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	<title>Tecendo a Própria Vida &#187; medicina</title>
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	<description>Arte, Palavras e Carinho</description>
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		<title>Preste atenção em você e ganhe saúde</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 15:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Some autoconhecimento e ganhe saúde Terapia Biográfica ensina como perceber doenças como sinais de alerta Este artigo foi originalmente publicado na revista online Personare. O seu corpo é mantido em funcionamento harmonioso pela energia vital. É ela que mantém os &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/19/preste-atencao-em-voce-e-ganhe-saude/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/19/preste-atencao-em-voce-e-ganhe-saude/">Preste atenção em você e ganhe saúde</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Some autoconhecimento e ganhe saúde</em><br />
<em>Terapia Biográfica ensina como perceber doenças como sinais de alerta</em></strong><br />
Este artigo foi originalmente publicado na <a href="http://www.personare.com.br/revista/saude-e-beleza/materia/188/perceba-a-doenca-como-sinal-de-alerta">revista online Personare.<br />
</a><a rel="attachment wp-att-383" href="http://terapiabiografica.com.br/blog/?attachment_id=383"><img class="aligncenter size-full wp-image-383" title="perceba-a-doenca-como-sinal-de-alerta" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2009/07/perceba-a-doenca-como-sinal-de-alerta.jpg" alt="perceba-a-doenca-como-sinal-de-alerta" width="478" height="318" /></a></p>
<p>O seu corpo é mantido em funcionamento harmonioso pela energia vital. É ela que mantém os órgãos funcionando de forma equilibrada, e os tecidos cumprindo cada um sua função na complexidade que é o corpo humano. A energia vital é governada pela sua essência, que também é chamada eu interior ou self, que é aquilo que você no fundo é e que traz a memória de sua missão de vida, do sentido que você busca na vida. Esta essência é inconsciente, e você pode acessá-la pela intuição e não pelo raciocínio lógico.</p>
<p>Sua saúde e bem estar dependem fundamentalmente de estar em sintonia com sua missão de vida. Se você está agindo de acordo com ela, sente-se feliz e seu corpo funciona adequadamente. Se, por outro lado, você age de forma diferente daquilo que escolheu como o seu <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> faz sentido para sua vida, as doenças aparecem, e você se sentirá triste e angustiada. A doença, nesse sentido, é o sinal de alarme para o afastamento que você está tomando de sua essência. É quando você está doente que deve estar mais atenta para olhar dentro da sua história de vida. Assim, pode buscar, através do sentido que os fatos evidenciam, o sentido da sua própria vida, e recuperar o passo para andar na trilha indicada por esse resgate.</p>
<p>Você pode fazer isso valendo-se de um diário onde você anotará toda noite o que lhe aconteceu naquele dia, o que você aprendeu, a quem você é grata por isso, e o que você pode fazer com isso. Depois de alguns meses escrevendo, releia o conjunto de suas anotações e você começará a perceber como os fatos isolados e os encontros com essas pessoas que lhe ajudam têm um sentido. Procure perceber esse sentido mais com sua intuição, e você perceberá o fio condutor do seu <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>. Num Biográfico Panorâmico este trabalho é feito de maneira intensiva e em grupo, além de usar outras formas de expressão, como pintura, dança e modelagem, o que facilita a percepção desse fio condutor.</p>
<p>A sua missão de vida faz p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de um intrincado <a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> que cada ser humano tem com os outros seres humanos com quem vive em <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>, com todos os seres do planeta e com o universo. A profissão que você escolheu, por exemplo, não é importante somente para você, mas para muitas pessoas que dependem de você. Quem tem filhos, imediatamente pensa neles, mas é preciso reconhecer que sua vida está ligada a muito mais pessoas, às vezes de forma sutil, como o vendedor de doces que traz aquele docinho que te adoça a tarde monótona no escritório. Dependemos uns dos outros e cada um tem sua missão de vida entrelaçada às missões de cada um na humanidade. Poderíamos chamar esse inter-<a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> de Ecologia Humana.</p>
<p>O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> de base antroposófica busca clarear este <a href="/category/sentido-da-vida/" title="View all posts filed under sentido da vida">sentido da vida</a>, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que cada um escolheu para si mesmo.</p>
<p>O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> lança mão de reflexão individual, resgatando os fatos do passado de cada um; da partilha desses fatos em grupo, onde muitas vezes o outro funciona como espelho; e através da <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, que é a forma de expressão pela qual o inconsciente melhor se expressa. Assim jogamos luz em nossas vivências, e percebemos como nossa Essência essência se manifesta, para podermos fazer as mudanças necessárias em nossas vidas para agir de acordo com ela e sermos mais felizes e saudáveis.</p>
<p>E quanto às doenças, aprenda a percebê-las como amigas que lhe lembram de parar e refletir sobre sua própria vida e perceber se você está indo na direção que você mesma traçou para o seu desenvolvimento.Afinal de contas as melhores amigas são aquelas que nos avisam quando estamos no caminho errado.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/07/19/preste-atencao-em-voce-e-ganhe-saude/">Preste atenção em você e ganhe saúde</a></p>
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		<title>Televisão atrapalha o desenvolvimento de bebês</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/04/televisao-atrapalha-o-desenvolvimento-de-bebes/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 20:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Assistir televisão não ajuda a deixar os bebês mais espertos, afirmaram pesquisadores americanos nesta terça-feira. O estudo, divulgado na revista &#8220;Pediatrics&#8221; deste mês, avaliou 872 bebês e não encontrou ligação entre a quantidade de TV assistida e um aumento na &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/04/televisao-atrapalha-o-desenvolvimento-de-bebes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/04/televisao-atrapalha-o-desenvolvimento-de-bebes/">Televisão atrapalha o desenvolvimento de bebês</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/babytv.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-199" title="babytv" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/babytv.jpg" alt="" width="370" height="314" /></a></p>
<p>Assistir televisão não ajuda a deixar os bebês mais espertos, afirmaram pesquisadores americanos nesta terça-feira. O estudo, divulgado na revista &#8220;Pediatrics&#8221; deste mês, avaliou 872 bebês e não encontrou ligação entre a quantidade de TV assistida e um aumento na capacidade cognitiva das <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s.</p>
<p>Os bebês envolvidos na pesquisa assistiram, em média, uma hora de televisão diariamente a partir dos seis meses, e 1,4 horas a partir de dois anos. Segundo os pesquisadores, hoje em dia, 68% das <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s com menos de dois anos assistem algum tipo de programa na televisão ou no computador.</p>
<p>Porém, a recomendação da Academia Americana de Pediatria é que, até completar dois anos, a <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> nunca assista televisão, nem mesmo aqueles programas que são anunciados como educacionais. O estudo também aponta que <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s de <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s com renda mais baixa passam mais tempo na frente televisão.</p>
<p>Para verificar se a televisão teria um impacto positivo no desenvolvimento cognitivo dos bebês, os pequeninos fizeram provas de vocabulário, desenho e associação aos seis meses e de novo ao três anos. As <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s que assistiram mais televisão neste período tiveram um desempenho levemente pior do que os que assistiam pouca ou nenhuma TV.</p>
<p>&#8220;Ao contrário do que muitos pais pensam, a televisão não acelera o desenvolvimento cerebral dos bebês nos dois primeiros anos de suas vidas&#8221;, escreveu a médica Marie Schmidt of Children&#8217;s Hospital Boston, que coordenou o estudo que incluiu pesquisadores da Harvard Medical School e da Harvard Pilgrim Health Care.</p>
<p>O estudo confirma pesquisas anteriores, que mostram que a televisão traz poucos benefícios para o aprendizado de <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s e adolescentes. Além de não beneficiar suas funções cognitivas, <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s que assistem muita TV correm mais risco de serem obesas, sofrerem de distúrbios de atenção e terem asma e insônia ao longo da vida.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/04/televisao-atrapalha-o-desenvolvimento-de-bebes/">Televisão atrapalha o desenvolvimento de bebês</a></p>
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		<title>Espiritualidade e Saúde</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/03/17/76/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 16:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Os cientistas já admitem que as práticas espirituais fazem bem à saúde Celina Côrtes, Cilene Pereira e Mônica Tarantino, Revista IstoÉ 01/06/2005 Não importa o nome do deus ou se há deus. O fato é que a medicina começa a &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/03/17/76/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/03/17/76/">Espiritualidade e Saúde</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<table id="normal" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%">
<tr>
<td>
<olho>Os cientistas já admitem que as práticas<br />
espirituais fazem bem à saúde</olho></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.terra.com.br/istoe/imagens/1px_invisivel.gif" height="5" width="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="preto_peq">Celina Côrtes, Cilene Pereira e Mônica                    Tarantino, Revista IstoÉ 01/06/2005</td>
</tr>
</table>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/capa_fe_01.jpg" title="capa_fe_01.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/capa_fe_01.jpg" alt="capa_fe_01.jpg" /></a></p>
<p>Não importa o nome do deus ou se há deus. O fato                é que a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> começa a incluir cada vez mais em                suas práticas o instrumento da espiritualidade no cuidado                com os pacientes. Isso significa usar a favor do doente sua crença                em uma religião ou sua busca de aprimoramento espiritual                por meio de outros caminhos que não os religiosos. O tema,                que sempre incomodou os homens da ciência, também começa                a ganhar destaque na literatura científica, em eventos médicos                e nas escolas de <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>.</p>
<p>Esse fenômeno é resultado de várias circunstâncias. Uma delas diz respeito à demanda dos próprios pacientes por um tratamento que contemple sua saúde em dimensões mais amplas. Eles querem ter seu lado espiritual respeitado e incluído nas terapias. Um estudo da Universidade de Ohio (EUA) feito no ano passado com 798 pessoas deixa esse anseio patente. Segundo o trabalho, cerca de 85% dos voluntários gostariam de discutir sua fé com o médico e 65% deles esperavam compreensão desse desejo por p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> dos doutores.</p>
<p>Outra razão que explica o crescimento da importância do assunto está ancorada na observação clínica dos efeitos positivos da espiritualidade. Já são muitos os médicos que fazem essa constatação no dia a dia. O oncologista Riad Yunes, do Hospital do Câncer de São Paulo, é um deles. “Os pacientes que têm religiosidade parecem suportar mais as dores e o tratamento. Também lidam melhor com a idéia da <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>”, observa.</p>
<p>Esse tipo de informação já aparece em diversas                pesquisas. Muitas estão sendo feitas sob a batuta do médico                Harold Koenig, da Universidade de Duke (EUA). Entre seus achados                estão resultados interessantes. Pessoas que adotam práticas                religiosas ou mantêm alguma espiritualidade apresentam 40%                menos chance de sofrer de hipertensão, têm um sistema                de defesa mais forte, são menos hospitalizadas, se recuperam                mais rápido e tendem a sofrer menos de depressão quando                se encontram debilitadas por enfermidades. “Hoje há                muitas evidências científicas de que a fé e                métodos como a oração e meditação                ajudam os indivíduos”, afirma Thomas McCormick, do                Departamento de História e Ética Médica da                Universidade de Washington (EUA).</p>
<p>Estimulados por essa realidade, os cientistas procuram respostas que elucidem de que modo esse sentimento interfere na manutenção ou recuperação da saúde. Há algumas explicações. Uma delas se baseia numa verdade óbvia: a de que quem cultiva a espiritualidade tende a ter uma vida mais saudável. “Os estudos comprovam que a religiosidade proporciona menos <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a>s auto-destrutivos como suicídio, abuso de drogas e álcool, menos stress e mais satisfação. A sensação de pertencer a um grupo social e compartilhar as dificuldades também contribuiria para manter o paciente amparado, com melhor qualidade de vida”, explica o psiquiatra Alexander Almeida, do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Para os cientistas, essa explicação é só o começo. O que se quer saber é o que se passa na intimidade do organismo quando as pessoas oram, lêem textos sagrados e qual o impacto disso na capacidade de se defender das doenças. Embora não existam estudos conclusivos, acredita-se que esse plus esteja relacionado a mudanças produzidas pela fé na bioquímica do cérebro. “Setores do sistema nervoso relacionados à percepção, à imunidade e às emoções são alteráveis por meio das crenças e significados atribuídos aos fatos, entre outros fatores. Assim, um indivíduo religioso tem condições de atribuir significados elevados ao seu sofrimento físico e padecer menos do que um ateu ou agnóstico”, explica o psicólogo e clínico João Figueiró, do Centro Multidisciplinar da Dor do Hospital das Clínicas (HC/SP).</p>
<p>Para aprofundar as investigações, está surgindo                até um novo campo de conhecimento, chamado de neuroteologia.                Trata-se de uma área de pesquisa dedicada ao estudo da resposta                das regiões cerebrais em face da fé e da espiritualidade.                Um dos pesquisadores da área é o neurocirurgião                Raul Marino Jr., chefe do setor de neurocirurgia do Hospital das                Clínicas de São Paulo. Em julho, ele lançará                um livro dedicado ao estudo dessas reações (<em>A                religião do cérebro</em>, Ed. Gente). “Práticas                como a prece, a meditação e a contemplação                modificam a produção de substâncias do cérebro                que têm atuação em locais como o sistema límbico,                envolvido no processamento das emoções”, garante                o especialista. Marino reuniu estudos feitos com aparelhos de ressonância                magnética, PET/Scan (equipamento de imagem de última                geração) e dezenas de trabalhos mostrando as modificações                no cérebro.</p>
<p><strong>Médiuns –</strong> A abrangência dos                estudos também está aumentando. Se antes a maioria                das pesquisas estudava populações protestantes, católicas                e adeptos do judaísmo, agora começam a surgir trabalhos                com praticantes de outras religiões. O psiquiatra Almeida,                da USP, verificou a saúde mental de 115 médiuns espíritas.                Descobriu que a incidência de transtornos como ansiedade e                depressão nessa população fica em<br />
torno de 8%, um porcentual menor do que a<br />
estimativa encontrada na população em geral,<br />
de 15% de incidência.</p>
<p>Todo esse movimento está levando muitas escolas de <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>                a abrir espaço para debate. De acordo com um trabalho da                Universidade de Yale (EUA) publicado no <em>Jornal da Associação                Médica Americana</em> (Jama), em 1994 apenas 17 faculdades                americanas ofereciam cursos sobre <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> e espiritualidade. Em                2004, já eram 84 instituições. No Brasil, a                Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará inaugurou,                também no ano passado, um curso opcional de 20 horas. Cem                alunos já cursaram a disciplina. “A mudança                está ligada a uma nova abordagem da escola médica,                focada na humanização do <a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> do médico                com o paciente”, diz a criadora da disciplina, a professora                de histologia e embriologia humana Eliane Oliveira.</p>
<p>Aos poucos, essa modificação começa a se desenhar nos hospitais brasileiros. Um dos médicos que fazem questão de estimular a prática da espiritualidade em seus pacientes é Eymard Mourão Vasconcelos, da Universidade Federal da Paraíba e com pós-doutorado em espiritualidade e saúde pela Fundação Oswaldo Cruz. Para ele, não restam dúvidas quanto ao poder da fé na recuperação dos doentes. “É preciso despertar a garra em portadores de enfermidades. Isso não se faz com conhecimento técnico, mas mexendo com a emoção profunda da espiritualidade”, frisa. Outro que usa a ferramenta da fé é o cirurgião oncológico Paulo Cesar Fructoso, do Rio de Janeiro, integrante da Sociedade Brasileira de Cancerologia. “Mas nenhum tratamento médico deve ser interrompido”, ressalta.</p>
<p><strong>Risco – </strong>O médico toca em um ponto importantíssimo. Quando a religiosidade toma o lugar da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>, as coisas se complicam. Quem leva a fé a ferro e fogo e decide depositar tudo nas mãos de Deus corre o sério risco de perder a vida. Um estudo feito pelo médico Riad Yunes com três mil pacientes de câncer de mama no Hospital do Câncer de São Paulo mostra o quanto essa possibilidade é real. Segundo o trabalho, 20% das mulheres preferiram fazer tratamentos espirituais antes de se submeter à cirurgia e tomar os medicamentos indicados pelos médicos. “Quando voltaram ao hospital, três ou quatro meses depois, os tumores tinham dobrado de tamanho”, diz Yunes. Como se vê, o equilíbrio entre as necessidades da alma e as do corpo é um dos segredos de uma boa saúde. É o que busca, por exemplo, a atriz Lucélia Santos, 47 anos. “O desenvolvimento espiritual me traz harmonia. A saúde do organismo e do espírito andam juntas”, diz.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/03/17/76/">Espiritualidade e Saúde</a></p>
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