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	<title>Tecendo a Própria Vida &#187; sentido da vida</title>
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	<description>Arte, Palavras e Carinho</description>
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		<title>A Biografia de uma heroína moderna: Irena Sendler</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 00:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Irena Sendler Irena Sendler em 1942. Nascimento 15 de fevereiro de 1910 Varsóvia, Congresso da Polónia, Império Russo Morte 12 de maio de 2008 (98 anos) Varsóvia, Polónia Nacionalidade Polaca Ocupação Ativista dos Direitos Humanos, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/05/26/a-biografia-de-uma-heroina-moderna-irena-sendler/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/05/26/a-biografia-de-uma-heroina-moderna-irena-sendler/">A Biografia de uma heroína moderna: Irena Sendler</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="siteSub">Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</p>
<div id="jump-to-nav"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irena_Sendler#searchInput"><br />
</a></div>
<p><!-- start content --></p>
<table border="0" cellpadding="3">
<tbody>
<tr>
<th colspan="2"><strong>Irena Sendler</strong></th>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<div>
<div><a title="Irena Sendler" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Irena_Sendlerowa_1942.jpg"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2f/Irena_Sendlerowa_1942.jpg/200px-Irena_Sendlerowa_1942.jpg" alt="Irena Sendler" width="200" height="276" /></a></div>
</div>
<p><small>Irena Sendler em <a title="1942" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1942">1942</a>.</small></td>
</tr>
<tr>
<td scope="row"><strong>Nascimento</strong></td>
<td><a title="15 de  fevereiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/15_de_fevereiro">15 de fevereiro</a> de <a title="1910" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1910">1910</a><br />
<a title="Varsóvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vars%C3%B3via">Varsóvia</a>,  <a title="Congresso da Polónia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_da_Pol%C3%B3nia">Congresso da Polónia</a>,<br />
<a title="Império Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag_of_Russia.svg"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f3/Flag_of_Russia.svg/20px-Flag_of_Russia.svg.png" alt="Império Russo" width="20" height="13" /></a> <a title="Império  Russo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Russo">Império Russo</a></td>
</tr>
<tr>
<td scope="row"><strong>Morte</strong></td>
<td><a title="12 de maio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/12_de_maio">12 de  maio</a> de <a title="2008" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2008">2008</a> (98 anos)<br />
<a title="Varsóvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vars%C3%B3via">Varsóvia</a>,  <img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/12/Flag_of_Poland.svg/20px-Flag_of_Poland.svg.png" alt="" width="20" height="13" /> <a title="Polónia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%B3nia">Polónia</a></td>
</tr>
<tr>
<td scope="row"><strong>Nacionalidade</strong></td>
<td><a title="Polónia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%B3nia"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/12/Flag_of_Poland.svg/20px-Flag_of_Poland.svg.png" alt="Polónia" width="20" height="13" /></a> <a title="Polónia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%B3nia">Polaca</a></td>
</tr>
<tr>
<td scope="row"><strong>Ocupação</strong></td>
<td><a title="Ativista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ativista">Ativista</a> dos <a title="Direitos  Humanos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_Humanos">Direitos Humanos</a>, <a title="Enfermeira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermeira">enfermeira</a> e <a title="Assistente  social" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assistente_social">assistente social</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Irena Sendler</strong> (em <a title="Língua  polaca" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_polaca">polaco</a> <em>Irena Sendlerowa</em> née <em>Krzy?anowska</em>; (<a title="15 de  fevereiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/15_de_fevereiro">15 de fevereiro</a> de <a title="1910" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1910">1910</a> &#8211; <a title="12 de maio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/12_de_maio">12 de  maio</a> de <a title="2008" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2008">2008</a>),  também conhecida como &#8220;<em>o <a title="Anjo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anjo">anjo</a> do <a title="Gueto  de Varsóvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gueto_de_Vars%C3%B3via">Gueto de Varsóvia</a>,</em>&#8221; foi uma activista dos <a title="Direitos  humanos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_humanos">direitos humanos</a> durante a <a title="Segunda Guerra Mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial">Segunda Guerra Mundial</a>, tendo  contribuido para salvar mais de 2.500 vidas ao levar alimentos, roupas e  <a title="Medicamento" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicamento">medicamentos</a> às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.</p>
<h2>A Mãe das <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s do <a title="Holocausto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto">Holocausto</a></h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="20" valign="top">“</td>
<td valign="top"><em>A razão pela qual  resgatei as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s tem origem no meu lar, na minha infância. Fui  educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o  coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade.</em> &#8211; Irena  Sendler</td>
<td width="20" valign="bottom">”</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando a <a title="Alemanha Nazi" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha_Nazi">Alemanha Nazi</a> invadiu o país em <a title="1939" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1939">1939</a>, Irena  era <a title="Enfermeira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Enfermeira">enfermeira</a> no Departamento de <a title="Bem estar  social" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_estar_social">bem estar social</a> de <a title="Varsóvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vars%C3%B3via">Varsóvia</a>,  que organizava os espaços de refeição comunitários da cidade. Ali  trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de  pessoas, tanto judias como católicas. Graças a ela, esses locais não só  proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam  roupas, medicamentos e <a title="Dinheiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinheiro">dinheiro</a>.</p>
<p>Em <a title="1942" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1942">1942</a>,  os <a title="Nazismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo">nazis</a> criaram um <a title="Gueto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gueto">gueto</a> em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se  sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ela  mesma contou:</p>
<p>&#8220;<em>Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz,  identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta  contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes  para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que  ocorresse uma <a title="Epidemia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Epidemia">epidemia</a> de <a title="Tifo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tifo">tifo</a>,  permitiam que os polacos controlassem o recinto.</em>&#8221;<br />
Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a <a title="Estrela de  David" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrela_de_David">estrela de David</a>, como sinal de  solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se  rapidamente em contacto com <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s, a quem propôs levar os seus filhos  para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram  momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe  entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam:</p>
<p>&#8220;<em>Podes prometer-me que o meu filho viverá?</em>&#8220;. Disse Irena, &#8220;<em>Que  podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto?</em>&#8221;  A única certeza era a de que as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s morreriam se permanecessem lá.  Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s, algo  absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas.  Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar  as <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos  tinham sido levados para os <a title="Campo de extermínio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_exterm%C3%ADnio">campos da morte</a>.</p>
<div>
<div><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Irena_Sendlerowa_by_Kubik.JPG"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3f/Irena_Sendlerowa_by_Kubik.JPG/250px-Irena_Sendlerowa_by_Kubik.JPG" alt="" width="250" height="188" /></a></p>
<div>
<div><a title="Ampliar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Irena_Sendlerowa_by_Kubik.JPG"><img src="http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png" alt="" width="15" height="11" /></a></div>
<p>Irena Sendler em <a title="Varsóvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vars%C3%B3via">Varsóvia</a>, <a title="2005" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2005">2005</a></p>
</div>
</div>
</div>
<p>Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no <a title="Verão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ver%C3%A3o">Verão</a> de <a title="1942" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1942">1942</a>,  conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a  recolhê-las em <a title="Ambulância" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambul%C3%A2ncia">ambulâncias</a> como vítimas de <a title="Tifo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tifo">tifo</a>, mas logo  se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder:  sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de  mercadorias, sacas de <a title="Batata" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Batata">batatas</a>, <a title="Caixão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caix%C3%A3o">caixões</a>&#8230;  nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.</p>
<p>Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso  não fica satisfeita só por manter com vida as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s. Queria que um  dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as  suas histórias pessoais e as suas <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s. Concebeu então um <a title="Arquivo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivo">arquivo</a> no qual registava os nomes e dados das <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s e as suas novas  identidades.</p>
<p>Os nazis souberam dessas actividades e em <a title="20 de Outubro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/20_de_Outubro">20 de Outubro</a> de <a title="1943" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1943">1943</a>; Irena  Sendler foi presa pela <a title="Gestapo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gestapo">Gestapo</a> e levada para a infame <a title="Prisão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pris%C3%A3o">prisão</a> de Pawiak onde foi brutalmente <a title="Tortura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tortura">torturada</a>.  Num <a title="Colchão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Colch%C3%A3o">colchão</a> de palha encontrou uma pequena <a title="Estampagem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estampagem">estampa</a> de <a title="Jesus Misericordioso (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Jesus_Misericordioso&amp;action=edit&amp;redlink=1">Jesus  Misericordioso</a> com a inscrição: “<em><strong>Jesus, em Vós confio</strong></em>”,  e conservou-a consigo até <a title="1979" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1979">1979</a>, quando a ofereceu ao <a title="Papa  João Paulo II" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_Paulo_II">Papa João Paulo II</a>.</p>
<div>
<div><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sendlerowa-drzewko.JPG"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/38/Sendlerowa-drzewko.JPG/250px-Sendlerowa-drzewko.JPG" alt="" width="250" height="333" /></a></p>
<div>
<div><a title="Ampliar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sendlerowa-drzewko.JPG"><img src="http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png" alt="" width="15" height="11" /></a></div>
<p><a title="Árvore" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore">Árvore</a> plantada no <a title="Yad Vashem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem">Yad Vashem</a> em homenagem a Irena Sendler.</p>
</div>
</div>
</div>
<p>Ela, a única que sabia os nomes e moradas das <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s que albergavam  <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus  colaboradores ou as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s ocultas. Quebraram-lhe os <a title="Osso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Osso">ossos</a> dos <a title="Pé" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9">pés</a> e das  pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi <a title="Pena de morte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pena_de_morte">condenada  à morte</a>. Enquanto esperava pela execução, um <a title="Soldado" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soldado">soldado</a> alemão levou-a para um &#8220;interrogatório adicional&#8221;. Ao sair, gritou-lhe  em polaco &#8220;Corra!&#8221;. No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista  de polacos executados. Os membros da <a title="?egota (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C5%BBegota&amp;action=edit&amp;redlink=1">?egota</a> tinham  conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena  continuou a trabalhar com uma identidade falsa.</p>
<p>Em <a title="1944" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1944">1944</a>,  durante o <a title="Levantamento de Varsóvia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levantamento_de_Vars%C3%B3via">Levantamento de  Varsóvia</a>, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e  enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam  às mãos indicadas se ela morresse. Ao acabar a guerra, Irena  desenterrou-os e entregou as notas ao doutor <a title="Adolfo Berman (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Adolfo_Berman&amp;action=edit&amp;redlink=1">Adolfo Berman</a>,  o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes.  Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido  morta nos <a title="Campo de extermínio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_exterm%C3%ADnio">campos de extermínio</a> nazis.</p>
<p>De início, as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s que não tinham <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a> adoptiva foram cuidadas  em diferentes <a title="Orfanato" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orfanato">orfanatos</a> e, pouco a pouco, foram enviadas para a <a title="Palestina" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Palestina">Palestina</a>.</p>
<p>As <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s só conheciam Irena pelo seu <a title="Nome de  código" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nome_de_c%C3%B3digo">nome de código</a> &#8220;Jolanta&#8221;. Mas anos depois, quando a sua <a title="Fotografia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia">fotografia</a> saiu num <a title="Jornal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornal">jornal</a> depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra,  um homem chamou-a por <a title="Telefone" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Telefone">telefone</a> e disse-lhe: &#8220;Lembro-me da sua cara. Foi  você quem me tirou do gueto.&#8221; E assim começou a receber muitas chamadas e  reconhecimentos públicos.</p>
<p>Em <a title="1965" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1965">1965</a>,  a organização <a title="Yad Vashem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yad_Vashem">Yad Vashem</a> de <a title="Jerusalém" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerusal%C3%A9m">Jerusalém</a> outorgou-lhe o título de <strong><a title="Justos entre as nações" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Justos_entre_as_na%C3%A7%C3%B5es">Justa entre as Nações</a></strong> e nomeou-a  cidadã honorária de <a title="Israel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Israel">Israel</a>.</p>
<p>Em Novembro de <a title="2003" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2003">2003</a> o <a title="Presidente" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente">presidente</a> da <a title="República" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica">República</a> <a title="Aleksander Kwa?niewski" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aleksander_Kwa%C5%9Bniewski">Aleksander Kwa?niewski</a>, concedeu-lhe a  mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca. Irena  foi acompanhada pelos seus familiares e por El?bieta Ficowska, uma das  <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s que salvou, que recordava como &#8220;a menina da colher de prata&#8221;.</p>
<h2>Proposta para o  Nobel da Paz</h2>
<div>
<div><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:2008.05.15_Irena_Sendler_funeral_by_M.Kubik_03.jpg"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/75/2008.05.15_Irena_Sendler_funeral_by_M.Kubik_03.jpg/250px-2008.05.15_Irena_Sendler_funeral_by_M.Kubik_03.jpg" alt="" width="250" height="188" /></a></p>
<div>
<div><a title="Ampliar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:2008.05.15_Irena_Sendler_funeral_by_M.Kubik_03.jpg"><img src="http://bits.wikimedia.org/skins-1.5/common/images/magnify-clip.png" alt="" width="15" height="11" /></a></div>
<p><a title="Funeral" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funeral">Funeral</a> de Irena Sendler.</p>
</div>
</div>
</div>
<p>Irena Sendler foi apresentada como candidata para o <a title="Prémio Nobel da Paz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9mio_Nobel_da_Paz">prémio Nobel da Paz</a> pelo Governo da <a title="Polónia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%B3nia">Polónia</a>. Esta iniciativa pertenceu ao presidente <a title="Lech  Kaczy?ski" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lech_Kaczy%C5%84ski">Lech Kaczy?ski</a> e contou com o apoio oficial do <a title="Israel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Israel">Estado de  Israel</a> através do primeiro-ministro <a title="Ehud Olmert" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ehud_Olmert">Ehud  Olmert</a>, e da <a title="Organização de Sobreviventes do Holocausto (página  não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Organiza%C3%A7%C3%A3o_de_Sobreviventes_do_Holocausto&amp;action=edit&amp;redlink=1">Organização de Sobreviventes do Holocausto</a> residentes  em Israel.</p>
<p>As autoridades de O?wi?cim (<a title="Auschwitz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Auschwitz">Auschwitz</a>) expressaram o seu apoio a esta  candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos últimos <a title="Herói" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3i">heróis</a> vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, uma convicção e  um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza  extraordinária.</p>
<p>O prémio, no entanto, foi dado a <a title="Al Gore" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Al_Gore">Al Gore</a>.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/05/26/a-biografia-de-uma-heroina-moderna-irena-sendler/">A Biografia de uma heroína moderna: Irena Sendler</a></p>
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		<title>O MESTRE ECKHART: MÍSTICA   E   ESCOLÁSTICA</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 22:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Também na alta escolástica, espiritualidade do intelecto e do coração — a mística, andam juntas. E esta não é, como muitas vezes se crê, um domínio totalmente diferente, mas algo de conexo e aparentado. Assim, se as Sumas desenvolvem mais &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/09/12/o-mestre-eckhart-mistica-e-escolastica/">O MESTRE ECKHART: MÍSTICA   E   ESCOLÁSTICA</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-299" title="Mestre Eckhart" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/m_4a6b85ee82e0d471a5978e9e65d536d6.jpg" alt="Mestre Eckhart" width="167" height="204" /><br />
Também na alta escolástica, espiritualidade do intelecto e do coração — a mística, andam juntas. E esta não é, como muitas vezes se crê, um domínio totalmente diferente, mas algo de conexo e aparentado. Assim, se as Sumas desenvolvem mais largamente só o método racional, isso o foi por motivos didáticos e não significa não fosse possível, na realidade, uma unidade viva entre pensamento conceptual e sentimento religioso. Exatamente com Echardo, o místico por excelência, pode-se ver como &#8220;’escolástica. e mística em substância concordam” (B. Seeberg). Para conhecermos a escolástica devemos conhecer Echardo, e para conhecermos Echardo é mister conhecer a escolástica.</p>
<p>V i d a</p>
<p>Mestre Echardo (Meister Eckhart — 1260-1327), originário dos Echardos de Hackheim, foi membro da ordem dominicana, estudou em Paris, veio a ser Mestre em teologia, ocupou mais tarde uma posição de relevo na sua ordem visitando, por isso, vários conventos. Nessa ocasião fez aquelas prédicas que o celebrizaram e contribuíram para o desenvolver-se de um novo movimento místico. Por curto tempo ensinou em Paris e, ao fim de sua vida, também em Colônia. Nos últimos anos levantaram-se dúvidas sobre a ortodoxia, em matéria de fé, dos seus escritos. Eram procedentes, p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, dos franciscauos, p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, da sua própria ordem. O arcebispo de Colônia dirigiu o processo eclesiástico contra ele. Echardo defendeu-se e apelou ao Papa (o escrito da defesa foi descoberto e é rico de informações sobre a conduta do Mestre). Dois anos depois da sua <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> teve, não obstante o processo, lugar a condenação de 2S teses da sua doutrina. A Igreja na sua sentença reconheceu expressamente ter sido o Mestre bona fide Nenhuma resistência ofereceu Echardo contra a Igreja.   No  escrito  da sua defesa  está dito:   &#8220;Tudo quanto nos meus escritos e palavras é falso, sem ter eu disso ciência, estou sempre pronto a ceder a um melhor sentido… Pois errar posso eu, mas ser herege, isso não o posso; pois errar é do intelecto, mas ser herege é por vontade&#8221;.</p>
<p>Obras</p>
<p>A maior p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> das obras de Echardo são em latim e versam questões teológico-filosóficas. A obra principal é o incompleto Opus tripartitum. Vêm depois as Quaestiones Parisienses. Muita cousa ainda está inédita. Enquanto não se publicar tudo não se pode fazer juízo definitivo sobre Echardo. Entre as obras em alemão se colocam em primeiro lugar as suas Prédicas. Conservam-se em cópias. — Edições: J. Quint, Die Überlieferung der deutschen Predigten Meister Eckharts (1932). A edição de Pfiffer (1857) é defeituosa. A tradução von Büttner é reconhecidamente má. Em via de publicação: Magistri Echardi. opera latina. Ed. Instit. S. Sabinae in urbe, Leipzig (1934 ss.); e Meister Eckhart. Die lateinische und deutschen Werke, Ed. feita por ordem da Deutsche Forschungsgemeinschaft, Stuttgart (1936 ss.).</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>O. Karrer, Meister Eckart. Das System seiner religiösen Lehre und Lebensuceisheit. Textbuch aus den gedruckten Quellen, mit Einführimg (1926). M. Grabmann, Neu aufgefundene Pariser Quaestionem Meister Eckharts und ikre Stellung in seinem geistigen Entwicklungs-gange. (Abhandlugen der Bayr. Akad. der Wissenschaften, München, 1927). G. Della Volpe, II misticismo speculativo di maestro Eckhart nei suoi rapporti storici (1930). Al. Dempf, Meister Eckhart (1934). Herma Piesch, Meister Eckharts Ethik (1985). W. Bange, Meister Eckarts Lebre vorn gòttlicheii und geschopflichen Seiti (1987). H. Eeelixg, Meister Eckharts Mystik (1947). Studien num Mythus des 20. Jahrhunderts   (1934).</p>
<p>a)    Bases   espirituais</p>
<p>?) Neoplatonismo. — É necessário, sobretudo com Echardo, indicar as bases do seu pensamento. É, primeiro, o neo-platonismo e o seu círculo de idéias, como Echardo o recebeu dos  Padres,  sobretudo  de  Agostinho,  do  PseudoDionísio,  de Máximo Confessor; e, depois, de Eriúgena, da escola de Chartres, da filosofia árabe, do Liber de causis, do de intelligentiis e, mais que tudo, de Alberto e da sua escola.</p>
<p>?) A escolástica. — Mas tão decisivo, ao menos, para o pensamento de Echardo é a teologia escolástica, principalmente Tomás de Aquino. Basta lançar um olhar sobre os lugares aduzidos no Textbuch de Karr, para logo verificar essa influência, pelas muitas citações de Tomás. Também o Comentário das Sentenças, reeém-descoberto por .T. Ivoch, move-se nessa mesma linha. Muita cousa, que intérpretes mal informados de Echardo tomaram como panteísmo e arrogância nórdica, é patrimônio da doutrina escolástica da Trindade, da graça e da especulação sobre o togou que, passando pelos Padres, se estende até Pilo Judeu.</p>
<p>?) A mística. — E finalmente Echardo vive da mística, dos Victorinos, de Roberto de Deutz, Bernardo de Claraval. Também daquela coerente mística que, nos claustros alemães dos sécs. 12 e 13, constituíram um intensíssimo movimento espiritual, e de que são representantes notáveis Hildegarda de Bingen, Gertrudes a Grande, Matilde de Magdehurgo, Matilde de Hackeborn e outras. Conforme o mostra o projeto de reforma franciscana, no concilio lugdunense de 1274, esses círculos místicos sempre se ocuparam com a especulação escolástica. A influência de Echardo, nos claustros de religiosas, não foi a única a propulsionar essas aspirações. Sabemos, pelas obras dos místicos alemães, recém-descobertas por Grabmann, que também João de Sterngassen, Gerardo de Sterngassen, Nicolau de Estrasburgo e as suas místicas se fundam em Tomás. Aqui a escolástica, que penetra essa mística, não é, como se pensou, um &#8220;rolo laminador que esmagou o sentido religioso até laminá-lo e extingui-lo&#8221;.</p>
<p>b)    Deus</p>
<p>?) Deus como pensamento puro. — Na doutrina de Deus Echardo sobretudo põe em relevo que, sobre Deus, sempre devemos dizer antes o que ele não é, que o que é. Por isso o designa como puro de qualquer elemento criado. Como o diria um absoluto idealista? Mas também Aristóteles, que Echardo conhece muito bem, assim caracterizou Deus; e Tomás diz igualmente que em Deus intelecto e essência se identificam; e para Alberto Deus é o intellectus universalites agens, produzindo, como tal, a primeira Inteligência. Donde o poder dizer Echardo, como o prólogo do Evangelho de S. João, que, pelo Verbum, que é um verbum mentis, tudo foi feito. Por onde se vê que as atribuições da teologia negativa, como já o tinha percebido o PseudoDionísio, encerram contudo um conhecimento de valor positivo.</p>
<p>?) Deus como plenitude do ser. — Deus é, assim, a plenitude do ser; todo ser dele procede. &#8220;É sem dúvida o terem dele o ser todos os seres, como tudo quanto é branco pela brancura o é&#8221; (Qu. Par. pág. 11, Meiner). Ou: &#8220;Deus tudo criou, não no sentido de as criaturas existirem fora ou ao lado dele, como se dá com as obras dos artífices; mas Deus chamou todas do nada, do não-ser, para o ser, de modo que todas nele o achassem, recebessem e tivessem&#8221;’ (1. c. 16).</p>
<p>??) O ser como idéia. — Agora vemos em que sentido Deus é a plenitude do ser: ele encerra as idéias de todos os seres; criando-os, cria o ser e, em tanto, é imanente ao ser. Aqui revive a velha doutrina das Idéias, mas sem ter a imanência nenhuma acepção panteísta. As Idéias existem por participação e é muito exato que o ser colocado no espaço e no tempo o é por participação. Pelo que acaba de ser dito se conclui que Deus é pensamento e pensar, não ser; pois, é o Logos, expressivo das idéias, ao passo que &#8220;ser&#8221; deve designar o criado. Mas se se tomar o &#8220;ser&#8221; pela essência metafísica, pela Idéia das cousas, então Deus, como a origem e a plenitude das Idéias, é o ser absoluto e, nesse sentido, Echardo designa Deus como o ser (1. c. 7, 17).</p>
<p>??) As Idéias e o Filho de Deus. — O pensamento predileto de Echardo é o de identificar as Idéias com o Filho de Deus. &#8220;Ele é o Verbo do Pai. Com a mesma palavra o Pai se exprime a si mesmo, toda a natureza divina e tudo o que Deus é, assim como o conhece e o conhece tal como ele é… Exprimindo o Verbo, exprime-se a si mesmo e todas as cousas numa outra Pessoa e lhe dá a mesma natureza que ele já tem; e exprime todos os espíritos dotados de razão, nesse verbo, como a imagem, i. é. o, de conformidade com a Idéia, essencialmente igual, na medida em que a imagem e interior, imanente&#8221;  (1. Pred., ed. Quint, pág. 15, 9).   Aqui há um certo vacilar do pensamento; pois Eckhardo, continuando, acentua fortemente o ser criado da Idéia, a sua &#8220;iluminação&#8221;, portanto a sua participação. (Também no Areopagita o pensamento da participação serve para exprimir o ens ab alio). Mas o Filho, segundo a teologia de Echardo, não pode ser criado. Ora, tomando-se a filiação das Idéias literalmente, como os teólogos escolásticos estavam habituados a fazê-lo, surge logo o perigo de dissipar-se a distinção entre Deus e o mundo. Mas talvez não se deve tomar em sentido literal o que foi intencionado apenas como imagem e com o fim especial de o tornar sensível.</p>
<p>?) A existência de Deus. — Podemos tocar com as mãos o platonismo cristão do nosso Mestre, quando indaga se Deus existe. A sua resposta é a seguinte: &#8220;O ser é o ser de Deus&#8221; (esse est essentia Dei sive Deus; igitur Deum esse, verum aeternum est; igitur Deus est: Quaest. Par.; pág. 14, 1 ss.). Assim como as cousas brancas não são brancas sem a brandira, assim as cousas existentes não existem sem Deus (13, 10). Sem ele o ser seria nada. Ainda uma vez, isto não é panteísmo, mas a aplicação ao mundo existente da idéia da ???????. Mas como? De um lado adverte Echardo, apoiado na teoria das Idéias, que as cousas existem em Deus e Deus nelas, só quanto ao seu ser &#8220;essencial&#8221;, i. é, ideal, exemplar. Mas agora ouvimos que também o ser espácio-temporal participa de Deus; pois, quando fala da existência é isso o que pensa. Mas de fato não é assim; mas então de novo faz ele realçar nas cousas o ser essencial, ideal ou propriamente ser e, neste sentido, Deus lhes é imanente. Vê ele o mundo com os olhos de Platão. E quando pensa no ser colocado no espaço e no tempo, como tal, dá-lhe então claramente o nome de criatura, e esta é &#8220;mortal&#8221;.</p>
<p>c)    O    bem</p>
<p>?) Fim da Ética. — Echardo revela bem o que é quando vem a tratar de questões éticas. O que neste domínio ensina é uma doutrina da perfeição cristã; e o que aí sobretudo lhe importa é impregnar a vida desse ideal, a tal ponto, que se torna por sua vez gerador de vida. Quer ele ser mestre não de ler, mas de viver. A prática lhe é mais importante que a teoria.    &#8220;Assim, é melhor dar de comer a quem tem fome, do que entregar-se a uma prolongada contemplação interna. E fosse alguém arrebatado como S. Paulo e soubesse de um doente necessitado do seu auxílio, eu julgaria muito melhor que deixasse por <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> o êxtase e servisse o necessitado com <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> tanto maior&#8221;. O seu pensamento é aqui uníssono com o do seu grande confrade Tomás de Aquino: &#8220;S. Tomás ensina que sempre o <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> ativo vale mais que o contemplativo, quando o <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> ativo dissemina o que colheu na contemplação&#8221; (Karrer, 1. c. 390 ss.).   A ética de Echardo obedece ao lema —   &#8220;unidade com o ser uno&#8221;. Isto quer dizer participação <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>osa e cognitiva do supremo bem e da sua perfeição. Praticamente significa conformidade do nosso pensamento e vontade com Deus. Evidentemente, por <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> do supremo bem e da perfeição objetiva como tal. Echardo é um moralista de intenção normativa e não precisa ser purificado da tacha de nenhuma moral interessada.</p>
<p>?) Via para a perfeição. — A via para esta unidade é a do nascimento de Deus no homem. Esta idéia muitas vezes versada é a idéia central de toda a filosofia do Mestre. Podemos distinguir um duplo nascimento.</p>
<p>??) O nascimento de Deus como morada do Espírito Santo. — Uma não é outra, senão o que a teologia escolástica sempre denominou a habitação do Espírito Santo na alma do justo. A doutrina da graça já tinha, apoiada na Bíblia, assinalado que a graça de Cristo nos torna filhos de Deus, templos do Espírito Santo, onde Deus tem a sua morada; a expressão para o significar, de que agora Echardo se serve é &#8220;ser nascido&#8221;. Como este nascimento de Deus constitui uma doação e uma graça, não pode haver aqui nada de panteísmo.</p>
<p>??)    A geração  de Deus como geração íntima trinitária.</p>
<p>—   Mas Echardo conhece um segundo nascimento: é quando diz que a alma é o lugar desse nascimento divino que se processa e completa em Deus mesmo desde a eternidade. &#8220;O Pai gera o Filho como seu igual… Mas digo ainda mais: Ele o gerou na minha alma… Nesta geração espiram o Pai e o Filho o Espírito Santo… Tudo o que o Pai pode realizar ele gera no Filho a fim de o Filho o gerar na alma… Assim a alma se torna uma divina morada da eterna divindade&#8221; (Pfeiffer, 205, 165, 215).   Mas se esta geração trinitária íntima se consuma na minha alma, então Echardo acrescenta conseqüentemente: &#8220;Eu sou uma causa de Deus ser o que é; pois se eu não existisse não existiria Deus&#8221; (PfeifFer, 2S3). Afirmação esta ótima a provocar uma errônea interpretação panteísta! Mas o em que Echardo pensa é na idéia de nós mesmos, no &#8220;modo não-gerado pelo qual somos eternos e devemos perdurar eternos&#8221; (1. c). &#8220;Pois se a criatura não existia em si mesma, como agora, é que existia antes do começo do mundo em Deus e na sua mente&#8221; (Pfeiffer, 488). Todas as cousas existem em Deus sob essa forma ideal de ser; mais imediatamente em Deus Padre: &#8220;No centro da Paternidade… existem todas as folhinhas de relva, a madeira e a pedra e todas as cousas&#8221; (PFeifFer, 332). Aqui reaparecem as praeconceptiones divinae, a &#8220;realidade preconcebida&#8221;, como se exprime Echardo na seqüela do PseudoDio-nísio; em suma, todo o mundus intelligibilis. E se Deus gera o Filho como seu Verbo, em quem ele se exprime com todas as realidades nele inclusas; ou, como &#8220;a imagem e, portanto, como o seu ser eterno que nela está, que é a sua forma permanente em si mesmo&#8221; (1. a), então somos &#8220;nós&#8221; evidentemente a causa de Deus. Mas essa cansa não é o nosso nós criado, senão a idéia do nosso eu existente na mente divina, nem mais nem menos do que nele existem todas as demais idéias constitutivas da essência de Deus. Nada disto nos deve admirar, pois tudo não passa de uma aplicação das especulações sobre o Logos, tradicionais desde Eilo. Para a ética de Echardo estas idéias assumem grande importância, pois delas resultam para cada homem uma imagem em Deus, um eu eterno e, melhor, um ego archetypus, nossa medida e nossa lei eterna. Isso debuxa um leito para a corrente dos atos do nosso ser pessoal e da nossa vida, que a reconduz ao oceano da divindade donde ela outrora derivou.</p>
<p>??) Scintilla animae. — Mas como se manifesta em nós esse mundo das idéias e do eu ideal existente no Verbo eterno? Echardo diz: temos um acesso imediato para ele na scintilla animae, ou castelo da Alma ou arca mentia, como também lhe chama. Muito se escreveu a este respeito, talvez muito inutilmente, o que também não é para admirar. Mas o decisivo nisso tudo é a idéia da participação. Echardo sabe o que há de divino no homem. Crê com Agostinho, que Deus nos é mais íntimo que nós mesmos. Esta palavra de Agostinho deveria ter sido a melhor elucidação da scintilla animae.</p>
<p>Mas Echardo conhece também a diferença entre o humano e o divino. Por isso declara ao escrito da sua defesa: Se a alma fosse apenas isso, então seria incriada. Mas participando de Deus, nela permanece o divino, a scintilla animae; é pois criada, por participar de Deus e não ser divina. Na linguagem do Aquinate isto quereria, mais rigorosamente, significar a Synteresis ou o habitus principiorum (cf. sup. 158 s.); na da filosofia moderna dos valores, o sentimento do valor. É esse o ponto em que o homem, meio-termo entre dois mundos, tem a consciência de ser algo pertencente a Deus por uma autêntica participação.</p>
<p>??) Cristo — Uma segunda e mais intuitiva via para o nosso melhor eu, Echardo a encontra em Cristo, em quem o Verbo se fez carne. Ambos esses caminhos também os trilharia o CUSANO, que os aprendeu de Echardo.</p>
<p>d)    I n f 1 u ê n c i a</p>
<p>Echardo veio a ser o que realmente queria ser — um mestre na vida. Suas idéias encontram acolhida no mais amplo círculo de pessoas. Sua ordem, evitando-lhe as proposições censuradas, prosseguiu, com muitos dos seus membros, na mesma linha do seu espírito. Os dois mais importantes foram os seguintes. JOÃO Tauder (+ 1361) em torno de quem se reuniram os amigos de Deus, seculares e regalares atraídos pela mística, sobretudo nós conventos renanos de religiosas; a sua força de vontade e de vida interior produziu ainda impressão sobre Lutero. Depois, Henríque Suso (+ 1366), o cantor da eterna sabedoria; nele especulação e sentimento mutuamente se fecundam, como é típico da mística escolástica. Na linha mística de EChardo se colocam além disto a Teologia alemã escrita por Lutero e as obras de João RUSbróquio (João van Ruysbroek) (+ 1381), cujo discípulo, Geegroote fundou a Congregação dos Irmãos da Vida Comum.  Num dos seus conventos, em Deventer, foi educado o jovem<br />
NlCOLAU DE CUSA.    No  Século 19 FRANCISCO VON BaaDER de novo chamou   a  atenção  para   Echardo,   como   o  espírito  central da mística medieval.   Hegel então o exaltou como o herdeiro da especulação&#8221;’.   A descoberta das suas obras latinas por H. DeNifle rasgou novos horizontes para as investigações  modernas sobre ele.</p>
<p>Fonte:  HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA, Johannes HIRSCHBERGER</p>
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		<title>Páscoa: Cristo, o Sol na Terra</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 13:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ente nascido do cosmos Oh, vulto luminoso! Fortalecido pelo Sol No poder da Lua. Tu és doado pelo ressoar criador de Marte E a vibração de Mercúrio que move os membros. Ilumina-te a sabedoria radiante de Júpiter E a beleza &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/12/pascoa-cristo-o-sol-na-terra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/12/pascoa-cristo-o-sol-na-terra/">Páscoa: Cristo, o Sol na Terra</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-246" title="resurr141" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/resurr141.jpg" alt="resurr141" width="450" height="753" /></p>
<p>Ente nascido do cosmos</p>
<p>Oh, vulto luminoso!</p>
<p>Fortalecido pelo Sol</p>
<p>No poder da Lua.</p>
<p>Tu és doado pelo ressoar criador de M<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a></p>
<p>E a vibração de Mercúrio que move os membros.</p>
<p>Ilumina-te a sabedoria radiante de Júpiter</p>
<p>E a beleza de Vênus portadora do <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>.</p>
<p>E a interioridade espiritual de Saturno antiga dos mundos</p>
<p>Consagre-te à existência espacial e ao desenvolvimento temporal.</p>
<p>Rudolf Steiner</p>
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		<title>Sábdo de Aleluia</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 13:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência. A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo. No local, entre Gólgota e o Sepulcro, existira outrora uma fenda primária na superfície terrestre. Esse &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/11/sabdo-de-aleluia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/11/sabdo-de-aleluia/">Sábdo de Aleluia</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-240" title="judaspenningen" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/judaspenningen-300x226.jpg" alt="judaspenningen" width="300" height="226" /></p>
<p>O Cristo desce ao reino dos mortos, pleno da luz solar de sua consciência. A Terra recebe o corpo e o sangue do Cristo. No local, entre Gólgota e o Sepulcro, existira outrora uma fenda primária na superfície terrestre. Esse abismo, que fora aterrado por Salomão, era considerado pelos antigos como a porta para o inferno. Os terremotos da Sexta Feira reabrem esta fenda e a terra inteira se torna o túmulo do Cristo.</p>
<p>O espírito de Cristo penetra na Terra criando nela um centro luminoso.</p>
<p>“Temos em volta da Terra uma espécie de reflexo da luz do Cristo. O que é aqui refletido como luz do Cristo, é o que Cristo denomina Espírito Santo.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que a Terra inicia sua evolução para se tornar um Sol,também é verdade que, a partir do evento de Gólgota, a Terra começa a criar a sua volta um anel espiritual que mais tarde se tornará uma espécie de planeta ao seu redor. Estamos diante do ponto de partida de um novo Sol em formação.</p>
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		<title>Sexta-feira Santa</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/10/sexta-feira-santa/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 13:03:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Na madrugada de Quinta feira para Sexta feira, Cristo ao ser identificado pelo beijo traiçoeiro de Judas enquanto orava no Getsemane, é arrastado e preso. Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz sobre as costas e é crucificado na &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/10/sexta-feira-santa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/04/10/sexta-feira-santa/">Sexta-feira Santa</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-236" title="rembrandt_the_three_crosses_1653" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/04/rembrandt_the_three_crosses_1653-300x261.jpg" alt="rembrandt_the_three_crosses_1653" width="300" height="261" /></p>
<p>Na madrugada de Quinta feira para Sexta feira, Cristo ao ser identificado pelo beijo traiçoeiro de Judas enquanto orava no Getsemane, é arrastado e preso.</p>
<p>Ironizado, flagelado, coroado com espinhos, carrega sua cruz sobre as costas e é crucificado na colina de Gólgota. Tendo se tornado suficientemente firme na sua alma, por possuir algo imensamente sagrado, suporta todos os sofrimentos e dores que lhe são impostos.</p>
<p>Com a força de sua alma elevada, carrega seu próprio corpo em direção à <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>; une-se à <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> para legar aos seres humanos a mensagem de que a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> não extingue a vida.</p>
<p>A imagem do Cristo carregando a sua própria cruz em direção à <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> é o grande símbolo de que além do umbral da <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> física, começa uma nova vida.</p>
<p>O livro dos Mortos livro de orações do antigo Egito continha preces e instruções para, após a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>, o homem encontrar o seu caminho de volta para o mundo espiritual, para o Pai. Há cinco mil anos atrás, nos rituais de iniciação (religar com o mundo espiritual), os discípulos eram induzidos em um sono de <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>.</p>
<p>A <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> era considerada irmã do sono. O Eu, naquela época, não tinha penetrado ainda profundamente no corpo humano e a imortalidade, a visão de um mundo espiritual após a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> era ainda vivenciada. Os sepulcros eram, ao mesmo tempo, altares e as almas dos mortos eram mediadoras entre a Terra e o mundo espiritual.</p>
<p>À medida que a Terra se tornou mais densa em sua matéria física e o homem desenvolveu a autoconsciência, a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> tornou-se o grande medo da humanidade.</p>
<p>Na Sexta Feira Santa, Cristo resgata para o ser humano a sua herança espiritual. “No Cristo torna-se vida, a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>”.</p>
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		<title>A esperança como atitude crítica</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/25/a-esperanca-como-atitude-critica/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/25/a-esperanca-como-atitude-critica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 20:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Frei Betto A esperança é uma das três virtudes teologais, ao lado da fé e do amor. Rima com confiança, termo que deriva de fé: quem acredita, espera; e quem espera, acredita. Esperar é confiar. Vivemos um momento novo da &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/25/a-esperanca-como-atitude-critica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/25/a-esperanca-como-atitude-critica/">A esperança como atitude crítica</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frei Betto<img class="aligncenter size-medium wp-image-220" title="esperança" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/esperanca-300x224.jpg" alt="esperança" width="300" height="224" /></p>
<p>A esperança é uma das três virtudes teologais, ao lado da fé e do <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>. Rima com confiança, termo que deriva de fé: quem acredita, espera; e quem espera, acredita. Esperar é confiar.</p>
<p>Vivemos um momento novo da história da América Latina. Com a eleição de governos democrático-populares, a esperança dá sinais de se transformar em realidade. Há esperança de que se priorizem as questões sociais e se reduzam significativamente as desigualdades que caracterizam o Continente.</p>
<p>Para Jesus, a esperança se coloca lá na frente, no Reino de Deus, que marca o fim e a plenitude da história, e não lá em cima, enquanto postura verticalista de quem ignora a existência deste mundo ou a rejeita. Hoje, a expressão Reino de Deus possui conotação vaga, metafórica. Pode-se, porém, imaginar o que significava falar disso em pleno reino de César&#8230; Não há dúvida da ressonância política do termo, pois Jesus ousou anunciar um outro Reino que não o de César e, por isso, pagou com a vida.</p>
<p>Hoje, a esperança tem conotação secular &#8211; a utopia. É curioso observar que, antes do Renascimento, não se falava em utopia. Esta resultou da dessacralização do mundo, da <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> dos deuses e, portanto, da necessidade de projetar ou visualizar o mundo futuro. Na medida em que o ser humano, com o advento da modernidade, começou a dominar os recursos técnicos e científicos que interferem no curso da natureza e aprimoram a nossa convivência social, surge a necessidade de antever o modelo ideal, assim como o artista que faz a escultura traz na cabeça ou no papel o desenho da obra terminada. Como afirmou Ernst Bloch, a razão não pode florescer sem esperanças, e a esperança não pode falar sem razão (Karl Marx, Bolonha, 1972, 60).</p>
<p>O marxismo foi a primeira grande religião secular, capaz de traduzir a esperança em sociedade ideal. Ele introduziu na cultura ocidental a consciência histórica, a percepção do tempo como processo histórico, a tal ponto que o ser humano passou a prefigurar sua existência, não mais em referência aos valores subjetivos, mas ao devir, lutando contra os obstáculos que, no ainda-não, impedem a realização do que se espera como ideal libertador.</p>
<p>Para o cristão, a utopia do Reino supera as utopias seculares, sejam elas políticas, técnicas ou científicas. Espera-se, neste mundo, a realização plena das promessas de Deus o que plenifica e transfigura o mundo. Assim, à luz dessas promessas elencadas na Bíblia, o cristão mantém sempre uma postura crítica frente a toda realização histórica, bem como diante dos modelos utópicos. O homem novo e o mundo novo são resultados do esforço humano através do dom de Deus que, em última instância, os conduzem ao ápice. Em outras palavras, quem espera em Cristo não absolutiza jamais uma situação adquirida ou a ser conquistada. Toda progressão é relativa e, portanto, passível de aperfeiçoamento, até que a Criação retorne ao seio do Criador. Pois Deus realiza progressivamente, na história humana, a sua salvação.</p>
<p>A esperança se baseia na memória. Quem espera, rememora e comemora. Nosso Deus não é um qualquer do Olimpo politeísta. É um Deus que tem história e faz memória: Javé, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. É essa memória que alimenta a consciência crítica, consciência da diferença, da inadequação, ao ainda-não. Pois a utopia cristã sustenta-se na promessa de Deus. Por isso, a esperança cristã não teme o negativo, as vicissitudes históricas, o fracasso. É uma esperança crucificada, que se abre à perspectiva da ressurreição.</p>
<p>Na esperança, nós já fomos salvos. Ver o que se espera já não é esperar: como se pode esperar o que já se vê? Mas, se esperamos o que não vemos, é na perseverança que o aguardamos (Romanos 8, 24-25). Como diz a Carta aos Hebreus, a fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se veem (11, 1). Se a fé vê o que existe, a esperança vê o que existirá, dizia Péguy. E acrescentava: o <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> só ama o que existe, mas a esperança ama o que existirá&#8230; no tempo e por toda a eternidade.</p>
<p>A esperança é o caminhar na fé para o seu objeto. A fé nos dá a certeza de que Jesus venceu a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>; a esperança, o alento de que venceremos os sinais de <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>: a injustiça, o opressão, o preconceito etc. Esse processo não é contínuo, pois somos prisioneiros da finitude, embora trazendo a Infinitude em nossos corações. Por isso, o caminhar é entrecortado de dúvidas e dores, conquistas e alegrias, mas sabe que, se trilha as sendas do <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>, tem Deus como guia.</p>
<p>[Autor de "Alfabetto, Autobiografia Escolar" (Ática), entre outros livros].</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.adital.com.br/Site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=37830" target="_blank">Adital</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/25/a-esperanca-como-atitude-critica/">A esperança como atitude crítica</a></p>
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		<title>Tecendo o fio do destino &#8211; versão 2009</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/12/13/tecendo-o-fio-do-destino-versao-2009/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 21:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[niterói]]></category>
		<category><![CDATA[nova friburgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/12/13/tecendo-o-fio-do-destino-versao-2009/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/12/13/tecendo-o-fio-do-destino-versao-2009/">Tecendo o fio do destino &#8211; versão 2009</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/tear_video05.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-178" title="tecendo" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/12/tear_video05.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a><br />
Cada um de nós nasce com um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s em que vivemos.<br />
Este curso tem o objetivo de buscar o fio do <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, como aquarela, modelagem em argila, <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a>, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. Porém será uma oportunidade de apropriar -se da sua obra mais importante: a sua história, tornando-se dono e artífice da mesma. E desta forma, acrescentar detalhes, retocar e dar acabamentos em qualquer momento da sua vida.<br />
Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências. Permite identificações além de possibilitar um olhar de fora, como quando assistimos um filme, sendo testemunhas de  fatos comuns, arquetípicos, ao desenvolvimento do ser humano.<br />
Este é um workshop dividido em módulos independentes, com temas próprios, o que permite a entrada a qualquer momento, de pessoas que por algum motivo não puderam participar  dos módulos anteriores e que queiram integrar-se ao grupo.</p>
<p>Em breve, teremos a definição de datas  em que realizaremos o workshop. Fique de olho! Salve o endereço do site nos favoritos do seu navegador e nos visite. As Vagas são limitadas, e já estamos fazendo reservas.<br />
<strong>Em Niterói: </strong><a href="http://gliaculturaeaprendizagem.com.br/" target="_blank">Glia Cultura e Aprendizagem</a></p>
<p>Rua Nilo Peçanha, 142 – Ingá<br />
<strong>Em Nova Friburgo:</strong> <a href="http://daoterapias.com.br/" target="_blank">DAO Terapias<br />
</a><br />
Rua Ernesto Brasílio, 14/408 &#8211; Centro</p>
<p><strong>Coordenação: <span style="color: #ff00ff;">Rosângela de Santa Anna Cunha e Marcelo Guerra, DAO Terapias</span></strong></p>
<p><strong>Contatos e informações: </strong><br />
Rosângela: (32)8841-8660<br />
<a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br" target="_blank">santana@terapiabiografica.com.br</a><br />
Marcelo: (21)7697-8982 ou (22)9254-4866 (deixar mensagem de voz ou de texto)<br />
<a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br" target="_blank">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/12/13/tecendo-o-fio-do-destino-versao-2009/">Tecendo o fio do destino &#8211; versão 2009</a></p>
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		<title>Reinvenção</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/27/reinvencao/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 19:21:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida só é possível reinventada. Anda o sol pelas campinas e passeia a mão dourada pelas águas, pelas folhas&#8230; Ah! tudo bolhas que vem de fundas piscinas de ilusionismo&#8230; – mais nada. Mas a vida, a vida, a vida, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/27/reinvencao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/27/reinvencao/">Reinvenção</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/lua.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-147" title="lua" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/11/lua-300x284.jpg" alt="" width="300" height="284" /></a><br />
A vida só é possível<br />
reinventada.<br />
Anda o sol pelas campinas<br />
e passeia a mão dourada<br />
pelas águas, pelas folhas&#8230;<br />
Ah! tudo bolhas<br />
que vem de fundas piscinas<br />
de ilusionismo&#8230; – mais nada.</p>
<p>Mas a vida, a vida, a vida,<br />
a vida só é possível<br />
reinventada.</p>
<p>Vem a lua, vem, retira<br />
as algemas dos meus braços.<br />
Projeto-me por espaços<br />
cheios da tua Figura.<br />
Tudo mentira! Mentira<br />
da lua, na noite escura.<br />
Não te encontro, não te alcanço&#8230;<br />
Só – no tempo equilibrada,<br />
desprendo-me do balanço<br />
que além do tempo me leva.<br />
Só – na treva,<br />
fico: recebida e dada.</p>
<p>Porque a vida, a vida, a vida,<br />
a vida só é possível<br />
reinventada.<br />
Cecília Meireles</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/27/reinvencao/">Reinvenção</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>RETRATOS DA VIDA &#8211; Panorama Biográfico em Nova Friburgo</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/18/retratos-da-vida-panorama-biografico-em-nova-friburgo/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/18/retratos-da-vida-panorama-biografico-em-nova-friburgo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[dao terapias]]></category>
		<category><![CDATA[nova friburgo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Terapia Biográfica tem o objetivo de encontrar sentido através da observação de fatos da própria vida, que são revistos de maneira objetiva, separando o que são fatos do que são sentimentos. A maior causa de sofrimento emocional ocorre por &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/18/retratos-da-vida-panorama-biografico-em-nova-friburgo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/18/retratos-da-vida-panorama-biografico-em-nova-friburgo/">RETRATOS DA VIDA &#8211; Panorama Biográfico em Nova Friburgo</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" align="justify"><a href="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2008/11/retratos-e-borboletas-poster01.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-108" title="Retratos da Vida - Panorama Biográfico em Nova Friburgo" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2008/11/retratos-e-borboletas-poster01-300x263.jpg" alt="" width="300" height="263" /></a></p>
<p class="western" align="justify">A<strong> <a href="http://daoterapias.com.br/2008/11/18/category/terapia/">Terapia</a> Biográfica </strong>tem o objetivo de encontrar sentido através da observação de fatos da própria vida, que são revistos de maneira objetiva, separando o que são fatos do que são sentimentos. A maior causa de sofrimento emocional ocorre por não percerbermos <a href="../../sentido.html">o sentido de nossas vidas</a>. Com a <strong><a href="http://daoterapias.com.br/2008/11/18/category/terapia/">Terapia</a> Biográfica</strong>, reconstruimos o trilho que liga os fatos a um sentido ordenado.</p>
<p class="western" align="justify">Para isto, além de falar sobre os fatos, são realizadas atividades artísticas variadas, que permitem um suporte material para a memória, além de trazer um elemento lúdico que torna esta forma de <strong><a title="View all posts filed under terapia" href="http://marceloguerra.com.br/category/terapia/">terapia</a></strong> bem mais agradável. Nesta Vivência em especial, trabalharemos com imagens, principalmente de fotografias dos participantes, resgatando fatos e emoções. A arte faz a ligação do pensar com o sentir, através do agir, sem intelectualizações, quebrando as resistências ao processo da <strong>Psico<a title="View all posts filed under terapia" href="http://marceloguerra.com.br/category/terapia/">terapia</a></strong>. Assim, nos propomos metas de mudanças em nossas próprias vidas baseadas naquilo que nos é mais sagrado, nossa própria história.</p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #ff0000;"><strong>Em Nova Friburgo, de 15 a 18 de janeiro de 2009, no <a href="http://www.morgenlicht.com.br/">Morgenlicht</a>.</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="color: #c00000;"><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Coordenadores: </span></span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Rosângela Cunha</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;">Psicóloga, Gestalt-terapeuta e</span></strong><strong> </strong><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;">Terapeuta Biográfica </span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Marcelo 	Guerra</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;">Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Escreva para <a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br">santana@terapiabiografica.com.br</a> ou <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a> para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(21)7697-8982, Marcelo</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(32)8841-8660, Rosângela</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: center;">VAGAS LIMITADAS</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/11/18/retratos-da-vida-panorama-biografico-em-nova-friburgo/">RETRATOS DA VIDA &#8211; Panorama Biográfico em Nova Friburgo</a></p>
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		<title>Entrevista com Joseph Campbell</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/ Uma Entrevista com Joseph Campbell Escrito por Josenildo Marques em 24 Agosto, 2007 A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://monomito.files.wordpress.com/2006/12/josephcampbell3.jpg" alt="Campbell" /></p>
<div style="text-align: left;"><a href="http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/" target="_blank">http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
</div>
<h2 style="text-align: left;"><a title="Link permanente para Uma Entrevista com Joseph Campbell" rel="bookmark" href="http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/" target="_blank">Uma Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
</h2>
<div></div>
<p style="text-align: left;">Escrito por <a href="http://monomito.wordpress.com/" target="_blank">Josenildo Marques</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
<p>em 24 Agosto, 2007</p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana;">A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Hindu?smo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo" target="_blank">hinduísmo </a></span>e o livro que estava para lançar: o quarto volume de <em>As Máscaras de Deus</em>, que é sobre o que ele chama de Mitologia Criativa. Esse livro ainda não foi traduzido para o português, portanto creio que minha tradução dessa entrevista, provavelmente a primeira a ser feita, possa oferecer uma boa introdução ao tema central do livro.</strong></p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I &#8211; Em seus estudos sobre mitologia, você tem usado seu conhecimento de psicologia e psicanálise para interpretar mitos. Você acha que mais poderia ser conseguido se houvesse maior variedade de metodologias à disposição?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sou contrário a metodologias por que acho que elas determinam o que você vai aprender. Por exemplo, o <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Estruturalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estruturalismo" target="_blank">estruturalismo </a></span>de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Lévi-Strauss" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss" target="_blank">Lévi-Strauss</a>. Tudo o que vai achar é o que o estruturalismo permitir que você ache. E um olhar aberto aos fatos que estão na sua frente vai ser impossível dessa maneira. Parece-me que assim ele se fecha para iluminações.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – É culpa da metodologia em si ou da inabilidade da pessoa para usar a metodologia como uma ferramenta de maneira mais flexível?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sim, sem dúvida, o caminho flexível é o mais apropriado. Você tem que saber correr, andar, parar e sentar-se. Mas se quiser ficar só sentado, então vai limitar sua experiência.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">No anos 20 e 30, o <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Funcionalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funcionalismo" target="_blank">funcionalismo </a></span>estava na moda. Você não podia fazer comparações interculturais; você tinha que interpretar tudo de acordo com o que conhecia da cultura local. Seria como examinar o apêndice no corpo humano para determinar a condição do homem moderno. Você tem que seguir sua origem e descobrir que uso tinha em tempos remotos.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">De maneira similar, muitos dos elementos de uma cultura são vestígios de usos anteriores, de funções remotas. E esses homens, por exemplo, Radcliffe-Brown, em seu livro (que considero esplêndido) sobre os habitantes das <a title="Verbete da Wikipedia sobre as Ilhas Andamã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andam%C3%A3o_e_Nicobar" target="_blank">Ilhas Andamã</a></span>, falha em entender aqueles mitos. Eles estão todos na frente dele e sua abordagem não responde as perguntas. Tudo que tem que se fazer é um pouco de comparações e se vai descobrir que as interpretações aparecem. Ficando preso a um método, ele limita sua visão e falha na interpretação daquela cultura.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Eu suponho que a tendência a totalizar a metodologia na ciência poderia ser comparada ao processo de totalização na religião, na qual a chance de uma revelação é, de alguma maneira, diminuída se não for erradicada porque as estruturas são congeladas, os rituais são congelados. E a vitalidade, o princípio interior de vitalidade, parece ficar estultificado.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; Bem, concordo com isso plenamente. E eu acho que essa ênfase na estrutura, neste ou naquele método, é um tipo de desdobramento do monoteísmo. E noto que estudiosos judeus são mais inclinados a isso do que os outros. Ele tem que ter apenas um modo de interpretação. Veja os marxistas e os freudianos – e agora vem o estruturalismo de Lévi-Strauss, e nada mais conta. É incrível. É só a nossa panelinha aqui e qualquer prova que não se encaixe deve ser descartada. Tenho uma teoria sobre isso…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Lembro-me imediatamente de O Futuro de uma Ilusão de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Sigmund Freud" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freud" target="_blank">Freud</a></span>, em que ele discursa sobre a origem do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Monote?smo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monote%C3%ADsmo" target="_blank">monoteísmo </a>a partir da estrutura, do pai; e sabemos que as <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s judaicas trazem isso da figura paterna. Talvez essa seja uma das raízes psicológicas para esse tipo de abordagem estreita sobre a existência.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Exato. Em Totem e Tabu, Freud diz: &#8220;Admito que não consigo explicar as religiões matriarcais&#8221;. Esqueci a página, mas está em muitas palavras.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – É algo que ele não consegue entender.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Não consegue porque o que ele está seguindo em Totem e Tabu é a horda do pai, o clã do irmão e as religiões patriarcais. Essa é a seqüência lá…Mas, e o culto à Grande Mãe?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">No início, a tradição hebraica é a tradição do guerreiro-caçador, não é a de um povo sedentário que cultiva a terra e faz comércio. Entende? E é dessa última que se origina a grande civilização: agricultura, domesticação de animais, não do caçador errante. Os caçadores são todos guiados pelo princípio masculino: é o homem que traz a comida. Os povos plantadores são guiados pelo princípio feminino: a mulher é análoga à terra, que procria e nutre. Portanto, o Dr. Freud, com seu tipo de antipatia patriarcal para com o princípio feminino, não consegue lidar com isso.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Eu sei que não se pode ter uma ação trágica sem uma causa primordial, porque sem um objetivo não há como voltar ou até mesmo uma percepção trágica como acontece com <a title="Verbete da Wikipedia sobre Édipo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo" target="_blank">Édipo</a></span>. Não conseguiria imaginar <a title="Verbete da Wikipedia sobre Édipo Rei" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo_Rei" target="_blank">Édipo Rei </a>sendo escrito por um chinês, ou não poderia imaginar algo como Édipo Rei saindo da cultura oriental. Como você explica isso?</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Tive uma experiência interessante sobre isso. Quando estava na Índia, associei-me por algum tempo a uma companhia de teatro de vanguarda em Bombai que se chamava Unidade de Teatro. Era uma companhia constituída de indianos não-hindus em sua maioria. O colega encarregado da companhia tinha origem árabe e seu associado mais próximo era um judeu indiano. Há uma antiga <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a> judaica na Índia. Muito dos participantes eram parsis. Adivinhe o que estavam apresentando? Estavam apresentando Édipo Rei. Eles tinham sua clientela, que já estava acostumada a assistir o que estavam apresentando. Eu os assisti quando se apresentaram a seu público em Bombai e, alguns meses depois, quando eu estava em Nova Délhi, eles chegaram e apresentaram Édipo Rei a um público totalmente hindu.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Você não acreditaria! Eu estava lá sentado, já tinha estado na Índia o tempo suficiente para entender o ponto de vista do público &#8211; e que horror! Aquelas pessoas estavam completamente chocadas. Eu nunca tinha visto tamanho tapa na cara do público. Eles nunca tinham visto uma tragédia grega; nunca tinham visto uma; não sabiam nada sobre a tradição grega.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">A ênfase na Índia é para eliminar o ego: ele não existe. Em sânscrito, não há nem mesmo uma palavra para indivíduo. Os indianos não são indivíduos. São membros de uma casta, são membros de uma <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>. Eles estão em certos grupos etários; e têm certo temperamento; tudo isso são coisas genéricas. Mas lá estava aquela coisa pessoal do tipo mais violento e a quebra de tabus. O público ficou horrorizado.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Você podia ver que era uma absoluta violação de tudo que já pensaram ver no teatro, em qualquer nível, porque não existe algo como a tragédia no Oriente. Como pode existir uma tragédia quando se acredita na reencarnação?<span> </span>A dramaturgia oriental é um tipo de teatro de conto de fadas: nuances <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>osas e situações divertidas, mas nada muito sério. Aquele que sofre na tragédia oriental é aquele quem tem que sofrer de qualquer forma. É esse corpo impessoal. Deixem-no ir – quem se importa?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">O herói, o tema enfatizado na mitologia hindu, não é a pessoa; é o <a title="Verbete da Wikipedia sobre Shiva" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shiva" target="_blank">Shiva </a></span>reencarnado que nasce e morre. E os gregos transferem isso para a pessoa. No Oriente, a pessoa que falha na sua jornada é um palhaço, um louco. No Ocidente, é um ser humano.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Lembro que, muitos anos atrás, quando eu estava escrevendo o <a title="Resenha" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=73672" target="_blank">Herói de Mil Faces</a></span>, quando quer que eu quisesse um exemplo de fracasso, tinha quer dar um exemplo grego. Por que os heróis gregos são aqueles que sofrem. Os heróis orientais são aqueles que estão na jornada através do mito.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Estou tentando me lembrar de um exemplo oriental da tragédia grega.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Você quer dizer algo que poderia nos dar um tapa na cara como Édipo Rex fez com os hindus?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I &#8211; Sim. Lembro-me que, embora não seja um paralelo, no curso da tragédia de Beckett Esperando por Godot. Para mim, a tragédia nessa peça está no público. Beckett tirou tudo, exceto o trágico, e deixando o trágico, só ele resta. É apresentado só o básico, tão completamente reduzido que a ofensa se torna devastadora.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Bem, posso dar um exemplo do que tocar o público ocidental tão forte quanto a tragédia ocidental que aquele público hindu assistiu, e é o sacrifício ritual hindu. Num desses sacrifícios, por exemplo, alguém tem que tirar a pele de uma cabra e tem que tomar cuidado para que a cabra fique viva até que a pele seja totalmente tirada.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Esse exemplo seria bom.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Esse seria, não seria?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – E a mitologia africana?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, é uma mitologia rica. Os treze volumes de Frobenius – The Atlantis – é magnífico. Muito rico.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você fez algum trabalho nessa área?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, sim, muito. Mas ela ainda não foi bem coligida em inglês. Os alemães e os franceses fizeram melhor, eu acho, do que os ingleses. A Inglaterra estava mais, sabe, no Congo, com armas e câmeras…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Stanley e Livingstone…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sim. Os alemães e os franceses foram até ela. Agora os ingleses estão indo. Para mim, a coisa mais interessante nos estudos africanos recentemente é esse alinhamento da cultura nok com a cultura effie, validando a intuição que Frobenius tinha no início do século, da antiguidade daquele complexo cultural na África ocidental, datando-o em cerca de 1000 a.C. Frobenius foi o primeiro a reconhecer e estudar a África como uma unidade histórica, não apenas como um bando de tribos selvagens.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Por que Frobenius ainda não foi traduzido para o inglês?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Eu descobri Frobenius no período em que estava lendo como um louco durante a Grande Depressão, antes de 1932. Por volta de 1939, estava tão entusiasmado que entreguei os livros de Frobenius ao meu agente literário para ver se conseguíamos um editor. Tenho as cartas desses editores: &#8220;talvez interessem a alguma universidade afro-descendente, mas…&#8221; Por isso Frobenius ainda não foi traduzido. Mas o verdadeiro motivo é que a Sociedade Antropológica Americana não concordava com as proposições dele – ela é um desses grupos monoteístas. Frobenius defendia a idéia da difusão; ele era um difusionista, que é um palavrão para a Sociedade Antropológica Americana. E esse homem que era grandemente respeitado na Europa é desconhecido aqui.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Tenho uma amiga que escreveu livro sobre questões políticas internacionais e foi a um editor que conheço muito bem. O livro foi rejeitado por esse editor porque ela só citava Frobenius.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Estou curioso para ver seu quarto volume.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; O quarto volume vai sair no dia 20 de maio. Daqui a um mês depois de amanhã – e acredite – estou contente. Trabalhei nele por quatro anos. Demorou um ano para os editores conseguirem publicá-lo. Foi um pouco complicado, mas não vai saber quando lê-lo.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você poderia falar um pouco do que trata neste volume?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; Claro. É um livro que trata do que eu chamo de mitologia criativa. Na mitologia tradicional, à qual os três primeiros volumes são dedicados – a primitiva, a oriental e a ocidental – os símbolos mitológicos são herdados pela tradição e o indivíduo passa pelas experiências como planejado. Um artista criativo trabalha de maneira inversa. Ele passa por uma experiência de alguma profundidade ou qualidade e procura as imagens com as quais representá-la. É o caminho inverso. Por isso o título do livro é Mitologia Criativa.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Ele trata do primeiro problema que é a experiência estética, que eu chamo de &#8220;apreensão estética&#8221;, e então apresento uma análise da tradição imagética que os artistas modernos europeus herdaram. Temos a antiga tradição da Idade do Bronze; temos as tradições semita e hebraica; temos as tradições clássicas gregas. Também temos as tradições dos cultos de mistério e a tradição gnóstica; temos a tradição muçulmana, que era muito forte na Idade Média; temos a tradição celta e germânica e assim por diante. Esse é todo o vocabulário; é um tesouro maravilhoso no qual o artista vai buscar suas imagens.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">De fato, elas vão coagular com ele se ele for um homem meio letrado. As imagens virão e vão se combinar com o que ele está dizendo. E eu cito como meu documento principal a tradição da literatura secular européia dos séculos XI e XII. Para juntar tudo isso, peguei a literatura que lidasse com temas comuns. Os dois temas comuns que, para mim, parecem apresentar uma influência dominante na escritura européia ocidental são o tema de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Tristão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trist%C3%A3o" target="_blank">Tristão </a></span>e o do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Santo Graal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_graal" target="_blank">Santo Graal</a></p>
<p>. Começo com um grupo de escritores do fim do século XII e início do século XIII. Aí apresento ecos deles, primeiro em Wagner; depois a constelação em volta dele: <a title="Verbete da Wikipedia sobre Schopenhauer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schopenhauer" target="_blank">Schopenhauer </a>e <a title="Verbete da Wikipedia sobre Nietzsche" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nietzsche" target="_blank">Nietzsche</a>; e seguindo até, é claro, <a title="Verbete da Wikipedia sobre Thomas Mann" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Mann" target="_blank">Mann </a>e <a title="Verbete da Wikipedia sobre James Joyce" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_joyce" target="_blank">Joyce</a></p>
<p>. Então, de maneira geral, vou e volto com o tema da terra devastada.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Rapaz, não é excitante? Esse conflito entre autoridade e experiência individual. Esse é meu tema principal do começo ao fim. E com ele vem a afirmação do indivíduo em sua experiência individual que só é possível hoje no mundo ocidental. Nossa religião foi importada do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Levante" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante" target="_blank">Levante </a></span>com seu autoritarismo e até mesmo com a revolução protestante, que foi um tipo de triunfo do espírito individualista europeu, ainda apegado à Bíblia, então você tem que acreditar naquela coisa estúpida escrita Deus-sabe-quando. Mas a verdadeira literatura secular se desliga disso. E esse desligamento acontece com o Graal. É claro que ela começa a florescer justamente na época de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Inocêncio III" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_III" target="_blank">Inocêncio III</a>, o mais autoritário dos autoritários, mas acabou – parou bem ali, por volta de 1225-1230. A <a title="Verbete da Wikipedia sobre a Inquisição" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inquisi%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Inquisição </a>é trazida à baila em 1232 e aí temos que esperar. E aí acontece a grande mudança. É claro que aí tenho que fazer uma ponte. Tenho que ir do começo ao fim. Mas é incrível o quanto devemos a uns poucos que fizeram tudo o que temos, que tiveram a coragem de dizer &#8216;vocês estão errados&#8217;. Eles são meus heróis. Mas temos também uma heroína, a primeira, e é ela quem começa tudo, seu nome é Heloísa. A Heloísa de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Abelardo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abelardo" target="_blank">Abelardo</a>, ela é a rainha do livro. Em suma, é isso.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você achou difícil juntar todas essas coisas e chegar a essas conclusões?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, não, nenhum problema; foi o material mitológico que me mostrou tudo isso. Não tive problemas em compor as idéias desses livros porque tenho lido esse material por literalmente quarenta anos. O problema foi comprimir tudo em quatro volumes. Minha intenção inicial era um volume, e foi isso que combinei com a Viking Press. Minha cabeça estava estourando e me lembro vividamente que, num dia de manhã, acordei às quatro da manhã sabendo que eram quatro livros, sabendo sobre o que tratariam, engatinhei para fora da cama, de cabeça, para não incomodar minha esposa, e fui ao quarto de estudos e planejei a coisa toda.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Engraçado que tanto <a title="Verbete da Wikipedia sobre William James" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_james" target="_blank">William James </a></span>quanto Freud tiveram experiências semelhantes quando estavam nessa fase criativa. Freud acordou às duas da manhã e James, às três.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – E eu, às quatro…está vendo?…Por isso eu tinha mais a dizer!</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Além disso, permito-me ir mais passionalmente do que ia nos livros anteriores porque realmente penso que o clero merece uma boa sova. Eles sabem que o que eles estão ensinando já ficou para trás, mas ficam tentando trazê-lo de volta. Recentemente tenho tido experiências bem agudas nesse contexto. Aqui estou eu, alguém cuja vida toda foi dedicada à mitologia, e a igreja agora, parece, está interessada em mitologia. Então eles me convidam para esses diálogos e triálogos e tetrálogos e assim por diante. E quando coloco o que considero o credo tradicional cristão, até mesmo os padres anglicanos levantam suas mãos e dizem, &#8220;Ah, mas não acreditamos mais nisso&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Mas eles ainda continuam com aquele livro. O que eles acreditam agora é no <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> e na humanidade e tudo isso. Eu digo a eles: bem, você acha isso nos Upanishads, em Lao-Tsé; você pode achar isso em qualquer lugar, então qual é a sua declaração? Eles continuam afirmando que são únicos. Ora, <a title="Verbete da Wikipedia sobre São Tomás de Aquino" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino" target="_blank">São Tomás de Aquino </a></span>disse que até um grego acreditava em Deus, mas um grego não acreditava que havia um pai, um filho e um espírito santo; que o filho tornou-se homem e foi crucificado e através dessa crucificação redimiu o homem do pecado original. Coloquei isso há apenas cinco dias e o bispo Fulano de Tal disse, &#8220;Ah, mas não falamos mais assim&#8221;.Então, o que dizem? Ainda assim, eles continuam com aquela reivindicação. Estão protegendo sua fé, estão mesmo &#8211; isso é engraçado. Esse movimento ecumênico na Igreja Católica é uma piada porque estão se apegando a sua exclusividade. Estão tentando dizer, sem dizer abertamente, que você tem quer ser batizado para ser salvo &#8211; não podem dizer algo diferente e continuar sendo católicos.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">O homem é redimido pelo sacrifício de Cristo; participa-se do sacrifício participando dos sacramentos, que foram fundados pelo próprio Cristo e, fora disso, &#8220;fora da igreja não há salvação&#8221;. E com relação aos protestantes, sempre me lembro do personagem Stephen Dedalus de James Joyce, que diz no final do Retrato, quando lhe perguntam &#8220;Você vai se tornar um protestante?&#8221;, e ele responde, &#8220;Perdi minha fé, mas não perdi o respeito por mim mesmo&#8221;.</span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
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		<title>Conversa sobre Biopolítica em Nova Friburgo</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/11/conversa-sobre-biopolitica-em-nova-friburgo/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 20:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<category><![CDATA[biopolítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Post from: Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo GuerraConversa sobre Biopolítica em Nova Friburgo<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/11/conversa-sobre-biopolitica-em-nova-friburgo/">Conversa sobre Biopolítica em Nova Friburgo</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/ser-mulher.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-124" title="ser-mulher" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/09/ser-mulher.jpg" alt="" width="499" height="522" /></a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/09/11/conversa-sobre-biopolitica-em-nova-friburgo/">Conversa sobre Biopolítica em Nova Friburgo</a></p>
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		<title>A Essência da Terapia Biográfica</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 13:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a antroposofia, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">A Essência da Terapia Biográfica</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/picassopeopledancing.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-104" title="picassopeopledancing" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/picassopeopledancing.jpg" alt="" width="236" height="294" /></a></p>
<p>Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a>, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas correntes</p>
<p>O ser humano tem hoje maior consciência de si do que em séculos passados, o que gera mais questionamentos. Nossas decisões deixaram de ser guiadas unicamente pela lógica das circunstâncias externas, e passaram a levar em conta nosso mundo interior, nossas aspirações, nossos desejos. Cada vez mais temos notícias de pessoas que largaram carreiras bem sucedidas em termos de dinheiro e prestígio, para dedicar-se a uma vida mais simples, mas que corresponde a uma busca interior de mais tempo junto às pessoas queridas, à possibilidade de dedicar-se a um hobby, ou a outro interesse qualquer que não diretamente ligado à profissão de origem. Exemplos deste movimento são executivos que trocam os escritórios por uma pousada numa praia escondida no litoral.</p>
<p>Nosso eu interior, nosso mundo interno, cada vez fala mais alto e exige mais respostas. As perguntas centrais são: &#8220;Quem eu sou, afinal? O que eu quero fazer com a minha vida? O que estou fazendo?&#8221; É aí que reside a importância da Terapia Biográfica. Porque não há melhor material para entendermos o que queremos das nossas vidas do que a história de nossas próprias vidas. Nossas questões essenciais em relação a nossas vidas só podem ser respondidas no contexto da vida em si. Pouco adianta confrontar nossas questões com teorias filosóficas ou mesmo esotéricas. O que traz respostas reais são os fatos da vida que levamos até aqui, como reagimos a eles, como os criamos, como os sentimos, como os transformamos em padrões, e porque não conseguimos sair destes padrões. Estas respostas são a chave para que, através do pensamento e do sentimento, possamos agir no sentido de modificar nossas vidas, tornando-as plenas de sentido.</p>
<p>Através do trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, o participante treina um distanciamento em relação à sua própria vida, como se a visse do alto de uma montanha, como uma paisagem. Com o prosseguimento do trabalho, é preciso criar um senso de responsabilidade por sua própria biografia, depois de entender pequenas frações da sua história, saindo do lugar de vítima das circunstâncias e tornando-se senhor(a) de sua própria vida. Através deste trabalho, uma pessoa pode sair da posição de deixar as coisas acon<a href="/category/tecer/" title="View all posts filed under tecer">tecer</a>em a ela e assumir a direção de sua própria vida.</p>
<p>Este não é um processo fácil ou mágico, do tipo &#8220;vou fazer umas atividades numa tarde, relembrar algumas coisas e tudo vai entrar nos eixos.&#8221; Não, este é um processo que pode ser longo e cansativo, e geralmente nem um pouco fácil, em que se defronta com fatos que a pessoa preferiria deixar debaixo do tapete da memória para sempre, não fossem eles causadores de tantos outros sofrimentos e padrões de <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> dolorosos. E quando você começa a trabalhar com estes fatos e compreendê-los, você pode chegar a escolhas para o futuro, totalmente baseadas na sua biografia. Esta é a essência da Terapia Biográfica: unir o passado, o presente e o futuro ao redor da questão de cada um, para que a pessoa possa tomar a vida em suas próprias mãos.</p>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">A Essência da Terapia Biográfica</a></p>
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		<title>O futuro é gestado agora</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 21:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
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		<category><![CDATA[futuro]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sua majestade sabe tão bem quanto eu que o futuro é grávido de muitas eventualidades que ele pode parir. E não é impossível ouvir algumas delas movendo-se no útero do tempo. Mas apenas a situação do momento decide qual dos &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/">O futuro é gestado agora</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/saudadesdofuturo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-95" title="saudadesdofuturo" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/07/saudadesdofuturo.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>&#8220;Sua majestade sabe tão bem quanto eu que o futuro é grávido de muitas eventualidades que ele pode parir. E não é impossível ouvir algumas delas movendo-se no útero do tempo. Mas apenas a situação do momento decide qual dos embriões é viável e vai amadurecer.&#8221;</p>
<p>Marguerite Yourcenar, A Obra em Negro</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/07/27/o-futuro-e-gestado-agora/">O futuro é gestado agora</a></p>
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		<title>O sentido do mundo</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/o-sentido-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 17:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[outras visões]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Klaus Manhart . Tomado de paixão pela encantadora princesa Europa assim que a viu colhendo flores na praia, o deus grego Zeus elaborou um astuto plano. Transformado em touro, Zeus se aproximou dela e deixou-se acariciar. O touro parecia &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/o-sentido-do-mundo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/o-sentido-do-mundo/">O sentido do mundo</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="310" valign="top"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: arial;"><span><em>por Klaus Manhart</em></span> </span></span></td>
</tr>
<tr>
<td><span><span style="font-family: arial; font-size: x-small;">.</span></span></td>
<td></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><span style="font-family: arial;">Tomado de paixão pela encantadora princesa Europa assim  que a viu colhendo flores na praia, o deus grego Zeus elaborou um astuto plano.  Transformado em touro, Zeus se aproximou dela e deixou-se acariciar. O touro  parecia tão amigável que Europa subiu em seu dorso. O animal então avançou para  o mar, levando a moça. Após chegarem a uma praia longínqua, Zeus transformou-se  novamente em um jovem e prometeu proteger Europa em sua nova terra, batizada com  o seu nome. O ardil funcionou e o casal teve três filhos.</p>
<p>Parece que os  gregos apreciavam intrigas e peripécias. O enevoado Monte Olimpo era uma espécie  de mundo melodramático. Os deuses que aí habitavam armavam ciladas uns contra os  outros e sempre demonstravam fraquezas, particularmente em relação à beleza do  sexo oposto. Para alcançar seus interesses, formavam alianças, lutavam e até  matavam.</p>
<p>Estavam longe de ser perfeitos. Suas características humanas  ajudam a explicar por que os mitos da Grécia antiga ainda nos satisfazem: se os  deuses apresentam falhas humanas, então os homens podem se persuadir de que são  capazes de ser como os deuses.</p>
<p>Mas isso não basta. Por que é tão fácil  aceitar essa mitologia? Em p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, porque certas funções de nosso cérebro  insistem em impor ordem e propósito nas coisas que o cercam e que, de outra  forma, seriam enigmáticas. Por mais racionais que tentemos ser, nossos cérebros  não podem resistir ao ímpeto de adotar relatos metafísicos.</span></div>
<div><span style="font-family: arial;"><em>Explicando o inexplicável</em><br />
Os mitos são muito  mais do que melodramas. As culturas antigas usavam essas histórias fabulosas  para explicar os misteriosos fenômenos naturais que determinavam sua existência.  Os egípcios invocavam centenas de divindades que controlavam o <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> do rio  Nilo e de seus povos. As águas do rio e as cheias anuais presidiam suas idéias  sobre a criação, a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> e o renascimento. Segundo as crenças da época, quando a  vida surgiu o oceano primordial Nun ocupava todo o Universo. Assim como os  deuses criaram a vida com as águas do Nun, as cheias do Nilo fertilizaram as  terras habitadas por maravilhosos animais e plantas.</p>
<p>As formas iniciais  de práticas religiosas e espirituais datam de pelo menos 40 mil anos atrás,  período que muitos pesquisadores associam à emergência do <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> humano  moderno. Várias pinturas de cavernas e escavações do período sugerem que esses  povos acreditavam em poderosas forças sobrenaturais passíveis de serem invocadas  em seu favor. Baseados em descobertas feitas em sítios arqueológicos como o de  Qafzeh, em Israel, pesquisadores apontam que os humanos anatomicamente modernos  realizavam funerais e outros ritos em período ainda mais remoto, há mais de 90  mil anos. Outros pesquisadores sustentam que os neandertais também desenvolveram  um sistema de mitos e crenças religiosas.</p>
<p>É claro que há enorme variação  entre os sistemas míticos de diferentes culturas humanas, mas todos oferecem  respostas às mesmas questões fundamentais. Foi essa a conclusão alcançada pelo  mitólogo americano Joseph Campbell antes de morrer em 1987. Durante décadas,  Campbell pesquisou os motivos comuns de inúmeras lendas e religiões de  sociedades antigas e modernas, incluindo gregos, romanos, egípcios, asiáticos e  nórdicos.</p>
<p>Campbell apontou a existência de três atributos. Em primeiro  lugar, o mito envolve uma questão existencial sobre a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> e o nascimento ou  criação do mundo. Em segundo lugar, o mito contém enigmas suscitados por  contradições insuperáveis: criação e destruição, vida e <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>, deuses e homens.  Por fim, o mito tenta reconciliar esses pólos opostos e assim atenuar nossos  temores.</span></div>
<div><span style="font-family: arial;"><em>Histórias necessárias</em><br />
Com o tempo, os relatos  míticos passaram a fazer p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> das crenças e religiões, influenciando, ainda  hoje, o modo como os povos vivem e compreendem o mundo. Esse saber tradicional é  p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de nossa cultura, razão pela qual ele ainda persiste, mesmo em sociedades  progressistas e tecnológicas.</p>
<p>Mas talvez isso não seja tudo. No final da  década de 90, o radiologista e pesquisador da religião Andrew Newberg e o  psiquiatra Eugene G. d&#8217;Aquili, ambos da Universidade da Pensilvânia, começaram a  estudar as fontes cerebrais dos sentimentos religiosos. Em 2001, Newberg  publicou inovadores resultados (D&#8217;Aquili falecera) baseados no monitoramento da  atividade cerebral de monges em meditação e de freiras franciscanas em prece.</p>
<p>Quando as pessoas estudadas estavam em estado de profunda contemplação  religiosa, os pesquisadores registraram atividade drasticamente reduzida numa  p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> específica do lobo parietal. Essa região é responsável pela orientação  espacial e pelo senso do próprio corpo: é ela que nos torna consciente de onde  nosso corpo termina e o resto do mundo começa, permitindo assim a clara  distinção entre nós e todo o resto.</p>
<p>Newberg e D&#8217;Aquili postularam que os  sentimentos religiosos têm base neurológica, pois a ausência de bombardeamento  neuronal na região parietal parecia associada à sensação de êxtase espiritual.  Eles concluíram que o impulso religioso &#8211; o anseio de experiência metafísica &#8211;  estava inscrito no cérebro.</p>
<p>Alguns pesquisadores apontam que os mitos  podem ter outro fundamento biológico. Humanos, ao contrário dos animais, têm  capacidade de abstração, o que permite antecipar ameaças. As respostas  fisiológicas do medo podem ser desencadeadas simplesmente mediante a  representação de um perigo, que prepara o corpo para &#8220;lutar ou fugir&#8221;. Essa  capacidade também permite a atribuição de sentido ao sofrimento e à <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>. Por  exemplo, podemos raciocinar que vale a pena suportar a dor causada por uma  vacina, já que os benefícios de jamais contrair a doença  compensam.</p>
<p>Reunindo essas observações, D&#8217;Aquili cunhou o termo  &#8220;imperativo cognitivo&#8221; para descrever essa função do cérebro de dar significado  às coisas. Temos um desejo de ordem e sentido que é biologicamente condicionado.  Diante de qualquer situação ou processo, não podemos deixar de atribuir-lhes  algum propósito. Os fisiologistas Michael E. McCullough, da Universidade de  Miami, e David B. Larson (recentemente falecido), então no Instituto Nacional  para Pesquisa em Saúde, estenderam esse conceito ao que chamaram de anseio  ontológico: a necessidade de compreender a natureza fundamental do mundo em vez  de simplesmente aceitá-la como é. Segundo essa hipótese, o imperativo cognitivo  força nosso cérebro a pensar incessantemente, de tal forma que não podemos  deixar de elaborar relatos e mitos que expliquem os mistérios que nos  rodeiam.</p>
<p></span></div>
<div><span style="font-family: arial;"><em>Causa e efeito cósmicos</em><br />
A capacidade de  construir explicações para os fenômenos é chamada por Newberg de &#8220;operador  causal&#8221;. Trata-se de uma das oito funções analíticas gerais do cérebro, que  Newberg e d&#8217;Aquili denominaram &#8220;operadores cognitivos&#8221;. Quando um operador está  ativo, várias regiões do cérebro são envolvidas. Juntos, os oito operadores  regulam o funcionamento da mente humana. Embora ainda controverso, esse esquema  ganha aceitação cada vez maior.</p>
<p>O operador causal interpreta a realidade  como uma cadeia de causas e efeitos. Se a campainha está tocando, provavelmente  alguém está na porta. Se chover, a rua ficará molhada. Estimula a curiosidade,  nos motivando a decifrar os mistérios e permitindo que elaboremos explicações  empíricas para os processos naturais. Mas o operador também tenta criar relações  de causa e efeito para enigmas metafísicos como a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> e a criação do Universo.  As pessoas que sofrem de certos tipos de lesão no cérebro não conseguem vincular  nem mesmo os eventos mais simples às suas causas.</p>
<p>Os outros sete  operadores cognitivos proporcionam contexto para o operador causal. O operador  holístico permite que percebamos o mundo como um todo. Graças a ele,  compreendemos imediatamente e sem esforço que uma configuração de folhas,  troncos e galhos constitui uma árvore. A atividade no lobo parietal direito é a  base desse operador. O operador reducionista funciona de modo inverso,  permitindo a decomposição do todo em suas p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>s componentes. Sua base é o  hemisfério esquerdo, mais analítico. O operador de abstração deriva conceitos  gerais de fatos individuais, possibilitando, por exemplo, que classifiquemos  bassês, pastores e cockers em uma única categoria: cães. Estudos recentes de  imageamento indicam que essa função está baseada no lobo parietal  esquerdo.</p>
<p>O operador existencial nos dá a sensação de que os dados  provenientes dos sentidos e processados pelo cérebro têm base na realidade. Essa  função está, provavelmente, baseada no sistema límbico. O operador emocional  também fica nessa p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>: vincula as percepções aos sentimentos e constitui a  base de nossa capacidade de pensar e julgar racionalmente.</p>
<p>O operador  quantitativo avalia tamanho, quantidade, tempo, distância e calcula  matematicamente. O operador binário nos ajuda a impor ordem aos mais variados  fenômenos do meio circundante, medindo o espaço e o tempo por meio de noções  opostas: em cima e embaixo, direita e esquerda, dentro e fora, antes e depois.  Esse operador está localizado no lobo parietal inferior; pacientes com lesões  nessa área não podem identificar os opostos de palavras ou objetos.</p>
<p>Para  Newberg e D&#8217;Aquili, o operador binário desempenha papel crucial na formação e  persistência dos mitos. Além de nos ajudar a reduzir a complexidade das  situações, fornece uma heurística simples e rápida para nossa orientação ao  elaborar os elementos centrais do mito: bem e mal, nascimento e <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>, céu e  terra, isolamento e integração.</p>
<p>Expandindo a conexão entre operadores  cognitivos e sistemas de crença, Newberg e outros pesquisadores sustentam que  certas áreas do cérebro cumprem papel fundamental na experiência religiosa.  Embora essa perspectiva ainda seja controversa, parece claro que a capacidade de  pensar por meio das noções de causa e efeito seria impossível sem uma  determinada estruturação funcional do lobo parietal. Provavelmente, os seres  humanos procuram explicações para os mistérios do mundo simplesmente porque o  cérebro tem essa capacidade.</span></div>
<div>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="3" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><span style="font-family: arial;"><span style="font-size: x-small;"><span><strong><span style="color: #ffffff;"><span style="color: #000000;">O autor</span>O autor</span></strong></span> </span></span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="6" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span></p>
<div><span style="font-family: arial; font-size: x-small;">Klaus Manhart é sociólogo, filósofo da              ciência e escritor free-lance em Munique.<br />
- Tradução de              Alexandre Massella</span></div>
<p></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
<tr>
<td height="20"><span style="font-family: arial; font-size: x-small;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: arial;"><span><strong>Para conhecer        mais</strong></span></span></span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="6" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: arial;"><span>O poder do mito. Joseph Campbell,              Palas Atena, 1993.</p>
<p>Cerebral blood flow during meditative              prayer: preliminary findings and methodological issues. Andrew              Newberg et al., em Perceptual and Motor Skills, vol. 97, no 2, págs.              625-630, 2003.</span> </span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/06/09/o-sentido-do-mundo/">O sentido do mundo</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tecendo o Fio do Destino</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 11:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
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		<description><![CDATA[“Destino? Agulha no palheiro onde o homem se procura O tempo inteiro” Lindolfo Bell A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Tecendo o Fio do Destino</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marceloguerra.com.br/image003.jpg" alt="" width="602" height="268" />“Destino?</p>
<p>Agulha  no palheiro</p>
<p>onde  o homem se procura</p>
<p>O  tempo inteiro”</p>
<p>Lindolfo  Bell</p>
<table border="5" cellspacing="2" cellpadding="4" width="365">
<tbody>
<tr>
<td class="style2" height="75">A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às 14h. O próximo encontro será dia 15 de março, às 14h.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="5" cellspacing="2" cellpadding="4" width="365">
<tbody>
<tr>
<td class="style4" height="75">
<p class="style6">Novo grupo no Rio de Janeiro, começando no dia 10 de maio de 2008, sábado, às 14h, à Rua Pereira da Silva, 135, Laranjeiras. INSCREVA-SE JÁ!</p>
<p class="style7"><strong>PALESTRA INTRODUTÓRIA GRATUITA NO DIA 3 DE MAIO DE 2008, ÀS 9H.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="style3">Cada um de nós nasce com um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s em que vivemos.</p>
<p class="style3">Este curso tem o objetivo de buscar o fio do <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, como aquarela, modelagem em argila, <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a>, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.</p>
<p class="style3">Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.</p>
<p class="style3">O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e um novo grupo começará no Rio de Janeiro, a partir de 10 de maio de 2008. O investimento para cada módulo será de R$100,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21)3717-5215, (22) 8112-4983 ou pelo e-mail <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a><a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br"></a></p>
<p class="style3" align="justify"><em>Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga</em>?  (Leonardo Boff)</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Tecendo o Fio do Destino</a></p>
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		<title>O Que É Espiritualidade</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 17:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Do livro: &#8220;ESPIRITUALIDADE &#8211; Um Caminho de Transformação&#8221; de Leonardo Boff Agora cabe colocar diretamente a pergunta: afinal, o que é espiritualidade? Uma vez fizeram esta pergunta ao Dalai-Lama e ele deu uma resposta extremamente simples: &#8220;Espiritualidade é aquilo que &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/">O Que É Espiritualidade</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/medium_dalailama.jpg" title="medium_dalailama.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/medium_dalailama.jpg" alt="medium_dalailama.jpg" /></a></p>
<p>Do livro: &#8220;ESPIRITUALIDADE &#8211; Um Caminho de Transformação&#8221;</p>
<p>de Leonardo Boff</p>
<p>Agora cabe colocar diretamente a pergunta: afinal, o que é espiritualidade? Uma vez fizeram esta pergunta ao Dalai-Lama e ele deu uma resposta extremamente simples: &#8220;Espiritualidade é aquilo que produz no ser humano uma mudança interior&#8221;.<br />
Não entendendo direito, alguem perguntou novamente:<br />
- Mas se eu praticar a religião e observar as tradições, isso não é espiritualidade?<br />
O Dalai-Lama respondeu:<br />
- Pode ser espiritualidade, mas, se não produzir em você uma transformação, não é espiritualidade. E acrescentou:<br />
- Um cobertor que não aquece deixa de ser cobertor.<br />
Então atalhou a pessoa:<br />
- A espiritualidade muda ou é sempre a mesma coisa?<br />
E o Dalai-Lama falou:<br />
- Como dizem os antigos, os tempos mudam e as pessoas mudam com ele. O que ontem foi espiritualidade hoje não precisa mais ser. O que em geral se chama de espiritualidade é apenas a lembrança de antigos caminhos e métodos religiosos.<br />
E arrematou:<br />
- O manto deve ser cortado para se ajustar aos homens. Não são os homens que devem ser cortados para se ajustar ao manto.</p>
<p><script><!-- D(["mb","\u003cbr\>sempre se fazendo, física, psíquica, social e culturalmente. Mas há mudanças\u003cbr\>e mudanças. Há mudanças que não transformam nossa estrutura de base. São\u003cbr\>superficiais e exteriores, ou meramente quantitativas.\u003cbr\>Mas há mudanças que são interiores. São verdadeiras transformações\n\u003cbr\>alquímicas, capazes de dar um novo sentido à vida ou de abrir novos campos\u003cbr\>de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de\u003cbr\>todas as coisas. Não raro, é no âmbito da religião que ocorrem tais\n\u003cbr\>mudanças. Mas nem sempre. Hoje a singularidade de nosso tempo reside no fato\u003cbr\>de que a espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do\u003cbr\>humano, como o momento necessario para o desabrochar pleno de nossa\n\u003cbr\>individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais\u003cbr\>e existenciais.\u003c/div\>\n\u003cdiv\> \u003c/div\>\n\u003cdiv\> \u003c/div\>\n\u003cdiv\>-- \u003cbr\>Sabina Vanderlei\u003cbr\>Orkut Profile: \u003ca href\u003d\"http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid\u003d11381718799068573444\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://www.orkut.com/Profile\u003cWBR\>.aspx?uid\u003d11381718799068573444\u003c/a\>\u003cbr\>Multiply: \u003ca href\u003d\"http://sabinavanderlei.multiply.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\nhttp://sabinavanderlei.multiply\u003cWBR\>.com/\u003c/a\>\u003cbr\>News-Letter: \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://br.groups.yahoo.com\u003cWBR\>/group/Psi-cologica/\u003c/a\>\u003cbr\>HD Virtual: \u003ca href\u003d\"http://psi-cologica.4shared.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\nhttp://psi-cologica.4shared\u003cWBR\>.com/\u003c/a\>\u003cbr\>--\u003cbr\>"Quem olha para fora sonha,\u003cbr\>quem olha para dentro acorda."\u003cbr\>(Carl Gustav Jung) \u003c/div\>\n\u003c/p\>\n    \u003c/div\>  \n\n    \n    \u003cspan width\u003d\"1\" style\u003d\"color:white\"\>__._,_.___\u003c/span\>\n    \n    \u003cdiv\>\n              \u003cspan\>\n          \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/message/1612;_ylc\u003dX3oDMTM1NTJmNDY2BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzExNDAyMjE0BGdycHNwSWQDMjEzNzExNDI1MgRtc2dJZAMxNjEyBHNlYwNmdHIEc2xrA3Z0cGMEc3RpbWUDMTE5ODA3Mjc0OQR0cGNJZAMxNjEy\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>",1] );  //--></script>Parece-me que o principal a ser retido desse pequeno diálogo com o  Dalai-Lama é que espiritualidade é aquilo que produz dentro de nós uma mudança. O ser humano é um ser de mudanças, pois nunca está pronto, está sempre se fazendo, física, psíquica, social e culturalmente. Mas há mudanças e mudanças. Há mudanças que não transformam nossa estrutura de base. São superficiais e exteriores, ou meramente quantitativas.  Mas há mudanças que são interiores. São verdadeiras transformações alquímicas, capazes de dar um novo sentido à vida ou de abrir novos campos de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de todas as coisas. Não raro, é no âmbito da religião que ocorrem tais<br />
mudanças. Mas nem sempre. Hoje a singularidade de nosso tempo reside no fato de que a espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do humano, como o momento necessario para o desabrochar pleno de nossa individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais e existenciais.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/">O Que É Espiritualidade</a></p>
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		<title>Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 20:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, suplemento Equilíbrio, em 25/1/01) Quem é ela Nome: Gudrun Burkhard. Idade: 71 anos. Profissão: Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica. O que faz: Dá cursos de biografia humana para terapeutas e médicos &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/gudrun.jpg" title="gudrun.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/gudrun.jpg" alt="gudrun.jpg" /></a></p>
<p>(Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, suplemento Equilíbrio, em 25/1/01)</p>
<p>Quem é ela</p>
<p>Nome: Gudrun Burkhard.<br />
Idade: 71 anos.<br />
Profissão: Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica.<br />
O que faz: Dá cursos de biografia humana para terapeutas e médicos no Brasil e na Europa.<br />
Filosofia de vida: A cura das doenças só acontece quando o homem consegue mudar seus hábitos e harmonizar os lados intelectual e afetivo.</p>
<p>A idéia de que desequilíbrios da vida cotidiana contribuem para que doenças apareçam e influem na cura já foi incorporada pelo estabelecimento médico. Mas, quando se formou em <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pela USP em 1954, a médica paulista Gudrun Burkhard teve de ir até a Suiça para estuda e como cabeça e corpo caminham lado a lado na busca pelo bem-estar. De lá para cá, Burkhard virou um dos gurus da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica no Brasil, fundou duas clínicas, escreveu 12 livros e formou dezenas de discípulos. Aos 71 anos, continua reclamando que a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> clássica não enxerga o homem como um todo e insiste que mudanças de hábito são tão importantes para a cura quanto remédios de última geração. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.</p>
<p>Folha – Como você entrou em contato com a Antroposofia?</p>
<p>Gudrum Burkahard – Quando me formei em <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pela USP, em 1954, achei que precisava completar a formação clássica que havia recebido na faculdade. Nós tínhamos uma visão unilateral das doenças e da cura, sem considerar a individualidade de cada paciente, ignorando que o homem não era só um corpo físico, que ele também sentia, pensava e agia. Pouca gente na época dava importância à influência de fatores psicológicos no desenvolvimento da doença e na busca da cura. Fui, então, para a Suíça, onde havia uma clínica que já trabalhava com <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica desde a década de 20. Fiz minha pós-graduação lé e, em seguida, voltei ao Brasil e comecei a atender em consultório particular.</p>
<p>Folha – Quem eram seus pacientes?</p>
<p>Burkhard – Eu atendia basicamente doentes crônicos, com câncer, esclerose múltipla, que não se sentiam satisfeitos com a resposta dada pela <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> clássica. Atuava também como clínica-geral, atendia do bebê ao avô. Em 69, fundei com meu marido a Clínica Tobias, só de <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica. Lá, os pacientes crônicos ficavam semanas internados para revitalização e desintoxicação alimentar. Como o número de pacientes com estresse cresceu muito, abrimos outra clínica em 83, a Artemísia, para atender quem precisava de descanso e revitalização para resgatar a própria vida.</p>
<p>Folha – Como é o trabalho na Artemísia?</p>
<p>Burkhard – Os pacientes vão para lá para fazer o <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, que é um processo terapêutico no qual eles revêem seus passos de maneira que possam trilhar melhor o futuro. Também passam por reestruturação alimentar para desintoxicar o corpo e por outras terapias, como massagens e compressas.<br />
Folha- A alimentação é tão importante assim?</p>
<p>Burkhard – As pessoas devem se alimentar de acordo com o estilo de vida que levam, e a dieta deve ser adequada ao trabalho. Não é tão importante quanto você come, mas o que come. Quem faz um trabalho mais intelectual não deve comer frituras nem carnes porque o organismo fica ocupado com a digestão e a cabeça não funciona tão bem. Essas pessoas devem comer grãos integrais e alimentos ricos em vitamina D e fósforo. Já quem trabalha mais com o físico deve adotar uma diética energética, abusar de massas e outros alimentos ricos em hidrato de carbono e com muita vitamina B.</p>
<p>Folha – Maus hábitos no dia-a-dia adoecem alguém?</p>
<p>Burkhard – Claro. Alimentação errada, falta de equilíbrio entre o lado afetivo e o profissional, uma vida cheia de conflitos, tudo isso influencia a saúde física do homem. Os desequilíbrios provocam distúrbios psicossomáticos, que podem resultar em estresse ou até câncer. A doença aparece para alertar que existe um desequilíbrio, e só o uso de remédios não vai resolver o problema. É preciso mudar os hábitos. Só que a maioria das pessoas ainda não se dá conta da importancia de os vários campos da vida estarem em harmonia. Tem gente que desenvolve muito o plano intelectual, mas deixa o sentimental de lado. Essa desarmonia cria espaço para que as doenças apareçam. Para ser saudável, é preciso descobrir se a pessoa obtém realização pessoal no trabalho, nas relações familiares, se ela tem tempo para fazer as coisas de que gosta ou se vive sempre em conflito.</p>
<p>Folha – Se a doença levar a hábitos mais saudáveis, então ela não é de todo ruim…</p>
<p>Burkhard &#8211; A doença é um alerta para mudar o ritmo do dia-a-dia. Fatores psicossomáticos afetam o corpo físico, a doença se manifesta, e a pessoa é forçada a dar uma parada obrigatória. O ideal seria que fizéssemos pequenas paradas espontâneas para ver como está a vida, mas ninguém faz isso. Quem leva uma vida cheia de desarmonia e não pára de vez em quando para corrigir o caminho que está trilhando termina sendo obrigado a parar quando a doença surge. Essa parada pode ser uma grande oportunidade para olhar para trás e ver o que está em desacordo com os desejos da pessoa.</p>
<p>Folha – E como se dá a cura?</p>
<p>Burkhard – O processo de cura começa com a busca do conhecimento interno, que é feito com o <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>. Também damos aos pacientes a oportunidade de se expressarem pela pintura, modelagem, música. Cada um vai descobrindo aquilo que gosta, o que incomoda. O <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> não é só uma forma de diagnóstico, é um processo altamente terapêutico. O autoconhecimento é fundamental para conseguir bem-estar e saúde. Você precisa conhecer as diversas paisagens por onde já passou para poder redirecionar o futuro adequadamente.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</a></p>
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		<item>
		<title>Tecendo o Fio do Destino &#8211; O Curso</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 17:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>terapiab</dc:creator>
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		<category><![CDATA[tecer]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Tecendo o Fio do Destino &#160; “Destino? Agulha no palheiro onde o homem se procura O tempo inteiro” Lindolfo Bell &#160; Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/">Tecendo o Fio do Destino &#8211; O Curso</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="storycontent">&nbsp;</p>
<p class="snap_preview">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="center"><font face="Antropos"><font size="5">Tecendo o Fio do Destino</font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/amor_alem_da_vida.jpg" title="amor_alem_da_vida.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/amor_alem_da_vida.jpg" alt="amor_alem_da_vida.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="left">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><span style="text-align: center; display: block"></span></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">“<font size="2">Destino?</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">Agulha no palheiro</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">onde o homem se procura</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">O tempo inteiro”</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">	Lindolfo Bell</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> Cada um de nós nasce com um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s em que vivemos. </font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> Este curso tem o objetivo de buscar o fio do <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, como aquarela, modelagem em argila, <a href="/category/tear/" title="View all posts filed under tear">tear</a>, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. </font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências. </font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Instituto Gaia, à Rua Almirante Alexandrino, 2495A, Santa Teresa, Rio de Janeiro. O primeiro encontro será em 24 de novembro de 2007, de 8:30h às 17h. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone <span class="skype_tb_injection"><span class="skype_tb_injection_left"><span style="background-image: url('//skype_ff_toolbar_win/content/cb_normal_m.gif')" class="skype_tb_injection_left_img"><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /></span></span><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><span class="skype_tb_injection_right"><span style="background-image: url('//skype_ff_toolbar_win/content/cb_normal_m.gif')" class="skype_tb_innerText"><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" />(22) 9254-4866</span></span></span> ou pelo e-mail <a href="https://mail.google.com/mail?view=cm&amp;tf=0&amp;to=%20%3Cscript%20language=%27JavaScript%27%20type=%27text/javascript%27%3E%20%3C%21--%20var%20prefix%20=%20%27ma%27%20+%20%27il%27%20+%20%27to%27;%20var%20path%20=%20%27hr%27%20+%20%27ef%27%20+%20%27=%27;%20var%20addy38961%20=%20%27marceloguerra%27%20+%20%27@%27;%20addy38961%20=%20addy38961%20+%20%27gmail%27%20+%20%27.%27%20+%20%27com%27;%20document.write%28%20%27%3Ca%20%27%20+%20path%20+%20%27%5C%27%27%20+%20prefix%20+%20%27:%27%20+%20addy38961%20+%20%27%5C%27%3E%27%20%29;%20document.write%28%20addy38961%20%29;%20document.write%28%20%27%3C%5C/a%3E%27%20%29;%20//--%3E%5Cn%20%3C/script%3E%3Cscript%20language=%27JavaScript%27%20type=%27text/javascript%27%3E%20%3C%21--%20document.write%28%20%27%3Cspan%20style=%5C%27display:%20none;%5C%27%3E%27%20%29;%20//--%3E%20%3C/script%3EEste%20endere%C3%A7o%20de%20e-mail%20est%C3%A1%20sendo%20protegido%20de%20spam,%20voc%C3%AA%20precisa%20de%20Javascript%20habilitado%20para%20v%C3%AA-lo%20%3Cscript%20language=%27JavaScript%27%20type=%27text/javascript%27%3E%20%3C%21--%20document.write%28%20%27%3C/%27%20%29;%20document.write%28%20%27span%3E%27%20%29;%20//--%3E%20%3C/script%3E">  <script language="JavaScript" type="text/javascript">  <!--  var prefix = \'&#109;a\' + \'i&#108;\' + \'&#116;o\';  var path = \'hr\' + \'ef\' + \'=\';  var addy74635 = \'m&#97;rc&#101;l&#111;g&#117;&#101;rr&#97;\' + \'&#64;\';  addy74635 = addy74635 + \'t&#101;r&#97;p&#105;&#97;b&#105;&#111;gr&#97;f&#105;c&#97;\' + \'&#46;\' + \'c&#111;m\' + \'&#46;\' + \'br\';  document.write( \'<a \' + path + \'\'\' + prefix + \':\' + addy74635 + \'\'>\' );  document.write( addy74635 );  document.write( \'<\/a>\' );  //-->\n </script></a><a href="https://mail.google.com/mail?view=cm&amp;tf=0&amp;to=marceloguerra@terapiabiografica.com.br" target="_blank">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a><script language="JavaScript" type="text/javascript">  <!--  document.write( \\'<span style=\\\'display: none;\\\'>\\' );  //-->  </script><span style="display: none">Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo  <script language="JavaScript" type="text/javascript">  <!--  document.write( \\'</\\' );  document.write( \\'span>\\' );  //-->  </script></span></font></p>
<p style="text-indent: 1.27cm; margin-top: 0.21cm; margin-bottom: 0pt; line-height: 0.6cm; widows: 2; orphans: 2" class="western" align="justify">&nbsp;</p>
<p style="text-indent: 1.27cm; margin-top: 0.21cm; margin-bottom: 0pt; line-height: 0.6cm; widows: 2; orphans: 2" class="western" align="justify"> <em><font size="2">Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga</font></em><font size="2">? (L</font><font size="3">eonardo Boff)</font></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/">Tecendo o Fio do Destino &#8211; O Curso</a></p>
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		<title>Supere-se</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 11:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Post from: Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo GuerraSupere-se<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/supere-se/">Supere-se</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8M-DzaP-AMA&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8M-DzaP-AMA&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/supere-se/">Supere-se</a></p>
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		<title>O Sentido da Vida</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sentido da vida apresenta-se de duas formas, uma mais imediata e uma mais transcendental, e ele manifesta-se pela vocação, que é uma palavra derivada da palavra “voz”. A vocação, portanto, é um chamado para uma tarefa a ser realizada &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/">O Sentido da Vida</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/jbridges4.jpg" title="jbridges4.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/jbridges4.jpg" alt="jbridges4.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="left">O <a href="/category/sentido-da-vida/" title="View all posts filed under sentido da vida">sentido da vida</a> apresenta-se de duas formas, uma mais imediata e uma mais transcendental, e ele manifesta-se pela vocação, que é uma palavra derivada da palavra “voz”. A vocação, portanto, é um chamado para uma tarefa a ser realizada no presente, mas que aponta para o futuro.</p>
<p class="western" align="left">	Em determinados momentos da vida, ouvimos internamente um chamado, assim como nos contos de fadas e nos mitos. Como reagimos ao chamado? Nos lançamos à aventura de viver o <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> que trazemos impresso em nosso eu interior ou fingimos que não o ouvimos e, com medo do desconhecido, nos fechamos em padrões de <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> aos quais já nos habituamos, mesmo que não sejam agradáveis, mas pelo menos já estamos acostumados a eles?</p>
<p class="western" align="left">	A filosofia e a ciência, desde o início da Renascença têm se esforçado para fazer crer que não existe um sentido transcendental para o ser humano. Provavelmente como reação aos abusos cometidos na Idade Média em nome de Deus, cujo nome foi usado para justificar toda sorte de explorações e absurdos.</p>
<p class="western" align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/manmachine.jpg" title="manmachine.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/manmachine.jpg" alt="manmachine.jpg" /></a></p>
<p class="western" align="left">	O rápido desenvolvimento tecnológico que começou no século XX nos faz sentirmo-nos p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de uma engrenagem, que funciona por si mesma e que não possui um sentido transcendente. Qual a conseqüência disso? A depressão, a superficialidade das relações, o vazio existencial. Afinal, se eu sou apenas uma p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de um mecanismo, eu posso ser substituído sem prejuízos para tal mecanismo. É para isto que eu sirvo? O ser humano enquanto indivíduo, enquanto ser único, imbuído de uma missão de vida, imbuído de qualidades únicas, ficou relegado a um segundo plano, talvez terceiro ou quarto.</p>
<p class="western" align="left">	E, no entanto, o ser humano sofre! Sofre por não perceber o sentido maior de sua vida. O resgate deste sentido, desta missão, deste <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, é hoje prioridade para o homem, para que possa alcançar maior realização em sua vida e levar felicidade e realização à vida dos outros.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/">O Sentido da Vida</a></p>
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		<title>A Individuação segundo Goethe</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 23:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Quem sou eu? O que eu fiz? Eu recolhi tudo aquilo que observei e aprendi. Minhas obras foram alimentadas por uma multidão de individuos diversos, de ignorantes e sábios, de sagazes e tolos. Infância, idade madura e velhice &#8211; todas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/">A Individuação segundo Goethe</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/goethe.jpg" title="goethe.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/goethe.jpg" alt="goethe.jpg" /></a></p>
<p><font size="4">&#8220;Quem sou eu? O que eu fiz? Eu recolhi tudo aquilo que observei e aprendi. Minhas obras foram alimentadas por uma multidão de individuos diversos, de ignorantes e sábios, de sagazes e tolos. Infância, idade madura e velhice &#8211; todas vieram me oferecer seus pensamentos, seus poderes, sua maneira de ser. Muitas vezes recolhi aquilo que outros semearam. Minha obra é a de um ser coletivo e leva o nome de Goethe.&#8221; </font></p>
<p>(17 de Fevereiro de 1832)</p>
<p>&#8220;Conversações com Goethe&#8221; by Johann Peter Eckermann.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/">A Individuação segundo Goethe</a></p>
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		<title>Psicoterapia Antroposófica</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/psicoterapia-antroposofica/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 13:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[  Linha alternativa de abordagem psicoterápica com base na filosofia criada pelo pensador austríaco Rudolf Steiner, no final do século XIX. Baseando-se nos estudos esotéricos da Helena Petrowna Blavatski e na teoria filosófica de Goethe, Steiner criou a Antroposofia suas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/psicoterapia-antroposofica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/psicoterapia-antroposofica/">Psicoterapia Antroposófica</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/rs18.jpg" title="rs18.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/rs18.jpg" alt="rs18.jpg" /></a></p>
<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Linha alternativa de abordagem psicoterápica                  com base na filosofia criada pelo</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> pensador austríaco Rudolf Steiner, no final do século XIX. Baseando-se nos estudos esotéricos da Helena Petrowna Blavatski e na teoria filosófica de Goethe, Steiner criou a Antroposofia suas inúmeras aplicações em todas as áreas do conhecimento humano (Medicina, Farmácia, Arquitetura, Engenharia, Dança, etc). A Psicologia Antroposófica foi uma lacuna deixada por Steiner e que passou a ser preenchida na segunda metade do século passado por autores como Rudolf Treichler e seu filho Markus Treichler, porém sem conformar-se ainda como uma teoria completa. Uma das grandes contribuições para o entendimento da Psicologia Humana é o estudo da Biografia. No Brasil, a médica alemã Gudrun Burckhart desenvolveu centros de estudo <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, como o Artemísia em São Paulo, onde pessoas se propõem a passar um final de semana ou um semana, revendo em grupo o curso de suas vidas. Como <a href="/category/psicoterapia/" title="View all posts filed under psicoterapia">psicoterapia</a> propriamente dita, a Antroposofia ainda conseguiu se definir até o momento. O que se vê é que existe uma tendência forte em unir as idéias antroposóficas à outras linhas pré-existentes, variando muitíssimo de terapeuta para terapeuta. Terapias coadjuvantes ligadas à Antroposofia podem ser muitos úteis, quando associadas a uma <a href="/category/psicoterapia/" title="View all posts filed under psicoterapia">psicoterapia</a>: Massagem Rítmica, Eurithmia Curativa e Terapia Artística, por exemplo. A própria medicação antroposófica (homeopática, fitoterápica ou alquímica) facilita muitíssimo o desenrolar do processo psicoterapêutico, seja em que linha for.</font></p>
<p>Artigo escrito por <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dr. Bernardo Lynch de Gregório</font></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/psicoterapia-antroposofica/">Psicoterapia Antroposófica</a></p>
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		<title>O Livre Arbítrio e as Circunstâncias da Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 12:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; “O ser humano não é completamente condicionado e definido. Ele define a si próprio seja cedendo às circunstâncias, seja se insurgindo diante delas. Em outras palavras, o ser humano é, essencialmente, dotado de livre-arbítrio. Ele não existe simplesmente, mas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/o-livre-arbitrio-e-as-circunstancias-da-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/o-livre-arbitrio-e-as-circunstancias-da-vida/">O Livre Arbítrio e as Circunstâncias da Vida</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="entrybody">
<p align="center"> 			<a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/pequin.jpg" title="pequin.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/pequin.jpg" alt="pequin.jpg" /></a></p>
<p class="snap_preview">
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>“O ser humano não é completamente condicionado e definido. Ele define a si próprio seja cedendo às circunstâncias, seja se insurgindo diante delas. Em outras palavras, o ser humano é, essencialmente, dotado de livre-arbítrio. Ele não existe simplesmente, mas sempre decide como será sua existência, o que ele se tornará no momento seguinte.”</p>
<p>Viktor Frankl</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/o-livre-arbitrio-e-as-circunstancias-da-vida/">O Livre Arbítrio e as Circunstâncias da Vida</a></p>
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		<title>Pó e Luz</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 12:33:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Não há oposição entre o conhecimento de si mesmo que a psicologia propõe e o conhecimento de si mesmo que a espiritualidade propõe. Porque uma psicologia que não se abre a um itinerário espiritual corre o risco de nos enclausurar &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/">Pó e Luz</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="center"><a href="http://tecerdavida.files.wordpress.com/2007/08/francisco_sol.jpg" title="francisco_sol.jpg"><img src="http://tecerdavida.files.wordpress.com/2007/08/francisco_sol.jpg" alt="francisco_sol.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt"><font size="3">“Não há oposição entre o conhecimento de si mesmo que a psicologia propõe e o conhecimento de si mesmo que a espiritualidade propõe. Porque uma psicologia que não se abre a um itinerário espiritual corre o risco de nos enclausurar e, mesmo, nos desesperar. (…) Assim, o que impressiona em um ser humano que entrou neste caminho de transformação é, ao mesmo tempo, sua grandeza e humildade. Ele sabe que é pó e que ao pó retornará. Mas sabe também que é luz e que à luz retornará. E o que é o ser humano, senão esta poeira que caminha para a luz e que dança nela? É a este caminhar, a esta marcha que nós somos convidados por Fílon de Alexandria, Francisco de Assis e Graf Durckheim. E a vocês todos, desejo uma boa caminhada, um belo itinerário, com cumes e vales a atravessar. Porque o importante mesmo é caminhar!”</font></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt">Extraído do Prefácio do livro Terapeutas do Deserto, de Leonardo Boff e Jean-Yves Leloup</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/">Pó e Luz</a></p>
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		<title>Transcendência e Auto-Realização</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 00:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>terapiab</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma pessoa sempre está projetando-se para além de si mesmo, dedicando-se a alguém ou a alguma coisa, em nome do amor. Desta forma, a pessoa pode encontrar sentido no mundo exterior. O homem transcende sua existência ao amar outra pessoa &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/10/transcendencia-e-auto-realizacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/10/transcendencia-e-auto-realizacao/">Transcendência e Auto-Realização</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/mother_teresa.jpg" title="mother_teresa.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/mother_teresa.jpg" alt="mother_teresa.jpg" /></a></p>
<p>Uma pessoa sempre está projetando-se para além de si mesmo, dedicando-se a alguém ou a alguma coisa, em nome do <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>.  Desta forma, a pessoa pode encontrar sentido no mundo exterior. O homem transcende sua existência ao amar outra pessoa ou dedicar-se a alguma causa, ao invés de ficar fixado em seu umbigo, contemplando-se. A auto-realização é conseqüência desta transcendência, e isto pode ser percebido em diversos exemplos de personalidades famosas, como <a href="http://saudealternativa.wordpress.com/2007/10/09/martin-luther-king-eu-tenho-um-sonho/">Martin Luther King</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Madre_Teresa_de_Calcut%C3%A1">Madre Tereza de Calcutá</a> (mesmo com seus conflitos em relação à fé), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi">Gandhi</a>, etc. Guardadas as devidas proporções, podemos encontrar esta transcendência em situações do nosso cotidiano como, por exemplo, na dedicação a nossos papéis familiares, como pais, filhos, irmãos. Assim, a melhor maneira de conseguir a felicidade é dedicando-se a causas desinteressadas.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/10/transcendencia-e-auto-realizacao/">Transcendência e Auto-Realização</a></p>
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		<title>Viver em Comunidade</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Oct 2007 23:49:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vivemos um momento em que a humanidade parece estar sendo testada em sua capacidade de lidar com o mal, representado por terrorismo, vandalismo, espancamentos gratuitos, ganância desenfreada de algumas empresas, e por aí vai. Este é o momento para que &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/07/viver-em-comunidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/07/viver-em-comunidade/">Viver em Comunidade</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/comunidade.jpg" title="comunidade.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/comunidade.jpg" alt="comunidade.jpg" /></a></p>
<p>Vivemos um momento em que a humanidade parece estar sendo testada em sua capacidade de lidar com o mal, representado por terrorismo, vandalismo, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL57819-5606,00.html">espancamentos gratuitos</a>, ganância desenfreada de algumas empresas, e por aí vai. Este é o momento para que as pessoas se organizem em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade">comunidades</a>, não somente segundo o local geográfico em que estão, mas também (e principalmente) segundo ideais espirituais.</p>
<p>Segundo um autor russo chamado Sergei Prokofieff, “quando seres humanos se unem em liberdade em torno de uma base puramente espiritual, eles podem provocar não apenas um incremento, mas uma potenciação das forças do bem no mundo, o que não é possível da mesma forma no caso de uma pessoa isolada.” (in O Encontro com o Mal).</p>
<p>Neste sentido, muitas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s têm se formado na internet, com pessoas de diferentes pontos do mundo, mas com sintonia de ideais, nem sempre bons, é verdade. Participar, não se isolar, formar laços, isto é o que precisamos realizar para trazer o BEM para o centro da mesa.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/07/viver-em-comunidade/">Viver em Comunidade</a></p>
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		<title>Vida e Destino</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 14:56:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As almas em seus carros alados, quando antes de encarnar, chegam a um grande descampado, dão uma olhada para o alto. Contemplam em seus pedestais, a Justiça, a Beleza, o Pensamento, a Temperança, o mundo das idéias eternas e imutáveis, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/04/vida-e-destino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/04/vida-e-destino/">Vida e Destino</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font face="Arial, Helvetica"><font><font face="Arial, Helvetica"><a href="http://tecerdavida.files.wordpress.com/2007/08/william-adolphe_bouguereau_1825-1905_-_la_nuit_1883.jpg" title="william-adolphe_bouguereau_1825-1905_-_la_nuit_1883.jpg"><img src="http://tecerdavida.files.wordpress.com/2007/08/william-adolphe_bouguereau_1825-1905_-_la_nuit_1883.jpg" alt="william-adolphe_bouguereau_1825-1905_-_la_nuit_1883.jpg" /></a></font></font></font></p>
<p><font face="Arial, Helvetica"><font face="Arial, Helvetica" size="2">As almas em seus carros alados, quando antes de encarnar, chegam a um grande descampado, dão uma olhada para o alto. Contemplam em seus pedestais, a Justiça, a Beleza, o Pensamento, a Temperança, o mundo das idéias eternas e imutáveis, que ficam na “planície da Verdade”, diz Platão. Logo em seguida, elas escolhem o que vai ser a “sua vida efêmera”, à qual permanecerão ligadas por obra de Necessidade. Deusa caprichosa, ela, que tece seu fuso, e suas filhas, as temidas Parcas, cortam o fio da existência quando querem. Bebendo no rio do Esquecimento, prossegue o mito, perdemos a memória dessa escolha inicial de nossas almas &#8211; sem culpa nem responsabilidade de ninguém mais &#8211; cujo vínculo permanece no </font><font size="2"><em>EU</em></font><font size="2"><em> interior</em></font><font face="Arial, Helvetica" size="2">, nosso guia e <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> ao mesmo tempo.</font></font></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/04/vida-e-destino/">Vida e Destino</a></p>
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		<title>Tecer da Vida</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 01:39:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; &#160; O destino lança seu fio sobre o qual a vida se desenrola (e, às vezes, se enrola). Tecer a vida significa colocar este fio de forma harmoniosa no conjunto de nossa existência, invidualmente e enquanto participante da sociedade. &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/02/hello-world/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/02/hello-world/">Tecer da Vida</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="entrybody">&nbsp;</p>
<p class="snap_preview">&nbsp;</p>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/coracao-tricothumbnail.jpg" title="coracao-tricothumbnail.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/coracao-tricothumbnail.jpg" alt="coracao-tricothumbnail.jpg" /></a></p>
<p>O <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> lança seu fio sobre o qual a vida se desenrola (e, às vezes, se enrola). Tecer a vida significa colocar este fio de forma harmoniosa no conjunto de nossa existência, invidualmente e enquanto participante da sociedade.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/02/hello-world/">Tecer da Vida</a></p>
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