{"id":133,"date":"2008-10-08T10:26:31","date_gmt":"2008-10-08T12:26:31","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/?p=133"},"modified":"2008-10-08T10:26:31","modified_gmt":"2008-10-08T12:26:31","slug":"entrevista-com-joseph-campbell","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/10\/entrevista-com-joseph-campbell\/","title":{"rendered":"Entrevista com Joseph Campbell"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/monomito.files.wordpress.com\/2006\/12\/josephcampbell3.jpg\" alt=\"Campbell\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: left;\"><a href=\"http:\/\/monomito.wordpress.com\/2007\/08\/24\/uma-entrevista-com-joseph-campbell\/\" target=\"_blank\">http:\/\/monomito.wordpress.com\/2007\/08\/24\/uma-entrevista-com-joseph-campbell\/<\/a><\/p>\n<div style=\"display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: left;\"><a title=\"Link permanente para Uma Entrevista com Joseph\u00a0Campbell\" rel=\"bookmark\" href=\"http:\/\/monomito.wordpress.com\/2007\/08\/24\/uma-entrevista-com-joseph-campbell\/\" target=\"_blank\">Uma Entrevista com Joseph\u00a0Campbell<\/a><\/p>\n<div style=\"display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n<\/h2>\n<div><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\">Escrito por <a href=\"http:\/\/monomito.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">Josenildo Marques<\/a><\/p>\n<div style=\"display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n<p>em 24 Agosto, 2007<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: Verdana;\">A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, n\u00ba 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre o Hindu?smo\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Hindu%C3%ADsmo\" target=\"_blank\">hindu\u00edsmo <\/a><\/span>e o livro que estava para lan\u00e7ar: o quarto volume de <em>As M\u00e1scaras de Deus<\/em>, que \u00e9 sobre o que ele chama de Mitologia Criativa. Esse livro ainda n\u00e3o foi traduzido para o portugu\u00eas, portanto creio que minha tradu\u00e7\u00e3o dessa entrevista, provavelmente a primeira a ser feita, possa oferecer uma boa introdu\u00e7\u00e3o ao tema central do livro.<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: Verdana;\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I &#8211; Em seus estudos sobre mitologia, voc\u00ea tem usado seu conhecimento de psicologia e psican\u00e1lise para interpretar mitos. Voc\u00ea acha que mais poderia ser conseguido se houvesse maior variedade de metodologias \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Sou contr\u00e1rio a metodologias por que acho que elas determinam o que voc\u00ea vai aprender. Por exemplo, o <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre o Estruturalismo\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estruturalismo\" target=\"_blank\">estruturalismo <\/a><\/span>de <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre L\u00e9vi-Strauss\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Claude_L%C3%A9vi-Strauss\" target=\"_blank\">L\u00e9vi-Strauss<\/a>. Tudo o que vai achar \u00e9 o que o estruturalismo permitir que voc\u00ea ache. E um olhar aberto aos fatos que est\u00e3o na sua frente vai ser imposs\u00edvel dessa maneira. Parece-me que assim ele se fecha para ilumina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 \u00c9 culpa da metodologia em si ou da inabilidade da pessoa para usar a metodologia como uma ferramenta de maneira mais flex\u00edvel?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Sim, sem d\u00favida, o caminho flex\u00edvel \u00e9 o mais apropriado. Voc\u00ea tem que saber correr, andar, parar e sentar-se. Mas se quiser ficar s\u00f3 sentado, ent\u00e3o vai limitar sua experi\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">No anos 20 e 30, o <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre o Funcionalismo\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Funcionalismo\" target=\"_blank\">funcionalismo <\/a><\/span>estava na moda. Voc\u00ea n\u00e3o podia fazer compara\u00e7\u00f5es interculturais; voc\u00ea tinha que interpretar tudo de acordo com o que conhecia da cultura local. Seria como examinar o ap\u00eandice no corpo humano para determinar a condi\u00e7\u00e3o do homem moderno. Voc\u00ea tem que seguir sua origem e descobrir que uso tinha em tempos remotos.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">De maneira similar, muitos dos elementos de uma cultura s\u00e3o vest\u00edgios de usos anteriores, de fun\u00e7\u00f5es remotas. E esses homens, por exemplo, Radcliffe-Brown, em seu livro (que considero espl\u00eandido) sobre os habitantes das <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre as Ilhas Andam\u00e3\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Andam%C3%A3o_e_Nicobar\" target=\"_blank\">Ilhas Andam\u00e3<\/a><\/span>, falha em entender aqueles mitos. Eles est\u00e3o todos na frente dele e sua abordagem n\u00e3o responde as perguntas. Tudo que tem que se fazer \u00e9 um pouco de compara\u00e7\u00f5es e se vai descobrir que as interpreta\u00e7\u00f5es aparecem. Ficando preso a um m\u00e9todo, ele limita sua vis\u00e3o e falha na interpreta\u00e7\u00e3o daquela cultura.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Eu suponho que a tend\u00eancia a totalizar a metodologia na ci\u00eancia poderia ser comparada ao processo de totaliza\u00e7\u00e3o na religi\u00e3o, na qual a chance de uma revela\u00e7\u00e3o \u00e9, de alguma maneira, diminu\u00edda se n\u00e3o for erradicada porque as estruturas s\u00e3o congeladas, os rituais s\u00e3o congelados. E a vitalidade, o princ\u00edpio interior de vitalidade, parece ficar estultificado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C &#8211; Bem, concordo com isso plenamente. E eu acho que essa \u00eanfase na estrutura, neste ou naquele m\u00e9todo, \u00e9 um tipo de desdobramento do monote\u00edsmo. E noto que estudiosos judeus s\u00e3o mais inclinados a isso do que os outros. Ele tem que ter apenas um modo de interpreta\u00e7\u00e3o. Veja os marxistas e os freudianos \u2013 e agora vem o estruturalismo de L\u00e9vi-Strauss, e nada mais conta. \u00c9 incr\u00edvel. \u00c9 s\u00f3 a nossa panelinha aqui e qualquer prova que n\u00e3o se encaixe deve ser descartada. Tenho uma teoria sobre isso\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Lembro-me imediatamente de O Futuro de uma Ilus\u00e3o de <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Sigmund Freud\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Freud\" target=\"_blank\">Freud<\/a><\/span>, em que ele discursa sobre a origem do <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre o Monote?smo\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Monote%C3%ADsmo\" target=\"_blank\">monote\u00edsmo <\/a>a partir da estrutura, do pai; e sabemos que as fam\u00edlias judaicas trazem isso da figura paterna. Talvez essa seja uma das ra\u00edzes psicol\u00f3gicas para esse tipo de abordagem estreita sobre a exist\u00eancia.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Exato. Em Totem e Tabu, Freud diz: &#8220;Admito que n\u00e3o consigo explicar as religi\u00f5es matriarcais&#8221;. Esqueci a p\u00e1gina, mas est\u00e1 em muitas palavras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 \u00c9 algo que ele n\u00e3o consegue entender.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 N\u00e3o consegue porque o que ele est\u00e1 seguindo em Totem e Tabu \u00e9 a horda do pai, o cl\u00e3 do irm\u00e3o e as religi\u00f5es patriarcais. Essa \u00e9 a seq\u00fc\u00eancia l\u00e1\u2026Mas, e o culto \u00e0 Grande M\u00e3e?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">No in\u00edcio, a tradi\u00e7\u00e3o hebraica \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o do guerreiro-ca\u00e7ador, n\u00e3o \u00e9 a de um povo sedent\u00e1rio que cultiva a terra e faz com\u00e9rcio. Entende? E \u00e9 dessa \u00faltima que se origina a grande civiliza\u00e7\u00e3o: agricultura, domestica\u00e7\u00e3o de animais, n\u00e3o do ca\u00e7ador errante. Os ca\u00e7adores s\u00e3o todos guiados pelo princ\u00edpio masculino: \u00e9 o homem que traz a comida. Os povos plantadores s\u00e3o guiados pelo princ\u00edpio feminino: a mulher \u00e9 an\u00e1loga \u00e0 terra, que procria e nutre. Portanto, o Dr. Freud, com seu tipo de antipatia patriarcal para com o princ\u00edpio feminino, n\u00e3o consegue lidar com isso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Eu sei que n\u00e3o se pode ter uma a\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica sem uma causa primordial, porque sem um objetivo n\u00e3o h\u00e1 como voltar ou at\u00e9 mesmo uma percep\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica como acontece com <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre \u00c9dipo\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%89dipo\" target=\"_blank\">\u00c9dipo<\/a><\/span>. N\u00e3o conseguiria imaginar <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre \u00c9dipo Rei\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%89dipo_Rei\" target=\"_blank\">\u00c9dipo Rei <\/a>sendo escrito por um chin\u00eas, ou n\u00e3o poderia imaginar algo como \u00c9dipo Rei saindo da cultura oriental. Como voc\u00ea explica isso?<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Tive uma experi\u00eancia interessante sobre isso. Quando estava na \u00cdndia, associei-me por algum tempo a uma companhia de teatro de vanguarda em Bombai que se chamava Unidade de Teatro. Era uma companhia constitu\u00edda de indianos n\u00e3o-hindus em sua maioria. O colega encarregado da companhia tinha origem \u00e1rabe e seu associado mais pr\u00f3ximo era um judeu indiano. H\u00e1 uma antiga comunidade judaica na \u00cdndia. Muito dos participantes eram parsis. Adivinhe o que estavam apresentando? Estavam apresentando \u00c9dipo Rei. Eles tinham sua clientela, que j\u00e1 estava acostumada a assistir o que estavam apresentando. Eu os assisti quando se apresentaram a seu p\u00fablico em Bombai e, alguns meses depois, quando eu estava em Nova D\u00e9lhi, eles chegaram e apresentaram \u00c9dipo Rei a um p\u00fablico totalmente hindu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Voc\u00ea n\u00e3o acreditaria! Eu estava l\u00e1 sentado, j\u00e1 tinha estado na \u00cdndia o tempo suficiente para entender o ponto de vista do p\u00fablico &#8211; e que horror! Aquelas pessoas estavam completamente chocadas. Eu nunca tinha visto tamanho tapa na cara do p\u00fablico. Eles nunca tinham visto uma trag\u00e9dia grega; nunca tinham visto uma; n\u00e3o sabiam nada sobre a tradi\u00e7\u00e3o grega.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">A \u00eanfase na \u00cdndia \u00e9 para eliminar o ego: ele n\u00e3o existe. Em s\u00e2nscrito, n\u00e3o h\u00e1 nem mesmo uma palavra para indiv\u00edduo. Os indianos n\u00e3o s\u00e3o indiv\u00edduos. S\u00e3o membros de uma casta, s\u00e3o membros de uma fam\u00edlia. Eles est\u00e3o em certos grupos et\u00e1rios; e t\u00eam certo temperamento; tudo isso s\u00e3o coisas gen\u00e9ricas. Mas l\u00e1 estava aquela coisa pessoal do tipo mais violento e a quebra de tabus. O p\u00fablico ficou horrorizado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Voc\u00ea podia ver que era uma absoluta viola\u00e7\u00e3o de tudo que j\u00e1 pensaram ver no teatro, em qualquer n\u00edvel, porque n\u00e3o existe algo como a trag\u00e9dia no Oriente. Como pode existir uma trag\u00e9dia quando se acredita na reencarna\u00e7\u00e3o?<span> <\/span>A dramaturgia oriental \u00e9 um tipo de teatro de conto de fadas: nuances amorosas e situa\u00e7\u00f5es divertidas, mas nada muito s\u00e9rio. Aquele que sofre na trag\u00e9dia oriental \u00e9 aquele quem tem que sofrer de qualquer forma. \u00c9 esse corpo impessoal. Deixem-no ir \u2013 quem se importa?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">O her\u00f3i, o tema enfatizado na mitologia hindu, n\u00e3o \u00e9 a pessoa; \u00e9 o <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Shiva\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Shiva\" target=\"_blank\">Shiva <\/a><\/span>reencarnado que nasce e morre. E os gregos transferem isso para a pessoa. No Oriente, a pessoa que falha na sua jornada \u00e9 um palha\u00e7o, um louco. No Ocidente, \u00e9 um ser humano.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Lembro que, muitos anos atr\u00e1s, quando eu estava escrevendo o <a title=\"Resenha\" href=\"http:\/\/www.livrariacultura.com.br\/scripts\/cultura\/resenha\/resenha.asp?nitem=73672\" target=\"_blank\">Her\u00f3i de Mil Faces<\/a><\/span>, quando quer que eu quisesse um exemplo de fracasso, tinha quer dar um exemplo grego. Por que os her\u00f3is gregos s\u00e3o aqueles que sofrem. Os her\u00f3is orientais s\u00e3o aqueles que est\u00e3o na jornada atrav\u00e9s do mito.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Estou tentando me lembrar de um exemplo oriental da trag\u00e9dia grega.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Voc\u00ea quer dizer algo que poderia nos dar um tapa na cara como \u00c9dipo Rex fez com os hindus?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I &#8211; Sim. Lembro-me que, embora n\u00e3o seja um paralelo, no curso da trag\u00e9dia de Beckett Esperando por Godot. Para mim, a trag\u00e9dia nessa pe\u00e7a est\u00e1 no p\u00fablico. Beckett tirou tudo, exceto o tr\u00e1gico, e deixando o tr\u00e1gico, s\u00f3 ele resta. \u00c9 apresentado s\u00f3 o b\u00e1sico, t\u00e3o completamente reduzido que a ofensa se torna devastadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Bem, posso dar um exemplo do que tocar o p\u00fablico ocidental t\u00e3o forte quanto a trag\u00e9dia ocidental que aquele p\u00fablico hindu assistiu, e \u00e9 o sacrif\u00edcio ritual hindu. Num desses sacrif\u00edcios, por exemplo, algu\u00e9m tem que tirar a pele de uma cabra e tem que tomar cuidado para que a cabra fique viva at\u00e9 que a pele seja totalmente tirada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Esse exemplo seria bom.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Esse seria, n\u00e3o seria?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 E a mitologia africana?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Ah, \u00e9 uma mitologia rica. Os treze volumes de Frobenius \u2013 The Atlantis \u2013 \u00e9 magn\u00edfico. Muito rico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Voc\u00ea fez algum trabalho nessa \u00e1rea?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Ah, sim, muito. Mas ela ainda n\u00e3o foi bem coligida em ingl\u00eas. Os alem\u00e3es e os franceses fizeram melhor, eu acho, do que os ingleses. A Inglaterra estava mais, sabe, no Congo, com armas e c\u00e2meras\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Stanley e Livingstone\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Sim. Os alem\u00e3es e os franceses foram at\u00e9 ela. Agora os ingleses est\u00e3o indo. Para mim, a coisa mais interessante nos estudos africanos recentemente \u00e9 esse alinhamento da cultura nok com a cultura effie, validando a intui\u00e7\u00e3o que Frobenius tinha no in\u00edcio do s\u00e9culo, da antiguidade daquele complexo cultural na \u00c1frica ocidental, datando-o em cerca de 1000 a.C. Frobenius foi o primeiro a reconhecer e estudar a \u00c1frica como uma unidade hist\u00f3rica, n\u00e3o apenas como um bando de tribos selvagens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Por que Frobenius ainda n\u00e3o foi traduzido para o ingl\u00eas?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Eu descobri Frobenius no per\u00edodo em que estava lendo como um louco durante a Grande Depress\u00e3o, antes de 1932. Por volta de 1939, estava t\u00e3o entusiasmado que entreguei os livros de Frobenius ao meu agente liter\u00e1rio para ver se consegu\u00edamos um editor. Tenho as cartas desses editores: &#8220;talvez interessem a alguma universidade afro-descendente, mas\u2026&#8221; Por isso Frobenius ainda n\u00e3o foi traduzido. Mas o verdadeiro motivo \u00e9 que a Sociedade Antropol\u00f3gica Americana n\u00e3o concordava com as proposi\u00e7\u00f5es dele \u2013 ela \u00e9 um desses grupos monote\u00edstas. Frobenius defendia a id\u00e9ia da difus\u00e3o; ele era um difusionista, que \u00e9 um palavr\u00e3o para a Sociedade Antropol\u00f3gica Americana. E esse homem que era grandemente respeitado na Europa \u00e9 desconhecido aqui.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Tenho uma amiga que escreveu livro sobre quest\u00f5es pol\u00edticas internacionais e foi a um editor que conhe\u00e7o muito bem. O livro foi rejeitado por esse editor porque ela s\u00f3 citava Frobenius.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Estou curioso para ver seu quarto volume.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C &#8211; O quarto volume vai sair no dia 20 de maio. Daqui a um m\u00eas depois de amanh\u00e3 \u2013 e acredite \u2013 estou contente. Trabalhei nele por quatro anos. Demorou um ano para os editores conseguirem public\u00e1-lo. Foi um pouco complicado, mas n\u00e3o vai saber quando l\u00ea-lo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Voc\u00ea poderia falar um pouco do que trata neste volume?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C &#8211; Claro. \u00c9 um livro que trata do que eu chamo de mitologia criativa. Na mitologia tradicional, \u00e0 qual os tr\u00eas primeiros volumes s\u00e3o dedicados \u2013 a primitiva, a oriental e a ocidental \u2013 os s\u00edmbolos mitol\u00f3gicos s\u00e3o herdados pela tradi\u00e7\u00e3o e o indiv\u00edduo passa pelas experi\u00eancias como planejado. Um artista criativo trabalha de maneira inversa. Ele passa por uma experi\u00eancia de alguma profundidade ou qualidade e procura as imagens com as quais represent\u00e1-la. \u00c9 o caminho inverso. Por isso o t\u00edtulo do livro \u00e9 Mitologia Criativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Ele trata do primeiro problema que \u00e9 a experi\u00eancia est\u00e9tica, que eu chamo de &#8220;apreens\u00e3o est\u00e9tica&#8221;, e ent\u00e3o apresento uma an\u00e1lise da tradi\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica que os artistas modernos europeus herdaram. Temos a antiga tradi\u00e7\u00e3o da Idade do Bronze; temos as tradi\u00e7\u00f5es semita e hebraica; temos as tradi\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas gregas. Tamb\u00e9m temos as tradi\u00e7\u00f5es dos cultos de mist\u00e9rio e a tradi\u00e7\u00e3o gn\u00f3stica; temos a tradi\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana, que era muito forte na Idade M\u00e9dia; temos a tradi\u00e7\u00e3o celta e germ\u00e2nica e assim por diante. Esse \u00e9 todo o vocabul\u00e1rio; \u00e9 um tesouro maravilhoso no qual o artista vai buscar suas imagens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">De fato, elas v\u00e3o coagular com ele se ele for um homem meio letrado. As imagens vir\u00e3o e v\u00e3o se combinar com o que ele est\u00e1 dizendo. E eu cito como meu documento principal a tradi\u00e7\u00e3o da literatura secular europ\u00e9ia dos s\u00e9culos XI e XII. Para juntar tudo isso, peguei a literatura que lidasse com temas comuns. Os dois temas comuns que, para mim, parecem apresentar uma influ\u00eancia dominante na escritura europ\u00e9ia ocidental s\u00e3o o tema de <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Trist\u00e3o\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Trist%C3%A3o\" target=\"_blank\">Trist\u00e3o <\/a><\/span>e o do <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre o Santo Graal\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Santo_graal\" target=\"_blank\">Santo Graal<\/a><\/p>\n<p>. Come\u00e7o com um grupo de escritores do fim do s\u00e9culo XII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIII. A\u00ed apresento ecos deles, primeiro em Wagner; depois a constela\u00e7\u00e3o em volta dele: <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Schopenhauer\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Schopenhauer\" target=\"_blank\">Schopenhauer <\/a>e <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Nietzsche\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nietzsche\" target=\"_blank\">Nietzsche<\/a>; e seguindo at\u00e9, \u00e9 claro, <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Thomas Mann\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Thomas_Mann\" target=\"_blank\">Mann <\/a>e <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre James Joyce\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/James_joyce\" target=\"_blank\">Joyce<\/a><\/p>\n<p>. Ent\u00e3o, de maneira geral, vou e volto com o tema da terra devastada.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Rapaz, n\u00e3o \u00e9 excitante? Esse conflito entre autoridade e experi\u00eancia individual. Esse \u00e9 meu tema principal do come\u00e7o ao fim. E com ele vem a afirma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em sua experi\u00eancia individual que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel hoje no mundo ocidental. Nossa religi\u00e3o foi importada do <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre o Levante\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Levante\" target=\"_blank\">Levante <\/a><\/span>com seu autoritarismo e at\u00e9 mesmo com a revolu\u00e7\u00e3o protestante, que foi um tipo de triunfo do esp\u00edrito individualista europeu, ainda apegado \u00e0 B\u00edblia, ent\u00e3o voc\u00ea tem que acreditar naquela coisa est\u00fapida escrita Deus-sabe-quando. Mas a verdadeira literatura secular se desliga disso. E esse desligamento acontece com o Graal. \u00c9 claro que ela come\u00e7a a florescer justamente na \u00e9poca de <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Inoc\u00eancio III\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Inoc%C3%AAncio_III\" target=\"_blank\">Inoc\u00eancio III<\/a>, o mais autorit\u00e1rio dos autorit\u00e1rios, mas acabou \u2013 parou bem ali, por volta de 1225-1230. A <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre a Inquisi\u00e7\u00e3o\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Inquisi%C3%A7%C3%A3o\" target=\"_blank\">Inquisi\u00e7\u00e3o <\/a>\u00e9 trazida \u00e0 baila em 1232 e a\u00ed temos que esperar. E a\u00ed acontece a grande mudan\u00e7a. \u00c9 claro que a\u00ed tenho que fazer uma ponte. Tenho que ir do come\u00e7o ao fim. Mas \u00e9 incr\u00edvel o quanto devemos a uns poucos que fizeram tudo o que temos, que tiveram a coragem de dizer &#8216;voc\u00eas est\u00e3o errados&#8217;. Eles s\u00e3o meus her\u00f3is. Mas temos tamb\u00e9m uma hero\u00edna, a primeira, e \u00e9 ela quem come\u00e7a tudo, seu nome \u00e9 Helo\u00edsa. A Helo\u00edsa de <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre Abelardo\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Abelardo\" target=\"_blank\">Abelardo<\/a>, ela \u00e9 a rainha do livro. Em suma, \u00e9 isso.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Voc\u00ea achou dif\u00edcil juntar todas essas coisas e chegar a essas conclus\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 Ah, n\u00e3o, nenhum problema; foi o material mitol\u00f3gico que me mostrou tudo isso. N\u00e3o tive problemas em compor as id\u00e9ias desses livros porque tenho lido esse material por literalmente quarenta anos. O problema foi comprimir tudo em quatro volumes. Minha inten\u00e7\u00e3o inicial era um volume, e foi isso que combinei com a Viking Press. Minha cabe\u00e7a estava estourando e me lembro vividamente que, num dia de manh\u00e3, acordei \u00e0s quatro da manh\u00e3 sabendo que eram quatro livros, sabendo sobre o que tratariam, engatinhei para fora da cama, de cabe\u00e7a, para n\u00e3o incomodar minha esposa, e fui ao quarto de estudos e planejei a coisa toda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">I \u2013 Engra\u00e7ado que tanto <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre William James\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/William_james\" target=\"_blank\">William James <\/a><\/span>quanto Freud tiveram experi\u00eancias semelhantes quando estavam nessa fase criativa. Freud acordou \u00e0s duas da manh\u00e3 e James, \u00e0s tr\u00eas.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\"> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">C \u2013 E eu, \u00e0s quatro\u2026est\u00e1 vendo?\u2026Por isso eu tinha mais a dizer!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Al\u00e9m disso, permito-me ir mais passionalmente do que ia nos livros anteriores porque realmente penso que o clero merece uma boa sova. Eles sabem que o que eles est\u00e3o ensinando j\u00e1 ficou para tr\u00e1s, mas ficam tentando traz\u00ea-lo de volta. Recentemente tenho tido experi\u00eancias bem agudas nesse contexto. Aqui estou eu, algu\u00e9m cuja vida toda foi dedicada \u00e0 mitologia, e a igreja agora, parece, est\u00e1 interessada em mitologia. Ent\u00e3o eles me convidam para esses di\u00e1logos e tri\u00e1logos e tetr\u00e1logos e assim por diante. E quando coloco o que considero o credo tradicional crist\u00e3o, at\u00e9 mesmo os padres anglicanos levantam suas m\u00e3os e dizem, &#8220;Ah, mas n\u00e3o acreditamos mais nisso&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">Mas eles ainda continuam com aquele livro. O que eles acreditam agora \u00e9 no amor e na humanidade e tudo isso. Eu digo a eles: bem, voc\u00ea acha isso nos Upanishads, em Lao-Ts\u00e9; voc\u00ea pode achar isso em qualquer lugar, ent\u00e3o qual \u00e9 a sua declara\u00e7\u00e3o? Eles continuam afirmando que s\u00e3o \u00fanicos. Ora, <a title=\"Verbete da Wikipedia sobre S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tom%C3%A1s_de_Aquino\" target=\"_blank\">S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino <\/a><\/span>disse que at\u00e9 um grego acreditava em Deus, mas um grego n\u00e3o acreditava que havia um pai, um filho e um esp\u00edrito santo; que o filho tornou-se homem e foi crucificado e atrav\u00e9s dessa crucifica\u00e7\u00e3o redimiu o homem do pecado original. Coloquei isso h\u00e1 apenas cinco dias e o bispo Fulano de Tal disse, &#8220;Ah, mas n\u00e3o falamos mais assim&#8221;.Ent\u00e3o, o que dizem? Ainda assim, eles continuam com aquela reivindica\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o protegendo sua f\u00e9, est\u00e3o mesmo &#8211; isso \u00e9 engra\u00e7ado. Esse movimento ecum\u00eanico na Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma piada porque est\u00e3o se apegando a sua exclusividade. Est\u00e3o tentando dizer, sem dizer abertamente, que voc\u00ea tem quer ser batizado para ser salvo &#8211; n\u00e3o podem dizer algo diferente e continuar sendo cat\u00f3licos.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;\">O homem \u00e9 redimido pelo sacrif\u00edcio de Cristo; participa-se do sacrif\u00edcio participando dos sacramentos, que foram fundados pelo pr\u00f3prio Cristo e, fora disso, &#8220;fora da igreja n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o&#8221;. E com rela\u00e7\u00e3o aos protestantes, sempre me lembro do personagem Stephen Dedalus de James Joyce, que diz no final do Retrato, quando lhe perguntam &#8220;Voc\u00ea vai se tornar um protestante?&#8221;, e ele responde, &#8220;Perdi minha f\u00e9, mas n\u00e3o perdi o respeito por mim mesmo&#8221;.<\/span><\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/10\/entrevista-com-joseph-campbell\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20Entrevista%20com%20Joseph%20Campbell&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2008%2F10%2Fentrevista-com-joseph-campbell%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, hindu\u00edsmo e o livro que estava para lan\u00e7ar: o quarto volume de As [&hellip;]<\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/10\/entrevista-com-joseph-campbell\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20Entrevista%20com%20Joseph%20Campbell&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2008%2F10%2Fentrevista-com-joseph-campbell%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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