panteísta! Mas o em que Echardo pensa é na idéia de nós mesmos, no &#8220;modo não-gerado pelo qual somos eternos e devemos perdurar eternos&#8221; (1. c). &#8220;Pois se a criatura não existia em si mesma, como agora, é que existia antes do começo do mundo em Deus e na sua mente&#8221; (Pfeiffer, 488). Todas as cousas existem em Deus sob essa forma ideal de ser; mais imediatamente em Deus Padre: &#8220;No centro da Paternidade… existem todas as folhinhas de relva, a madeira e a pedra e todas as cousas&#8221; (PFeifFer, 332). Aqui reaparecem as praeconceptiones divinae, a &#8220;realidade preconcebida&#8221;, como se exprime Echardo na seqüela do PseudoDio-nísio; em suma, todo o mundus intelligibilis. E se Deus gera o Filho como seu Verbo, em quem ele se exprime com todas as realidades nele inclusas; ou, como &#8220;a imagem e, portanto, como o seu ser eterno que nela está, que é a sua forma permanente em si mesmo&#8221; (1. a), então somos &#8220;nós&#8221; evidentemente a causa de Deus. Mas essa cansa não é o nosso nós criado, senão a idéia do nosso eu existente na mente divina, nem mais nem menos do que nele existem todas as demais idéias constitutivas da essência de Deus. Nada disto nos deve admirar, pois tudo não passa de uma aplicação das especulações sobre o Logos, tradicionais desde Eilo. Para a ética de Echardo estas idéias assumem grande importância, pois delas resultam para cada homem uma imagem em Deus, um eu eterno e, melhor, um ego archetypus, nossa medida e nossa lei eterna. Isso debuxa um leito para a corrente dos atos do nosso ser pessoal e da nossa vida, que a reconduz ao oceano da divindade donde ela outrora derivou.</p>
<p>??) Scintilla animae. — Mas como se manifesta em nós esse mundo das idéias e do eu ideal existente no Verbo eterno? Echardo diz: temos um acesso imediato para ele na scintilla animae, ou castelo da Alma ou arca mentia, como também lhe chama. Muito se escreveu a este respeito, talvez muito inutilmente, o que também não é para admirar. Mas o decisivo nisso tudo é a idéia da participação. Echardo sabe o que há de divino no homem. Crê com Agostinho, que Deus nos é mais íntimo que nós mesmos. Esta palavra de Agostinho deveria ter sido a melhor elucidação da scintilla animae.</p>
<p>Mas Echardo conhece também a diferença entre o humano e o divino. Por isso declara ao escrito da sua defesa: Se a alma fosse apenas isso, então seria incriada. Mas participando de Deus, nela permanece o divino, a scintilla animae; é pois criada, por participar de Deus e não ser divina. Na linguagem do Aquinate isto quereria, mais rigorosamente, significar a Synteresis ou o habitus principiorum (cf. sup. 158 s.); na da filosofia moderna dos valores, o sentimento do valor. É esse o ponto em que o homem, meio-termo entre dois mundos, tem a consciência de ser algo pertencente a Deus por uma autêntica participação.</p>
<p>??) Cristo — Uma segunda e mais intuitiva via para o nosso melhor eu, Echardo a encontra em Cristo, em quem o Verbo se fez carne. Ambos esses caminhos também os trilharia o CUSANO, que os aprendeu de Echardo.</p>
<p>d)    I n f 1 u ê n c i a</p>
<p>Echardo veio a ser o que realmente queria ser — um mestre na vida. Suas idéias encontram acolhida no mais amplo círculo de pessoas. Sua ordem, evitando-lhe as proposições censuradas, prosseguiu, com muitos dos seus membros, na mesma linha do seu espírito. Os dois mais importantes foram os seguintes. JOÃO Tauder (+ 1361) em torno de quem se reuniram os amigos de Deus, seculares e regalares atraídos pela mística, sobretudo nós conventos renanos de religiosas; a sua força de vontade e de vida interior produziu ainda impressão sobre Lutero. Depois, Henríque Suso (+ 1366), o cantor da eterna sabedoria; nele especulação e sentimento mutuamente se fecundam, como é típico da mística escolástica. Na linha mística de EChardo se colocam além disto a Teologia alemã escrita por Lutero e as obras de João RUSbróquio (João van Ruysbroek) (+ 1381), cujo discípulo, Geegroote fundou a Congregação dos Irmãos da Vida Comum.  Num dos seus conventos, em Deventer, foi educado o jovem<br />
NlCOLAU DE CUSA.    No  Século 19 FRANCISCO VON BaaDER de novo chamou   a  atenção  para   Echardo,   como   o  espírito  central da mística medieval.   Hegel então o exaltou como o herdeiro da especulação&#8221;’.   A descoberta das suas obras latinas por H. DeNifle rasgou novos horizontes para as investigações  modernas sobre ele.</p>
<p>Fonte:  HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA, Johannes HIRSCHBERGER</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/">O MESTRE ECKHART: MÍSTICA   E   ESCOLÁSTICA</a></p>
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		<title>Biográfico Panorâmico em São Paulo</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/22/biografico-panoramico-em-sao-paulo/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/22/biografico-panoramico-em-sao-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 10:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/22/biografico-panoramico-em-sao-paulo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/22/biografico-panoramico-em-sao-paulo/">Biográfico Panorâmico em São Paulo</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-266" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/227-revision-3/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-266" title="sao-paulo" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/03/sao-paulo-300x200.jpg" alt="sao-paulo" width="300" height="200" /></a></p>
<p>O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> de base antroposófica busca clarear o <a href="/category/sentido-da-vida/" title="View all posts filed under sentido da vida">sentido da vida</a>, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.</p>
<p class="western">O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> lança mão de reflexão individual, resgatando os fatos do passado de cada um; da partilha desses fatos em grupo, onde muitas vezes o outro funciona como espelho; e através da <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, que é a forma de expressão pela qual o Eu interior melhor se expressa. Assim jogamos luz em nossas vivências, e percebemos como nosso <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> se manifesta, para podermos fazer as mudanças necessárias em nossas vidas para agir de acordo com ele e sermos mais felizes e saudáveis.</p>
<p class="western"><span style="color: #ff0000;"><strong>A síntese da programação é a seguinte:</strong></span></p>
<p>* informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;<br />
* contato com o próprio corpo: danças circulares;<br />
* contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;<br />
* reflexão individual: a escrita da vida;<br />
* reflexão em grupo: contando a própria história;<br />
* eu hoje: identificando a minha pergunta;<br />
* pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.</p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #ff0000;"><strong>Em São Paulo, de 6 a 9 de agosto de 2009, no <a href="http://www.centropaulus.com.br/" target="_blank">Centro Paulus</a><a href="http://www.centropaulus.com.br/" target="_blank"></a>, em Parelheiros.</strong></span></p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #ff0000;"><strong><a rel="attachment wp-att-267" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/227-revision-4/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-267" title="Centro Paulus" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/03/novaredes-300x164.jpg" alt="Centro Paulus" width="300" height="164" /></a><br />
</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="color: #c00000;"><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Coordenadores: </span></span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Rosângela Cunha</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;">Psicóloga, Gestalt-terapeuta e</span></strong><strong> </strong><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;">Terapeuta Biográfica </span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Marcelo 	Guerra</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;">Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Escreva para <a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br">santana@terapiabiografica.com.br</a> ou <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a> para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(11)<span class="number" dir="ltr">3070-8982</span>, Marcelo (deixe mensagem de voz com seu número, se estiver indisponível no momento)</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(32)8887-8660, Rosângela</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Investimento:  <strong><span style="color: #339966;">R$1240,00 ou 4x R$310,00;</span></strong></p>
<p>A confirmação da inscrição é feita mediante o depósito da primeira parcela. O preço inclui os honorários, o material a ser usado nas vivências, a hospedagem em apartamento individual com alimentação completa durante o período do workshop, e os custos com a divulgação.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/22/biografico-panoramico-em-sao-paulo/">Biográfico Panorâmico em São Paulo</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 18:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-274" title="Munch 4 ages" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/Munch-4-ages.jpg" alt="Munch 4 ages" width="337" height="450" /></p>
<p>O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> de base antroposófica busca clarear o <a href="/category/sentido-da-vida/" title="View all posts filed under sentido da vida">sentido da vida</a>, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.</p>
<p class="western">O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> lança mão de reflexão individual, resgatando os fatos do passado de cada um; da partilha desses fatos em grupo, onde muitas vezes o outro funciona como espelho; e através da <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, que é a forma de expressão pela qual o Eu interior melhor se expressa. Assim jogamos luz em nossas vivências, e percebemos como nosso <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> se manifesta, para podermos fazer as mudanças necessárias em nossas vidas para agir de acordo com ele e sermos mais felizes e saudáveis.</p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #ff0000;"><strong>Em Juiz de Fora, de 20 a 23 de agosto de 2009, no Seminário da Floresta.</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="color: #c00000;"><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Coordenadores: </span></span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Rosângela Cunha</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;">Psicóloga, Gestalt-terapeuta e</span></strong><strong> </strong><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;">Terapeuta Biográfica </span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Marcelo 	Guerra</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;">Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">(<a href="http://www.formacaobiograficamg.com/" target="_blank">Formação Biográfica &#8211; Minas Gerais &#8211; Escola Livre de Formação Biográfica</a><br />
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum &#8211; Dornach/Suiça.)</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Escreva para <a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br">santana@terapiabiografica.com.br</a> ou <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a> para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(21)7697<span class="number" dir="ltr">-8982</span>, Marcelo</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(32)8887-8660, Rosângela</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Investimento:</p>
<ul>
<li>até 30 de junho   &#8211; R$980,00 ou 4x R$245,00;</li>
<li>até 31 de julho &#8211; R$1050,00 ou 3x R$350,00;</li>
<li>até 20 de agosto &#8211; R$1150,00 ou 1xR$370,00 + 2x R$390,00</li>
</ul>
<p>A confirmação da inscrição é feita mediante o depósito da primeira parcela. O preço inclui os honorários, o material a ser usado nas vivências, a hospedagem em apartamento individual com alimentação completa durante o período do workshop, e os custos com a divulgação.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Workshop Biográfico em Belo Horizonte</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/workshop-biografico-em-belo-horizonte/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 14:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Belo Horizonte]]></category>

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		<description><![CDATA[ATENÇÃO: Tivemos que alterar a data e o local da Oficina, o que tornou o preço mais em conta. Workshop baseado nos dois primeiros trabalhos de Hércules, a luta contra o leão de Nemeia e contra a hidra de Lerna, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/workshop-biografico-em-belo-horizonte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/workshop-biografico-em-belo-horizonte/">Workshop Biográfico em Belo Horizonte</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #993300;"><strong>ATENÇÃO: Tivemos que alterar a data e o local da Oficina, o que tornou o preço mais em conta.</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><a rel="attachment wp-att-284" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/?attachment_id=284"><img class="aligncenter size-full wp-image-284" title="luz_sombra_titulo" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/04/luz_sombra_titulo.jpg" alt="luz_sombra_titulo" width="584" height="52" /></a><a rel="attachment wp-att-285" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/?attachment_id=285"><img class="aligncenter size-large wp-image-285" title="rembran038" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/04/rembran038-1023x877.jpg" alt="rembran038" width="573" height="491" /></a><span style="font-family: Arial,sans-serif;">Workshop baseado nos dois primeiros trabalhos de Hércules, a luta contra o leão de Nemeia e contra a hidra de Lerna, que retratam a alma humana em suas características de luz e sombra.</span></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">Como 	é o leão dentro de mim? Como ele age e reage?</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">Que 	leões eu enfrento na minha vida?</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">Como 	eu lido com minha agressividade? Como eu lido com a agressividade 	dos outros?</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">Como 	são meus impulsos sociais e anti-sociais?</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">O 	que representam as cabeças da hidra na minha vida?</span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">Quais 	são as sombras que preciso levar à luz para retirar sua força?</span></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%;">Trabalharemos com aquarela, argila, danças circulares e outras vivências em grupo. </span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><strong><span style="background: #99ccff none repeat scroll 0% 0%;">Quem coordena?</span></strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%;"><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">Rosângela Cunha</span>, Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%;"><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">Marcelo Guerra</span>, Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">(<a href="http://www.formacaobiograficamg.com/" target="_blank">Formação Biográfica &#8211; Minas Gerais &#8211; Escola Livre de Formação Biográfica</a><br />
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum &#8211; Dornach/Suiça.)</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><strong><span style="background: #99ccff none repeat scroll 0% 0%;">Quando e onde?</span></strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left">De 24 a 26 de julho, no Retiro das Rosas, em Ouro Preto.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><strong><span style="background: #99ccff none repeat scroll 0% 0%;">Quanto? </span></strong></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-weight: normal;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%;">Os preços incluem estadia em quartos duplos, com alimentação no período do workshop. A inscrição é efetivada com o depósito da primeira parcela.</span></span></span></span></p>
<ul>
<li>R$520,00 ou 4X R$130,00.</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><strong><span style="background: #99ccff none repeat scroll 0% 0%;">Mais informações e inscrições:</span></strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%;">Rosângela: (31)8532-2217ou (32)8887-8660		<a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br"><span lang="zxx"><span style="text-decoration: underline;">santana@terapiabiografica.com.br</span></span></a></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-weight: normal;"><span style="background: transparent none repeat scroll 0% 0%;">Marcelo: (22)9254-4866 ou (21)7697-8982 </span></span></span></span><a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/workshop-biografico-em-belo-horizonte/">Workshop Biográfico em Belo Horizonte</a></p>
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		<title>O que é um homem?</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 12:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem é que vai por aí aflito, místico, nu? Como é que eu tiro energia da carne de boi que como? O que é um homem, enfim? O que é que eu sou? O que é que vocês são? Tudo &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/">O que é um homem?</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/picassohomme-barbu-1962-35-x-27-cm-colored-linocut-museu-238x300.jpg" alt="picassohomme-barbu-1962" title="picassohomme-barbu-1962" width="238" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-269" /><br />
Quem é que vai por aí<br />
aflito, místico, nu?<br />
Como é que eu tiro energia<br />
da carne de boi que como?</p>
<p>O que é um homem, enfim?<br />
O que é que eu sou?<br />
O que é que vocês são?</p>
<p>Tudo o que eu digo que é meu,<br />
vocês podem dizer que é de vocês:<br />
de outro modo, escutar-me<br />
seria perder tempo.</p>
<p>Não ando pelo mundo a lastimar<br />
o que o mundo lastima em demasia:<br />
que os meses sejam de vácuo<br />
e o chão seja de lama<br />
e podridão.</p>
<p>A gemer e acovardar-se,<br />
cheio de pós para inválidos,<br />
o conformismo pode ficar bem<br />
para os de quarta categoria;<br />
eu ponho o meu chapéu como bem quero,<br />
dentro ou fora de portas.</p>
<p>Por que iria eu rezar?<br />
Por que haveria eu de me curvar<br />
e fazer rapapés?</p>
<p>Tendo até os estratos perquirido,<br />
analisado até um fio de cabelo,<br />
consultado doutores<br />
e feito os cálculos apropriados,<br />
eu não encontro gordura mais doce<br />
do que a inserida em meus próprios ossos.</p>
<p>Em toda pessoa eu vejo a mim mesmo,<br />
nem mais nem menos um grão de mostarda,<br />
e o bem ou mal que falo de mim mesmo<br />
falo dela também.</p>
<p>Sei que sou sólido e são,<br />
para mim num permanente fluir<br />
convergem os objetos do universo;<br />
todos estão escritos para mim<br />
e eu tenho de saber o que significa<br />
o que está escrito.</p>
<p>Sei que sou imortal,<br />
sei que esta minha órbita não pode<br />
ser traçada<br />
pelo compasso de um carpinteiro qualquer.<br />
Sei que não passarei</p>
<p>assim que nem verruga de <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a><br />
que à noite se remove<br />
com um alfinete flambado.</p>
<p>Eu sei que sou majestoso,<br />
não vou tirar a paz do meu espírito<br />
para mostrar quanto vale<br />
ou para ser compreendido:<br />
tenho visto que as leis elementares<br />
jamais pedem desculpas.<br />
(Eu reconheço que, afinal de contas,<br />
não levo meu orgulho<br />
além do nível a que elevo minha casa.)</p>
<p>Existo como sou,<br />
isso é o que basta:<br />
se ninguém mais no mundo<br />
toma conhecimento,<br />
eu me sento contente;<br />
e se cada um e todos<br />
tomam conhecimento,<br />
eu contente me sento.</p>
<p>Existe um mundo<br />
que toma conhecimento,<br />
e este é o maior para mim:<br />
o mundo de mim mesmo.<br />
Se a mim mesmo eu chegar hoje,<br />
daqui a dez mil ou dez milhões de anos,<br />
posso alcançá-lo agora bem-disposto<br />
ou posso bem-disposto esperar mais.</p>
<p>O lugar de meus pés<br />
está lavrado e ajustado em granito:<br />
rio-me do que dizem ser dissolução<br />
- conheço bem a amplitude do tempo.</p>
<p><em>Walt Whitman</em></p>
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		<item>
		<title>Vivência no Vale de Luz, em Nova Friburgo</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Vale de Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivência baseada no primeiro trabalho de Hércules, a luta contra o Leão de Nemeia. Como é o leão dentro de mim? Como ele age e reage? Que leões eu enfrento na minha vida? Como eu lido com minha agressividade? Como &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/">Vivência no Vale de Luz, em Nova Friburgo</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><a rel="attachment wp-att-276" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/?attachment_id=276"><img class="aligncenter size-full wp-image-276" title="leao_interno" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/04/leao_interno.jpg" alt="leao_interno" width="511" height="52" /></a><a rel="attachment wp-att-277" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/?attachment_id=277"><img class="aligncenter size-full wp-image-277" title="hercules" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/04/hercules.jpg" alt="hercules" width="400" height="232" /></a><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Vivência baseada no primeiro trabalho de Hércules, a luta contra o Leão de Nemeia.</span></span></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Como é o leão 	dentro de mim?</span></span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Como ele age e 	reage?</span></span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Que leões eu 	enfrento na minha vida?</span></span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Como eu lido com 	minha agressividade?</span></span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Como eu lido com 	a agressividade dos outros?</span></span></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Trabalharemos com aquarela, argila e atividades em grupo.</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">Quem coordena?</span></strong></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><strong><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Marcelo Guerra, Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</span></span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><strong><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Mariane Canella, Professora Waldorf e Biógrafa <span style="font-size: small;">(em formação)</span></span></span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">(<a href="http://www.formacaobiograficamg.com/" target="_blank">Formação Biográfica &#8211; Minas Gerais &#8211; Escola Livre de Formação Biográfica</a> Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum &#8211; Dornach/Suiça.)</span></span><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;"> </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">Quando e onde?</span></strong></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Dia 1º de agosto, sábado, de 8:30h às 16:30h, no Sítio do Vale de Luz, em Nova Friburgo. </span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">Quanto?</span></strong></span></span></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: normal;">Até 15/06/09	R$100,00 à vista ou 2xR$50,00 (incluído almoço)</span></span></span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Até15 /07/09	R$130,00 à vista ou 2XR$65,00 (incluído almoço)</span></span></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Até 01/08/09 R$150,00 à vista ou 2XR$75,00 (incluído almoço)</span></span></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><span style="font-size: medium;"><strong><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">Mais informações e inscrições</span></strong></span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="left"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">(22)9254-4866 ou (21)7697-8982</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="left"><a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</span></span></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="center"><span style="font-family: Jokerman,fantasy;"><span style="font-size: large;"><strong><span style="background: #ffff00 none repeat scroll 0% 0%;">www.daobiograficos.com.br</span></strong></span></span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/21/vivencia-no-vale-de-luz-em-nova-friburgo/">Vivência no Vale de Luz, em Nova Friburgo</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Joseph Campbell</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[joseph campbell]]></category>
		<category><![CDATA[mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/ Uma Entrevista com Joseph Campbell Escrito por Josenildo Marques em 24 Agosto, 2007 A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://monomito.files.wordpress.com/2006/12/josephcampbell3.jpg" alt="Campbell" /></p>
<div style="text-align: left;"><a href="http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/" target="_blank">http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
</div>
<h2 style="text-align: left;"><a title="Link permanente para Uma Entrevista com Joseph Campbell" rel="bookmark" href="http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/" target="_blank">Uma Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
</h2>
<div></div>
<p style="text-align: left;">Escrito por <a href="http://monomito.wordpress.com/" target="_blank">Josenildo Marques</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
<p>em 24 Agosto, 2007</p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana;">A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Hindu?smo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo" target="_blank">hinduísmo </a></span>e o livro que estava para lançar: o quarto volume de <em>As Máscaras de Deus</em>, que é sobre o que ele chama de Mitologia Criativa. Esse livro ainda não foi traduzido para o português, portanto creio que minha tradução dessa entrevista, provavelmente a primeira a ser feita, possa oferecer uma boa introdução ao tema central do livro.</strong></p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I &#8211; Em seus estudos sobre mitologia, você tem usado seu conhecimento de psicologia e psicanálise para interpretar mitos. Você acha que mais poderia ser conseguido se houvesse maior variedade de metodologias à disposição?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sou contrário a metodologias por que acho que elas determinam o que você vai aprender. Por exemplo, o <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Estruturalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estruturalismo" target="_blank">estruturalismo </a></span>de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Lévi-Strauss" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss" target="_blank">Lévi-Strauss</a>. Tudo o que vai achar é o que o estruturalismo permitir que você ache. E um olhar aberto aos fatos que estão na sua frente vai ser impossível dessa maneira. Parece-me que assim ele se fecha para iluminações.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – É culpa da metodologia em si ou da inabilidade da pessoa para usar a metodologia como uma ferramenta de maneira mais flexível?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sim, sem dúvida, o caminho flexível é o mais apropriado. Você tem que saber correr, andar, parar e sentar-se. Mas se quiser ficar só sentado, então vai limitar sua experiência.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">No anos 20 e 30, o <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Funcionalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funcionalismo" target="_blank">funcionalismo </a></span>estava na moda. Você não podia fazer comparações interculturais; você tinha que interpretar tudo de acordo com o que conhecia da cultura local. Seria como examinar o apêndice no corpo humano para determinar a condição do homem moderno. Você tem que seguir sua origem e descobrir que uso tinha em tempos remotos.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">De maneira similar, muitos dos elementos de uma cultura são vestígios de usos anteriores, de funções remotas. E esses homens, por exemplo, Radcliffe-Brown, em seu livro (que considero esplêndido) sobre os habitantes das <a title="Verbete da Wikipedia sobre as Ilhas Andamã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andam%C3%A3o_e_Nicobar" target="_blank">Ilhas Andamã</a></span>, falha em entender aqueles mitos. Eles estão todos na frente dele e sua abordagem não responde as perguntas. Tudo que tem que se fazer é um pouco de comparações e se vai descobrir que as interpretações aparecem. Ficando preso a um método, ele limita sua visão e falha na interpretação daquela cultura.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Eu suponho que a tendência a totalizar a metodologia na ciência poderia ser comparada ao processo de totalização na religião, na qual a chance de uma revelação é, de alguma maneira, diminuída se não for erradicada porque as estruturas são congeladas, os rituais são congelados. E a vitalidade, o princípio interior de vitalidade, parece ficar estultificado.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; Bem, concordo com isso plenamente. E eu acho que essa ênfase na estrutura, neste ou naquele método, é um tipo de desdobramento do monoteísmo. E noto que estudiosos judeus são mais inclinados a isso do que os outros. Ele tem que ter apenas um modo de interpretação. Veja os marxistas e os freudianos – e agora vem o estruturalismo de Lévi-Strauss, e nada mais conta. É incrível. É só a nossa panelinha aqui e qualquer prova que não se encaixe deve ser descartada. Tenho uma teoria sobre isso…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Lembro-me imediatamente de O Futuro de uma Ilusão de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Sigmund Freud" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freud" target="_blank">Freud</a></span>, em que ele discursa sobre a origem do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Monote?smo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monote%C3%ADsmo" target="_blank">monoteísmo </a>a partir da estrutura, do pai; e sabemos que as <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s judaicas trazem isso da figura paterna. Talvez essa seja uma das raízes psicológicas para esse tipo de abordagem estreita sobre a existência.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Exato. Em Totem e Tabu, Freud diz: &#8220;Admito que não consigo explicar as religiões matriarcais&#8221;. Esqueci a página, mas está em muitas palavras.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – É algo que ele não consegue entender.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Não consegue porque o que ele está seguindo em Totem e Tabu é a horda do pai, o clã do irmão e as religiões patriarcais. Essa é a seqüência lá…Mas, e o culto à Grande Mãe?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">No início, a tradição hebraica é a tradição do guerreiro-caçador, não é a de um povo sedentário que cultiva a terra e faz comércio. Entende? E é dessa última que se origina a grande civilização: agricultura, domesticação de animais, não do caçador errante. Os caçadores são todos guiados pelo princípio masculino: é o homem que traz a comida. Os povos plantadores são guiados pelo princípio feminino: a mulher é análoga à terra, que procria e nutre. Portanto, o Dr. Freud, com seu tipo de antipatia patriarcal para com o princípio feminino, não consegue lidar com isso.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Eu sei que não se pode ter uma ação trágica sem uma causa primordial, porque sem um objetivo não há como voltar ou até mesmo uma percepção trágica como acontece com <a title="Verbete da Wikipedia sobre Édipo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo" target="_blank">Édipo</a></span>. Não conseguiria imaginar <a title="Verbete da Wikipedia sobre Édipo Rei" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo_Rei" target="_blank">Édipo Rei </a>sendo escrito por um chinês, ou não poderia imaginar algo como Édipo Rei saindo da cultura oriental. Como você explica isso?</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Tive uma experiência interessante sobre isso. Quando estava na Índia, associei-me por algum tempo a uma companhia de teatro de vanguarda em Bombai que se chamava Unidade de Teatro. Era uma companhia constituída de indianos não-hindus em sua maioria. O colega encarregado da companhia tinha origem árabe e seu associado mais próximo era um judeu indiano. Há uma antiga <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a> judaica na Índia. Muito dos participantes eram parsis. Adivinhe o que estavam apresentando? Estavam apresentando Édipo Rei. Eles tinham sua clientela, que já estava acostumada a assistir o que estavam apresentando. Eu os assisti quando se apresentaram a seu público em Bombai e, alguns meses depois, quando eu estava em Nova Délhi, eles chegaram e apresentaram Édipo Rei a um público totalmente hindu.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Você não acreditaria! Eu estava lá sentado, já tinha estado na Índia o tempo suficiente para entender o ponto de vista do público &#8211; e que horror! Aquelas pessoas estavam completamente chocadas. Eu nunca tinha visto tamanho tapa na cara do público. Eles nunca tinham visto uma tragédia grega; nunca tinham visto uma; não sabiam nada sobre a tradição grega.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">A ênfase na Índia é para eliminar o ego: ele não existe. Em sânscrito, não há nem mesmo uma palavra para indivíduo. Os indianos não são indivíduos. São membros de uma casta, são membros de uma <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>. Eles estão em certos grupos etários; e têm certo temperamento; tudo isso são coisas genéricas. Mas lá estava aquela coisa pessoal do tipo mais violento e a quebra de tabus. O público ficou horrorizado.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Você podia ver que era uma absoluta violação de tudo que já pensaram ver no teatro, em qualquer nível, porque não existe algo como a tragédia no Oriente. Como pode existir uma tragédia quando se acredita na reencarnação?<span> </span>A dramaturgia oriental é um tipo de teatro de conto de fadas: nuances <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>osas e situações divertidas, mas nada muito sério. Aquele que sofre na tragédia oriental é aquele quem tem que sofrer de qualquer forma. É esse corpo impessoal. Deixem-no ir – quem se importa?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">O herói, o tema enfatizado na mitologia hindu, não é a pessoa; é o <a title="Verbete da Wikipedia sobre Shiva" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shiva" target="_blank">Shiva </a></span>reencarnado que nasce e morre. E os gregos transferem isso para a pessoa. No Oriente, a pessoa que falha na sua jornada é um palhaço, um louco. No Ocidente, é um ser humano.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Lembro que, muitos anos atrás, quando eu estava escrevendo o <a title="Resenha" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=73672" target="_blank">Herói de Mil Faces</a></span>, quando quer que eu quisesse um exemplo de fracasso, tinha quer dar um exemplo grego. Por que os heróis gregos são aqueles que sofrem. Os heróis orientais são aqueles que estão na jornada através do mito.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Estou tentando me lembrar de um exemplo oriental da tragédia grega.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Você quer dizer algo que poderia nos dar um tapa na cara como Édipo Rex fez com os hindus?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I &#8211; Sim. Lembro-me que, embora não seja um paralelo, no curso da tragédia de Beckett Esperando por Godot. Para mim, a tragédia nessa peça está no público. Beckett tirou tudo, exceto o trágico, e deixando o trágico, só ele resta. É apresentado só o básico, tão completamente reduzido que a ofensa se torna devastadora.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Bem, posso dar um exemplo do que tocar o público ocidental tão forte quanto a tragédia ocidental que aquele público hindu assistiu, e é o sacrifício ritual hindu. Num desses sacrifícios, por exemplo, alguém tem que tirar a pele de uma cabra e tem que tomar cuidado para que a cabra fique viva até que a pele seja totalmente tirada.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Esse exemplo seria bom.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Esse seria, não seria?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – E a mitologia africana?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, é uma mitologia rica. Os treze volumes de Frobenius – The Atlantis – é magnífico. Muito rico.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você fez algum trabalho nessa área?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, sim, muito. Mas ela ainda não foi bem coligida em inglês. Os alemães e os franceses fizeram melhor, eu acho, do que os ingleses. A Inglaterra estava mais, sabe, no Congo, com armas e câmeras…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Stanley e Livingstone…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sim. Os alemães e os franceses foram até ela. Agora os ingleses estão indo. Para mim, a coisa mais interessante nos estudos africanos recentemente é esse alinhamento da cultura nok com a cultura effie, validando a intuição que Frobenius tinha no início do século, da antiguidade daquele complexo cultural na África ocidental, datando-o em cerca de 1000 a.C. Frobenius foi o primeiro a reconhecer e estudar a África como uma unidade histórica, não apenas como um bando de tribos selvagens.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Por que Frobenius ainda não foi traduzido para o inglês?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Eu descobri Frobenius no período em que estava lendo como um louco durante a Grande Depressão, antes de 1932. Por volta de 1939, estava tão entusiasmado que entreguei os livros de Frobenius ao meu agente literário para ver se conseguíamos um editor. Tenho as cartas desses editores: &#8220;talvez interessem a alguma universidade afro-descendente, mas…&#8221; Por isso Frobenius ainda não foi traduzido. Mas o verdadeiro motivo é que a Sociedade Antropológica Americana não concordava com as proposições dele – ela é um desses grupos monoteístas. Frobenius defendia a idéia da difusão; ele era um difusionista, que é um palavrão para a Sociedade Antropológica Americana. E esse homem que era grandemente respeitado na Europa é desconhecido aqui.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Tenho uma amiga que escreveu livro sobre questões políticas internacionais e foi a um editor que conheço muito bem. O livro foi rejeitado por esse editor porque ela só citava Frobenius.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Estou curioso para ver seu quarto volume.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; O quarto volume vai sair no dia 20 de maio. Daqui a um mês depois de amanhã – e acredite – estou contente. Trabalhei nele por quatro anos. Demorou um ano para os editores conseguirem publicá-lo. Foi um pouco complicado, mas não vai saber quando lê-lo.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você poderia falar um pouco do que trata neste volume?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; Claro. É um livro que trata do que eu chamo de mitologia criativa. Na mitologia tradicional, à qual os três primeiros volumes são dedicados – a primitiva, a oriental e a ocidental – os símbolos mitológicos são herdados pela tradição e o indivíduo passa pelas experiências como planejado. Um artista criativo trabalha de maneira inversa. Ele passa por uma experiência de alguma profundidade ou qualidade e procura as imagens com as quais representá-la. É o caminho inverso. Por isso o título do livro é Mitologia Criativa.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Ele trata do primeiro problema que é a experiência estética, que eu chamo de &#8220;apreensão estética&#8221;, e então apresento uma análise da tradição imagética que os artistas modernos europeus herdaram. Temos a antiga tradição da Idade do Bronze; temos as tradições semita e hebraica; temos as tradições clássicas gregas. Também temos as tradições dos cultos de mistério e a tradição gnóstica; temos a tradição muçulmana, que era muito forte na Idade Média; temos a tradição celta e germânica e assim por diante. Esse é todo o vocabulário; é um tesouro maravilhoso no qual o artista vai buscar suas imagens.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">De fato, elas vão coagular com ele se ele for um homem meio letrado. As imagens virão e vão se combinar com o que ele está dizendo. E eu cito como meu documento principal a tradição da literatura secular européia dos séculos XI e XII. Para juntar tudo isso, peguei a literatura que lidasse com temas comuns. Os dois temas comuns que, para mim, parecem apresentar uma influência dominante na escritura européia ocidental são o tema de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Tristão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trist%C3%A3o" target="_blank">Tristão </a></span>e o do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Santo Graal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_graal" target="_blank">Santo Graal</a></p>
<p>. Começo com um grupo de escritores do fim do século XII e início do século XIII. Aí apresento ecos deles, primeiro em Wagner; depois a constelação em volta dele: <a title="Verbete da Wikipedia sobre Schopenhauer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schopenhauer" target="_blank">Schopenhauer </a>e <a title="Verbete da Wikipedia sobre Nietzsche" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nietzsche" target="_blank">Nietzsche</a>; e seguindo até, é claro, <a title="Verbete da Wikipedia sobre Thomas Mann" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Mann" target="_blank">Mann </a>e <a title="Verbete da Wikipedia sobre James Joyce" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_joyce" target="_blank">Joyce</a></p>
<p>. Então, de maneira geral, vou e volto com o tema da terra devastada.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Rapaz, não é excitante? Esse conflito entre autoridade e experiência individual. Esse é meu tema principal do começo ao fim. E com ele vem a afirmação do indivíduo em sua experiência individual que só é possível hoje no mundo ocidental. Nossa religião foi importada do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Levante" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante" target="_blank">Levante </a></span>com seu autoritarismo e até mesmo com a revolução protestante, que foi um tipo de triunfo do espírito individualista europeu, ainda apegado à Bíblia, então você tem que acreditar naquela coisa estúpida escrita Deus-sabe-quando. Mas a verdadeira literatura secular se desliga disso. E esse desligamento acontece com o Graal. É claro que ela começa a florescer justamente na época de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Inocêncio III" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_III" target="_blank">Inocêncio III</a>, o mais autoritário dos autoritários, mas acabou – parou bem ali, por volta de 1225-1230. A <a title="Verbete da Wikipedia sobre a Inquisição" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inquisi%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Inquisição </a>é trazida à baila em 1232 e aí temos que esperar. E aí acontece a grande mudança. É claro que aí tenho que fazer uma ponte. Tenho que ir do começo ao fim. Mas é incrível o quanto devemos a uns poucos que fizeram tudo o que temos, que tiveram a coragem de dizer &#8216;vocês estão errados&#8217;. Eles são meus heróis. Mas temos também uma heroína, a primeira, e é ela quem começa tudo, seu nome é Heloísa. A Heloísa de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Abelardo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abelardo" target="_blank">Abelardo</a>, ela é a rainha do livro. Em suma, é isso.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você achou difícil juntar todas essas coisas e chegar a essas conclusões?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, não, nenhum problema; foi o material mitológico que me mostrou tudo isso. Não tive problemas em compor as idéias desses livros porque tenho lido esse material por literalmente quarenta anos. O problema foi comprimir tudo em quatro volumes. Minha intenção inicial era um volume, e foi isso que combinei com a Viking Press. Minha cabeça estava estourando e me lembro vividamente que, num dia de manhã, acordei às quatro da manhã sabendo que eram quatro livros, sabendo sobre o que tratariam, engatinhei para fora da cama, de cabeça, para não incomodar minha esposa, e fui ao quarto de estudos e planejei a coisa toda.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Engraçado que tanto <a title="Verbete da Wikipedia sobre William James" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_james" target="_blank">William James </a></span>quanto Freud tiveram experiências semelhantes quando estavam nessa fase criativa. Freud acordou às duas da manhã e James, às três.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – E eu, às quatro…está vendo?…Por isso eu tinha mais a dizer!</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Além disso, permito-me ir mais passionalmente do que ia nos livros anteriores porque realmente penso que o clero merece uma boa sova. Eles sabem que o que eles estão ensinando já ficou para trás, mas ficam tentando trazê-lo de volta. Recentemente tenho tido experiências bem agudas nesse contexto. Aqui estou eu, alguém cuja vida toda foi dedicada à mitologia, e a igreja agora, parece, está interessada em mitologia. Então eles me convidam para esses diálogos e triálogos e tetrálogos e assim por diante. E quando coloco o que considero o credo tradicional cristão, até mesmo os padres anglicanos levantam suas mãos e dizem, &#8220;Ah, mas não acreditamos mais nisso&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Mas eles ainda continuam com aquele livro. O que eles acreditam agora é no <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> e na humanidade e tudo isso. Eu digo a eles: bem, você acha isso nos Upanishads, em Lao-Tsé; você pode achar isso em qualquer lugar, então qual é a sua declaração? Eles continuam afirmando que são únicos. Ora, <a title="Verbete da Wikipedia sobre São Tomás de Aquino" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino" target="_blank">São Tomás de Aquino </a></span>disse que até um grego acreditava em Deus, mas um grego não acreditava que havia um pai, um filho e um espírito santo; que o filho tornou-se homem e foi crucificado e através dessa crucificação redimiu o homem do pecado original. Coloquei isso há apenas cinco dias e o bispo Fulano de Tal disse, &#8220;Ah, mas não falamos mais assim&#8221;.Então, o que dizem? Ainda assim, eles continuam com aquela reivindicação. Estão protegendo sua fé, estão mesmo &#8211; isso é engraçado. Esse movimento ecumênico na Igreja Católica é uma piada porque estão se apegando a sua exclusividade. Estão tentando dizer, sem dizer abertamente, que você tem quer ser batizado para ser salvo &#8211; não podem dizer algo diferente e continuar sendo católicos.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">O homem é redimido pelo sacrifício de Cristo; participa-se do sacrifício participando dos sacramentos, que foram fundados pelo próprio Cristo e, fora disso, &#8220;fora da igreja não há salvação&#8221;. E com relação aos protestantes, sempre me lembro do personagem Stephen Dedalus de James Joyce, que diz no final do Retrato, quando lhe perguntam &#8220;Você vai se tornar um protestante?&#8221;, e ele responde, &#8220;Perdi minha fé, mas não perdi o respeito por mim mesmo&#8221;.</span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
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		<title>Encontro Biográfico para Casais</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/01/encontro-biografico-para-casais/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 17:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>

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		<description><![CDATA[1+1 é sempre + que 2 Neste 2º semestre de 2008, realizaremos workshops biográficos para casais que estejam vivendo uma crise ou que queiram um melhor entendimento da relação. Que imagem carrego de mim mesmo? Que imagem que o outro carrega de &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/01/encontro-biografico-para-casais/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/01/encontro-biografico-para-casais/">Encontro Biográfico para Casais</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;"><strong>1+1 é sempre + que 2</strong></h1>
<p><a href="http://saudealternativa.org/wp-content/uploads/2008/09/marc-chagall-lovers-in-moonlight2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-302" title="marc-chagall-lovers-in-moonlight2" src="http://saudealternativa.org/wp-content/uploads/2008/09/marc-chagall-lovers-in-moonlight2-237x300.jpg" alt="" width="237" height="300" /></a></p>
<p>Neste 2º semestre de 2008, realizaremos workshops <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>s para casais que estejam vivendo uma crise ou que queiram um melhor entendimento da relação.<br />
<strong><span><em>Que imagem carrego de mim mesmo? Que imagem que o outro carrega de mim? Que transformações eu preciso fazer para acordar em mim as qualidades que permitirão um maior desenvolvimento dos meus sentidos?</em></span></strong></p>
<p align="left"><strong><span><em>Palestras sobre As leis biográficas e </em></span></strong><strong><span>Os encontros humanos, Atividade artística, Escrita individual</span></strong></p>
<h2><span>EM JUIZ DE FORA:</span></h2>
<p><strong><span><span><span>DATA:</span></span></span></strong><strong> </strong><strong><span>31 de outubro, 01 e 02 de novembro/2008</span></strong></p>
<p><strong><span>Início: 31/10 às 19:00h</span></strong></p>
<p><strong><span>Término: 02/11 às 18:00h</span></strong></p>
<p><strong><span><span><span>LOCAL:</span></span></span></strong><strong> </strong><strong><span><a href="http://www.acessa.com/guia/hoteis/aconchego_minas/">Pousada Aconchego de Minas</a>, em Juiz de Fora, incluindo café da manhã, lanches (dois intervalos), almoço e jantar.</span></strong></p>
<p><strong><span><span><span>Coordenadores:</span></span></span></strong></p>
<ul>
<li><strong><span><span>Rosângela Cunha</span></span></strong></li>
</ul>
<p><strong><span>Psicóloga, Gestalt-terapeuta e</span></strong><strong> </strong><strong><span><span>Biógrafa</span></span></strong></p>
<ul>
<li><strong><span><span>Marcelo Guerra</span></span></strong></li>
</ul>
<p><strong><span>Médico Homeopata, Acupunturista e Biógrafo</span></strong></p>
<p><strong><span><span>INVESTIMENTO:</span></span></strong><strong><span> (os valores são por casal)<br />
</span></strong></p>
<p><strong></strong><strong><span>1ª parcela R$ 250,00 em 10/09/08</span></strong></p>
<p><strong><span>2ªparcela R$ 250,00 em 10/10/08</span></strong></p>
<p><strong><span>3ªparcela R$ 250,00 em 10/11/08</span></strong></p>
<p><strong><span>4ªparcelaR$ 250,00 em 10/12/08</span></strong></p>
<h2><span>EM TERESÓPOLIS:</span></h2>
<p><strong><span><span><span>DATA:</span></span></span></strong><strong> </strong><strong><span>28 a 30 de novembro/2008</span></strong></p>
<p><strong><span>Início: 28/11 às 19:00h</span></strong></p>
<p><strong><span>Término: 30/11 às 18:00h</span></strong></p>
<p><strong><span><span><span>LOCAL:</span></span></span></strong><strong> </strong><strong><span><a href="http://www.vraja.com.br/index.htm">Pousada &amp; Spa Vrindávana</a>, em Teresópolis, na estrada que liga a Nova Friburgo, incluindo café da manhã, lanches (dois intervalos), almoço e jantar.</span></strong></p>
<p><strong><span><span><span>Coordenadores:</span></span></span></strong></p>
<ul>
<li><strong><span><span>Rosângela Cunha</span></span></strong></li>
</ul>
<p><strong><span>Psicóloga, Gestalt-terapeuta e</span></strong><strong> </strong><strong><span><span>Biógrafa</span></span></strong></p>
<ul>
<li><strong><span><span>Marcelo Guerra</span></span></strong></li>
</ul>
<p><strong><span>Médico Homeopata, Acupunturista e Biógrafo</span></strong></p>
<p><strong><span><span>INVESTIMENTO:</span></span></strong><strong><span> </span></strong><strong></strong>(os valores são por casal)</p>
<p><strong><span>1ª parcela R$ 320,00 em 10/10/08</span></strong></p>
<p><strong><span>2ªparcela R$ 320,00 em 10/11/08</span></strong></p>
<p><strong><span>3ªparcela R$ 320,00 em 10/12/08</span></strong></p>
<p><strong><span>4ªparcelaR$ 320,00 em 10/01/09</span></strong></p>
<p><strong><span><span>INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:</span></span></strong></p>
<p><strong><span>Tels. (32) 8841-8660 (Rosângela) &#8211; </span></strong><strong><a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br"><span><span><span>santana@terapiabiografica.com.br</span></span></span></a></strong><strong></strong></p>
<p><strong><span><em>(21) 7602-2365 (Marcelo) &#8211; </em></span></strong><strong><a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br"><span><span><span><span>marceloguerra@terapiabiografica.com.br</span></span></span></span></a></strong></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/01/encontro-biografico-para-casais/">Encontro Biográfico para Casais</a></p>
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		<item>
		<title>Convite para um Trabalho Biográfico</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/18/convite-para-um-trabalho-biografico-2/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/18/convite-para-um-trabalho-biografico-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 15:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[O Labirinto é um antigo símbolo de unicidade, que combina a imagem do círculo e da espiral com um caminho que tem um objetivo. Ele representa uma jornada ao nosso centro e de volta ao nosso mundo externo. A forma &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/18/convite-para-um-trabalho-biografico-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/18/convite-para-um-trabalho-biografico-2/">Convite para um Trabalho Biográfico</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><a href="http://labirinto.terapiabiografica.com.br/wp-content/uploads/2008/07/movlabychartres.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3" title="Labirinto" src="http://labirinto.terapiabiografica.com.br/wp-content/uploads/2008/07/movlabychartres.gif" alt="labirinto de Chartres" width="184" height="193" /></a></p>
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<div class="post-body entry-content">O Labirinto é um antigo símbolo de unicidade, que combina a imagem do círculo e da espiral com um caminho que tem um objetivo. Ele representa uma jornada ao nosso centro e de volta ao nosso mundo externo. A forma do labirinto nos faz lembrar que há um sentido na existência, e nos remete ao sentido de nossas próprias vidas.</p>
<p>O Grupo de Terapia Biográfica Labirinto é formado por profissionais que buscam resgatar o sentido latente em cada existência.</p>
<p>* Ana Maria Lucchesi, psicóloga, psicoterapeuta e biógrafa<br />
* Marcelo Guerra, médico homeopata e biógrafo</p>
<p>Os trabalhos são realizados em regime de imersão, em locais reservados, onde os participantes podem dedicar-se a trabalhar o seu interior, para retornarem ao seu mundo renovados e modificados.</p>
<p>O próximo Encontro Biográfico ocorrerá perto de Belo Horizonte, no <a href="http://www.portaldehospedagem.com.br/seusite.asp?id=7892">Retiro das Rosas</a>, na estrada de Ouro Preto, de 25 a 28 de setembro. Escreva para labirinto@terapiabiografica.com.br para mais informações.</p>
<p>O objetivo do Trabalho Biográfico é conhecer a sua vida e percorrer os caminhos da sua própria história reconhecendo os fios que te conduziram até o momento. Através do levantamento dos fatos da sua própria vida e da leitura consciente desses fatos, você trabalhará o panorama familiar e individual desde o seu nascimento até o dia de hoje, podendo então reescrever a sua história com linhas e fios mais claros, passando pelo centro do seu próprio <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>.</p>
<p>De dentro de sua história, e só assim, é possível você reconhecer sua missão humana e transformá-la em ação consciente no mundo.</p>
<p>Este trabalho será em regime de imersão, de quinta-feira à tardinha a domingo após o almoço, em lugar selecionado para instrospecção e cura.</p>
<p>Ministrado por:</p>
<p>Berenice von Rückert – Biógrafa e Socióloga, Pedagoga Social<br />
Ana Maria Lucchesi – Psicóloga, Psicoterapeuta e Biógrafa<br />
Marcelo Guerra – Médico Homeopata, Acupunturista e Biógrafo</p>
<p>Valor do Trabalho: R$ 1.035,00<br />
Forma do Acerto: para reservar sua vaga, deve ser pago adiantado o valor de R$ 345,00. O restante poderá ser pago em mais duas parcelas.</p>
<p>Local: <a href="http://www.portaldehospedagem.com.br/seusite.asp?id=7892">Retiro das Rosas</a></div>
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<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/18/convite-para-um-trabalho-biografico-2/">Convite para um Trabalho Biográfico</a></p>
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		<title>Contar a sua história</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/11/contar_a_sua_historia/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/11/contar_a_sua_historia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 13:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[biográfico]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Conte a sua história ao vento, Cante aos mares para os muitos marujos; cujos olhos são faróis sujos e sem brilho. Escreva no asfalto com sangue, Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na manhã seguinte &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/11/contar_a_sua_historia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/11/contar_a_sua_historia/">Contar a sua história</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/159409428_6759edf29b.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-107" title="159409428_6759edf29b" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/159409428_6759edf29b-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" /></a></p>
<p><span style="font-weight: bold;">&#8220;Conte a sua história ao vento,<br />
Cante aos mares para os muitos marujos;<br />
cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.<br />
Escreva no asfalto com sangue,<br />
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na manhã seguinte pelos</span><span style="font-weight: bold;"> garis.<br />
Abra seu peito em direção dos canhões,<br />
Suba nos tanques de Pequim,<br />
Derrube os muros de Berlim,<br />
Destrua as catedrais de Paris.<br />
Defenda a sua palavra,<br />
A vida não vale nada se você  não<br />
viver uma boa história pra contar.&#8221;</span></p>
<p>Pedro Bial</p>
<p>este poema foi retirado do excelente blog <a href="http://www.compartilhandoasletras.blogspot.com/">Compartilhando as Letras</a>, da Sônia Regly</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/11/contar_a_sua_historia/">Contar a sua história</a></p>
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		<item>
		<title>A Essência da Terapia Biográfica</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 13:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a antroposofia, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">A Essência da Terapia Biográfica</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/picassopeopledancing.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-104" title="picassopeopledancing" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/picassopeopledancing.jpg" alt="" width="236" height="294" /></a></p>
<p>Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a>, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas correntes</p>
<p>O ser humano tem hoje maior consciência de si do que em séculos passados, o que gera mais questionamentos. Nossas decisões deixaram de ser guiadas unicamente pela lógica das circunstâncias externas, e passaram a levar em conta nosso mundo interior, nossas aspirações, nossos desejos. Cada vez mais temos notícias de pessoas que largaram carreiras bem sucedidas em termos de dinheiro e prestígio, para dedicar-se a uma vida mais simples, mas que corresponde a uma busca interior de mais tempo junto às pessoas queridas, à possibilidade de dedicar-se a um hobby, ou a outro interesse qualquer que não diretamente ligado à profissão de origem. Exemplos deste movimento são executivos que trocam os escritórios por uma pousada numa praia escondida no litoral.</p>
<p>Nosso eu interior, nosso mundo interno, cada vez fala mais alto e exige mais respostas. As perguntas centrais são: &#8220;Quem eu sou, afinal? O que eu quero fazer com a minha vida? O que estou fazendo?&#8221; É aí que reside a importância da Terapia Biográfica. Porque não há melhor material para entendermos o que queremos das nossas vidas do que a história de nossas próprias vidas. Nossas questões essenciais em relação a nossas vidas só podem ser respondidas no contexto da vida em si. Pouco adianta confrontar nossas questões com teorias filosóficas ou mesmo esotéricas. O que traz respostas reais são os fatos da vida que levamos até aqui, como reagimos a eles, como os criamos, como os sentimos, como os transformamos em padrões, e porque não conseguimos sair destes padrões. Estas respostas são a chave para que, através do pensamento e do sentimento, possamos agir no sentido de modificar nossas vidas, tornando-as plenas de sentido.</p>
<p>Através do trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, o participante treina um distanciamento em relação à sua própria vida, como se a visse do alto de uma montanha, como uma paisagem. Com o prosseguimento do trabalho, é preciso criar um senso de responsabilidade por sua própria biografia, depois de entender pequenas frações da sua história, saindo do lugar de vítima das circunstâncias e tornando-se senhor(a) de sua própria vida. Através deste trabalho, uma pessoa pode sair da posição de deixar as coisas acon<a href="/category/tecer/" title="View all posts filed under tecer">tecer</a>em a ela e assumir a direção de sua própria vida.</p>
<p>Este não é um processo fácil ou mágico, do tipo &#8220;vou fazer umas atividades numa tarde, relembrar algumas coisas e tudo vai entrar nos eixos.&#8221; Não, este é um processo que pode ser longo e cansativo, e geralmente nem um pouco fácil, em que se defronta com fatos que a pessoa preferiria deixar debaixo do tapete da memória para sempre, não fossem eles causadores de tantos outros sofrimentos e padrões de <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> dolorosos. E quando você começa a trabalhar com estes fatos e compreendê-los, você pode chegar a escolhas para o futuro, totalmente baseadas na sua biografia. Esta é a essência da Terapia Biográfica: unir o passado, o presente e o futuro ao redor da questão de cada um, para que a pessoa possa tomar a vida em suas próprias mãos.</p>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">A Essência da Terapia Biográfica</a></p>
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		<title>O futuro é gestado agora</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 21:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sua majestade sabe tão bem quanto eu que o futuro é grávido de muitas eventualidades que ele pode parir. E não é impossível ouvir algumas delas movendo-se no útero do tempo. Mas apenas a situação do momento decide qual dos &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/">O futuro é gestado agora</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/saudadesdofuturo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-95" title="saudadesdofuturo" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/saudadesdofuturo.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>&#8220;Sua majestade sabe tão bem quanto eu que o futuro é grávido de muitas eventualidades que ele pode parir. E não é impossível ouvir algumas delas movendo-se no útero do tempo. Mas apenas a situação do momento decide qual dos embriões é viável e vai amadurecer.&#8221;</p>
<p>Marguerite Yourcenar, A Obra em Negro</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/">O futuro é gestado agora</a></p>
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		<title>A vida de Hahnemann &#8211; A Família</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 15:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[homeopatia]]></category>

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		<description><![CDATA[Avô paterno: Christoph Hahnemann, era pintor de porcelana, tinha um irmão chamado Christian Hahnemann. Viveu em Lauchstedt, na Saxônia, onde chegou em 1707. Era uma cidade muito pequena, com cerca de 1000 habitantes, de hábitos rurais, que servia como local &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/25/a-vida-de-hahnemann-a-familia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/25/a-vida-de-hahnemann-a-familia/">A vida de Hahnemann &#8211; A Família</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="q3_o28" style="text-align: center;" align="left"><img id="s20-50" class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="https://docs.google.com/File?id=dfmwpj4m_136df3pmt7p_b" border="0" alt="" width="542" height="339" align="left" /></p>
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<p align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Avô paterno: Christoph Hahnemann, era pintor de porcelana, tinha um irmão chamado Christian Hahnemann. Viveu em Lauchstedt, na Saxônia, onde chegou em 1707. Era uma cidade muito pequena, com cerca de 1000 habitantes, de hábitos rurais, que servia como local de veraneio dos Duques da Saxônia. Eles eram pessoas destacadas na cidade. Ele teve sete filhos, 3 meninos e 4 meninas. Christoph e seu irmão, por serem pintores de porcelana e aquarelistas, mudaram-se para Meissen para trabalhar na Manufatura Real de Porcelana, como pintores decorativos. Esta foi a profissão também seguida pelo pai de Hahnemann. </span></span></p>
<p id="q3_o31" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Pai: Christian Gottfried Hahnemann, nasceu em Lauchstedt, em 24 de julho de 1720, onde viveu por 14 anos. Casou-se aos 28 anos com Johanna Eleonora Deeren, filha única do alfaiate da corte, em 1748, em Meissen, onde também era pintor de porcelana. Nove meses após casado, sua esposa morreu após dar a luz a gêmeas, sendo que uma nasceu morta e a outra morreu após nove meses. O pai de Hahnemann torna-se um homem fechado, carrancudo, viúvo aos 29 anos. Em 1750, casou-se novamente, com Johanna Christiana Spiess. Compra uma casa grande em Meissen e leva uma vida próspera. Escreveu um pequeno livro sobre aquarela. Também seu irmão mais novo era pintor de porcelana. Tinha um lema e o ensinou aos filhos: “Ser e agir sem ostentação.”</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;">Mãe: Johanna Christiana Spiess, era filha única de um capitão que estava temporariamente prestando serviço em Meissen.</span></span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/25/a-vida-de-hahnemann-a-familia/">A vida de Hahnemann &#8211; A Família</a></p>
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		<title>A Vida de Hahnemann &#8211; Introdução</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/a-vida-de-hahnemann-introducao/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 12:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[homeopatia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Hahnemann]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida de Hahnemann comporta algumas peculiaridades que devem ser observadas antes de descrevê-la pormenorizadamente. Em primeiro lugar, Hahnemann viveu mais de 88 anos, o que era extremamente raro no século XVIII. Ele nasceu em 1755 e faleceu em 1843, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/a-vida-de-hahnemann-introducao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/a-vida-de-hahnemann-introducao/">A Vida de Hahnemann &#8211; Introdução</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="q3_o12" style="text-align: center;" align="left"><img src="http://saudealternativa.org/wp-content/uploads/2008/06/samuel-hahnemann-299x300.jpg" alt="" width="299" height="300" /></p>
<p align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> A vida de Hahnemann comporta algumas peculiaridades que devem ser observadas antes de descrevê-la pormenorizadamente. Em primeiro lugar, Hahnemann viveu mais de 88 anos, o que era extremamente raro no século XVIII. Ele nasceu em 1755 e faleceu em 1843, tendo passado a maior p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> deste tempo na Alemanha, que não era um país unificado, mas um amontoado de cidades-estado que freqüentemente enfrentavam-se em disputas de poder, e que depois foram todas dominadas por Napoleão e seu exército. Nos últimos anos de sua vida ele desfrutou da fama e expandiu o nome da Homeopatia em Paris, à época a cidade mais importante culturalmente no mundo, o farol para onde todas as mentes em busca de conhecimento e novidades voltavam-se avidamente. </span></span></p>
<p id="q3_o15" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> Esta é a história de um homem que criou uma ciência de curar eficaz, rápida e segura, partindo unicamente de fatos, os quais ele observava atentamente para só depois deles extrair hipóteses e teorias. É a história de um homem obstinado, quase arrogante, que não se curvou ao senso comum nem para evitar a fome sua e de sua numerosa <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>. Um homem que defendeu arduamente o ideal de curar sem prejudicar, contra uma classe médica irada que não podia aceitar que este médico de origem humilde fosse ensinar-lhes uma nova <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> e ciência de curar. Um homem que até seus últimos dias cuidou de aprimorar seu legado maior à Humanidade, a Homeopatia. Hoje a Homeopatia sobrevive e expande-se pelo mundo todo, mas nada disso teria ocorrido se seu visionário fundador tivesse sido mais complacente com seu pares da época. O ódio que os seus opositores lhe nutriram abertamente em vida, hoje foi amplamente sobrepujado pelo <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> e gratidão de milhões de médicos homeopatas e pacientes beneficiados pela Homeopatia.</span></span></p>
<p id="q3_o18" align="left"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: small;"> Eu sou grato em primeiro lugar por ser um médico homeopata e, em segundo lugar, por ter tido a oportunidade de fazer este estudo da vida deste grande mestre da humanidade, um homem muito à frente do seu tempo, talvez à frente até do nosso tempo, que captou a essência da matéria e a entregou a nós todos de forma metódica para que possamos perpetuar seu trabalho de trazer saúde verdadeira a nossos irmãos e irmãs que sofrem as mais diferentes mazelas do corpo e da alma. Em sua lápide ele mandou escrever: Non inutilis vixi (Não vivi em vão). Como se houvesse alguma dúvida&#8230; Muito obrigado, Christian Friedrich Samuel Hahnemann.</span></span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/a-vida-de-hahnemann-introducao/">A Vida de Hahnemann &#8211; Introdução</a></p>
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		<item>
		<title>A Complicada Arte de Ver</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/14/a-complicada-arte-de-ver/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/14/a-complicada-arte-de-ver/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 17:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a razão de ser da Terapia Biográfica: enxergar a vida com outros olhos, olhos de ver. <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/14/a-complicada-arte-de-ver/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/14/a-complicada-arte-de-ver/">A Complicada Arte de Ver</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/olhos.bmp"><img class="aligncenter size-medium wp-image-79" title="olhos" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/04/olhos.bmp" alt="" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">&gt;&gt; Esta é a razão de ser da Terapia Biográfica: enxergar a vida com outros olhos, olhos de ver.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Ela entrou, deitou-se no divã e disse: &#8220;Acho que estou ficando louca&#8221;. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. &#8220;Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões &#8211; é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões&#8230; Agora, tudo o que vejo me causa espanto.&#8221;</p>
<p>Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as &#8220;Odes Elementales&#8221;, de Pablo Neruda. Procurei a &#8220;Ode à Cebola&#8221; e lhe disse: &#8220;Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: &#8216;Rosa de água com escamas de cristal&#8217;. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta&#8230; Os poetas ensinam a ver&#8221;.</p>
<p>Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">William Blake sabia disso e afirmou: &#8220;A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê&#8221;. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.</p>
<p>Adélia Prado disse: &#8220;Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra&#8221;. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.</p>
<p>Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. &#8220;Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios&#8221;, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada &#8220;satori&#8221;, a abertura do &#8220;terceiro olho&#8221;. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: &#8220;Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram&#8221;.</span></span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, &#8220;seus olhos se abriram&#8221;. Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em &#8220;Operário em Construção&#8221;: &#8220;De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa &#8211; garrafa, prato, facão &#8211; era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção&#8221;.</p>
<p>A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas &#8211; e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam&#8230; Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> com o mundo.</p>
<p>Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>, eternamente: &#8220;A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas&#8221;.</p>
<p>Por isso &#8211; porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver &#8211; eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>jar &#8220;olhos vagabundos&#8221;&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></span><em><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O texto acima foi extraído da seção &#8220;Sinapse&#8221;, jornal &#8220;Folha de S.Paulo&#8221;, versão on line, publicado em 26/10/2004.</span></span></em></p>
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		<title>Tecendo o Fio do Destino</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 11:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Destino? Agulha no palheiro onde o homem se procura O tempo inteiro” Lindolfo Bell A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Tecendo o Fio do Destino</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marceloguerra.com.br/image003.jpg" alt="" width="602" height="268" />“Destino?</p>
<p>Agulha  no palheiro</p>
<p>onde  o homem se procura</p>
<p>O  tempo inteiro”</p>
<p>Lindolfo  Bell</p>
<table border="5" cellspacing="2" cellpadding="4" width="365">
<tbody>
<tr>
<td class="style2" height="75">A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às 14h. O próximo encontro será dia 15 de março, às 14h.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="5" cellspacing="2" cellpadding="4" width="365">
<tbody>
<tr>
<td class="style4" height="75">
<p class="style6">Novo grupo no Rio de Janeiro, começando no dia 10 de maio de 2008, sábado, às 14h, à Rua Pereira da Silva, 135, Laranjeiras. INSCREVA-SE JÁ!</p>
<p class="style7"><strong>PALESTRA INTRODUTÓRIA GRATUITA NO DIA 3 DE MAIO DE 2008, ÀS 9H.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="style3">Cada um de nós nasce com um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s em que vivemos.</p>
<p class="style3">Este curso tem o objetivo de buscar o fio do <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, como aquarela, modelagem em argila, <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a>, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.</p>
<p class="style3">Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.</p>
<p class="style3">O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e um novo grupo começará no Rio de Janeiro, a partir de 10 de maio de 2008. O investimento para cada módulo será de R$100,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21)3717-5215, (22) 8112-4983 ou pelo e-mail <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a><a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br"></a></p>
<p class="style3" align="justify"><em>Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga</em>?  (Leonardo Boff)</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Tecendo o Fio do Destino</a></p>
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		<title>Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 20:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, suplemento Equilíbrio, em 25/1/01) Quem é ela Nome: Gudrun Burkhard. Idade: 71 anos. Profissão: Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica. O que faz: Dá cursos de biografia humana para terapeutas e médicos &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/gudrun.jpg" title="gudrun.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/gudrun.jpg" alt="gudrun.jpg" /></a></p>
<p>(Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, suplemento Equilíbrio, em 25/1/01)</p>
<p>Quem é ela</p>
<p>Nome: Gudrun Burkhard.<br />
Idade: 71 anos.<br />
Profissão: Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica.<br />
O que faz: Dá cursos de biografia humana para terapeutas e médicos no Brasil e na Europa.<br />
Filosofia de vida: A cura das doenças só acontece quando o homem consegue mudar seus hábitos e harmonizar os lados intelectual e afetivo.</p>
<p>A idéia de que desequilíbrios da vida cotidiana contribuem para que doenças apareçam e influem na cura já foi incorporada pelo estabelecimento médico. Mas, quando se formou em <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pela USP em 1954, a médica paulista Gudrun Burkhard teve de ir até a Suiça para estuda e como cabeça e corpo caminham lado a lado na busca pelo bem-estar. De lá para cá, Burkhard virou um dos gurus da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica no Brasil, fundou duas clínicas, escreveu 12 livros e formou dezenas de discípulos. Aos 71 anos, continua reclamando que a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> clássica não enxerga o homem como um todo e insiste que mudanças de hábito são tão importantes para a cura quanto remédios de última geração. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.</p>
<p>Folha – Como você entrou em contato com a Antroposofia?</p>
<p>Gudrum Burkahard – Quando me formei em <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pela USP, em 1954, achei que precisava completar a formação clássica que havia recebido na faculdade. Nós tínhamos uma visão unilateral das doenças e da cura, sem considerar a individualidade de cada paciente, ignorando que o homem não era só um corpo físico, que ele também sentia, pensava e agia. Pouca gente na época dava importância à influência de fatores psicológicos no desenvolvimento da doença e na busca da cura. Fui, então, para a Suíça, onde havia uma clínica que já trabalhava com <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica desde a década de 20. Fiz minha pós-graduação lé e, em seguida, voltei ao Brasil e comecei a atender em consultório particular.</p>
<p>Folha – Quem eram seus pacientes?</p>
<p>Burkhard – Eu atendia basicamente doentes crônicos, com câncer, esclerose múltipla, que não se sentiam satisfeitos com a resposta dada pela <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> clássica. Atuava também como clínica-geral, atendia do bebê ao avô. Em 69, fundei com meu marido a Clínica Tobias, só de <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica. Lá, os pacientes crônicos ficavam semanas internados para revitalização e desintoxicação alimentar. Como o número de pacientes com estresse cresceu muito, abrimos outra clínica em 83, a Artemísia, para atender quem precisava de descanso e revitalização para resgatar a própria vida.</p>
<p>Folha – Como é o trabalho na Artemísia?</p>
<p>Burkhard – Os pacientes vão para lá para fazer o <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, que é um processo terapêutico no qual eles revêem seus passos de maneira que possam trilhar melhor o futuro. Também passam por reestruturação alimentar para desintoxicar o corpo e por outras terapias, como massagens e compressas.<br />
Folha- A alimentação é tão importante assim?</p>
<p>Burkhard – As pessoas devem se alimentar de acordo com o estilo de vida que levam, e a dieta deve ser adequada ao trabalho. Não é tão importante quanto você come, mas o que come. Quem faz um trabalho mais intelectual não deve comer frituras nem carnes porque o organismo fica ocupado com a digestão e a cabeça não funciona tão bem. Essas pessoas devem comer grãos integrais e alimentos ricos em vitamina D e fósforo. Já quem trabalha mais com o físico deve adotar uma diética energética, abusar de massas e outros alimentos ricos em hidrato de carbono e com muita vitamina B.</p>
<p>Folha – Maus hábitos no dia-a-dia adoecem alguém?</p>
<p>Burkhard – Claro. Alimentação errada, falta de equilíbrio entre o lado afetivo e o profissional, uma vida cheia de conflitos, tudo isso influencia a saúde física do homem. Os desequilíbrios provocam distúrbios psicossomáticos, que podem resultar em estresse ou até câncer. A doença aparece para alertar que existe um desequilíbrio, e só o uso de remédios não vai resolver o problema. É preciso mudar os hábitos. Só que a maioria das pessoas ainda não se dá conta da importancia de os vários campos da vida estarem em harmonia. Tem gente que desenvolve muito o plano intelectual, mas deixa o sentimental de lado. Essa desarmonia cria espaço para que as doenças apareçam. Para ser saudável, é preciso descobrir se a pessoa obtém realização pessoal no trabalho, nas relações familiares, se ela tem tempo para fazer as coisas de que gosta ou se vive sempre em conflito.</p>
<p>Folha – Se a doença levar a hábitos mais saudáveis, então ela não é de todo ruim…</p>
<p>Burkhard &#8211; A doença é um alerta para mudar o ritmo do dia-a-dia. Fatores psicossomáticos afetam o corpo físico, a doença se manifesta, e a pessoa é forçada a dar uma parada obrigatória. O ideal seria que fizéssemos pequenas paradas espontâneas para ver como está a vida, mas ninguém faz isso. Quem leva uma vida cheia de desarmonia e não pára de vez em quando para corrigir o caminho que está trilhando termina sendo obrigado a parar quando a doença surge. Essa parada pode ser uma grande oportunidade para olhar para trás e ver o que está em desacordo com os desejos da pessoa.</p>
<p>Folha – E como se dá a cura?</p>
<p>Burkhard – O processo de cura começa com a busca do conhecimento interno, que é feito com o <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>. Também damos aos pacientes a oportunidade de se expressarem pela pintura, modelagem, música. Cada um vai descobrindo aquilo que gosta, o que incomoda. O <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> não é só uma forma de diagnóstico, é um processo altamente terapêutico. O autoconhecimento é fundamental para conseguir bem-estar e saúde. Você precisa conhecer as diversas paisagens por onde já passou para poder redirecionar o futuro adequadamente.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</a></p>
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