{"id":516,"date":"2012-05-20T16:43:38","date_gmt":"2012-05-20T18:43:38","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/?p=516"},"modified":"2012-05-20T16:43:38","modified_gmt":"2012-05-20T18:43:38","slug":"hahnemann-enfrenta-a-oposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2012\/05\/hahnemann-enfrenta-a-oposicao\/","title":{"rendered":"Hahnemann enfrenta a oposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u201c<em>&#8230;t\u00eam inveja da minha reputa\u00e7\u00e3o, das minhas descobertas, dos meus escritos e dos meus tratamentos que, pela gra\u00e7a de Deus, t\u00eam tido sucesso.\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1819, aos 64 anos, Hahnemann sofre dois duros golpes. O primeiro foi infligido pelo Imperador Francisco I que, incitado por seu m\u00e9dico particular, o Dr. Von Stift, inimigo atroz da Homeopatia, pro\u00edbe a pr\u00e1tica desta arte terap\u00eautica em todo o Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro. Felizmente, o decreto n\u00e3o foi fiscalizado com muito rigor, e Hahnemann continuou a exercer sua metodologia em Leipzig, sem ser incomodado.<\/p>\n<p>O segundo golpe veio dos farmac\u00eauticos. Apesar de ser genro de um farmac\u00eautico, Hahnemann sempre questiona a consci\u00eancia profissional desta classe e considera-os incompetentes e inescrupulosos, e continua preparando e vendendo seus rem\u00e9dios e incita seus alunos a fazerem o mesmo. Em 1819, a Associa\u00e7\u00e3o dos Farmac\u00eauticos de Leipzig apresenta queixa contra ele no tribunal municipal, por exerc\u00edcio ilegal de farm\u00e1cia. Em fevereiro de 1820, contando Hahnemann 64 anos, vai a julgamento, e apresenta sua pr\u00f3pria defesa, oralmente e por escrito, num calhama\u00e7o de mais de cinco mil palavras, mas que basicamente apoiava-se em dois argumentos:<\/p>\n<ol>\n<li>como o rem\u00e9dio homeop\u00e1tico \u00e9 sempre uma droga simples, n\u00e3o pode ser considerado um medicamento que, por defini\u00e7\u00e3o regulamentar, \u00e9 uma f\u00f3rmula complexa de preparar, n\u00e3o se aplicando o privil\u00e9gio farmac\u00eautico a este caso;<\/li>\n<li>como a Homeopatia s\u00f3 trabalha com doses infinitesimais, e o farmac\u00eautico \u00e9 pago conforme o peso da subst\u00e2ncia medicinal entregue, n\u00e3o h\u00e1 justificativa para o pre\u00e7o cobrado e o farmac\u00eautico n\u00e3o ganharia portanto absolutamente nada.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A senten\u00e7a \u00e9 pesada: Hahnemann \u00e9 condenado a n\u00e3o mais exercer sua pr\u00e1tica ilegal sob pena de multa di\u00e1ria, mas recorre da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas \u00e0 Homeopatia surgem freq\u00fcentemente nos jornais para m\u00e9dicos e para leigos. Uma, at\u00e9 muito construtiva, afirma que se Hahnemann n\u00e3o atacasse tanto os m\u00e9dicos convencionais, a Homeopatia poderia receber maior aten\u00e7\u00e3o e estudos por parte deles. Uma outra, mais c\u00ednica, afirma que os pacientes tratados alopaticamente morrem do tratamento, enquanto os tratados homeopaticamente morrem da doen\u00e7a mesmo. Hahnemann n\u00e3o respondeu a estas cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Em abril de 1820, j\u00e1 com 65 anos, Hahnemann \u00e9 procurado para tratar o Pr\u00edncipe von Schwarzenberg, que no ano anterior, aos 46 anos, sofrera um derrame cerebral, e ficou com dificuldade para voltar a andar e falar e com ins\u00f4nia severa, como seq\u00fcelas. Apesar dos tratamentos, demorava muito a melhorar, e um dos seus m\u00e9dicos, que se interessava pela Homeopatia, recorre a Hahnemann. Este sente-se honrado, mas nega-se a deslocar-se, por estar muito ocupado com sua clientela, j\u00e1 sentir-se velho e cansado, e al\u00e9m do mais estar proibido de exercer a Homeopatia na \u00c1ustria. A recusa em ir ao encontro do pr\u00edncipe causa um certo esc\u00e2ndalo, mas a reputa\u00e7\u00e3o de Hahnemann estava t\u00e3o em alta, que o pr\u00edncipe foi ao seu encontro. O pr\u00edncipe chega ent\u00e3o a Leipzig para ser tratado por Hahnemann. Cabe ressaltar que o pr\u00edncipe era muito popular, por ter liderado dois ataques que impuseram duras derrotas a Napole\u00e3o, e estava no auge de sua gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do tratamento foi muito promissor, tendo o pr\u00edncipe melhorado bastante, tanto que escreveu a seu primo, o rei da Sax\u00f4nia, que estava querendo fiscalizar melhor a proibi\u00e7\u00e3o da Homeopatia em seu territ\u00f3rio, a n\u00e3o incomodar Hahnemann em sua pr\u00e1tica, e o rei aceita o pedido. Contudo, o pr\u00edncipe cansou-se do regime frugal imposto por Hahnemann e recome\u00e7ou seus excessos regados a bebidas e muita comida, tendo uma reca\u00edda ligeira. Um de seus m\u00e9dicos particulares resolveu fazer uma sangria e Hahnemann chegou aos aposentos do pr\u00edncipe no exato instante em que era feita a interven\u00e7\u00e3o. Saiu sem dizer palavra e nunca mais p\u00f4s os p\u00e9s na casa do pr\u00edncipe, que veio a morrer cinco semanas depois. A necr\u00f3psia foi realizada por Hahnemann, pelo Dr. Von Sax, m\u00e9dico particular do pr\u00edncipe, pelo Professor Clarus, um antigo inimigo da Homeopatia e pelo Dr. Bock, m\u00e9dico legista. Nela constatou-se um aumento exagerado do cora\u00e7\u00e3o do pr\u00edncipe, com les\u00f5es card\u00edacas e cerebrais importantes, e comprovando a prov\u00e1vel incurabilidade do paciente. O Professor Clarus aproveitou a oportunidade para registrar um adendo \u00e0 necr\u00f3psia, acusando a Homeopatia de ter-se revelado nefasta por ter atrasado a a\u00e7\u00e3o do tratamento en\u00e9rgico, no caso as sangrias, a que os estado do ilustre paciente obrigava. Vale dizer que este tipo de acusa\u00e7\u00e3o foi levantado, e ainda o \u00e9, v\u00e1rias vezes contra a Homeopatia. Hahnemann acompanha o cortejo f\u00fanebre, convicto de sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Neste mesmo ano tratou do ilustre Goethe, que beneficiou-se do tratamento homeop\u00e1tico e elogiou muito Hahnemann em cartas, a quem comparou a Paracelso, pelo esp\u00edrito inovador.<\/p>\n<p>Em novembro deste ano, o Conselho Municipal profere a senten\u00e7a definitiva ao recurso impetrado por Hahnemann no caso dos farmac\u00eauticos, confirmando a proibi\u00e7\u00e3o da entrega de rem\u00e9dios, mas fazendo uma ressalva de que ele estava liberado para faz\u00ea-lo em casos de urg\u00eancias, ou se n\u00e3o houvesse nenhuma farm\u00e1cia de f\u00e1cil acesso, e no caso dos indigentes, a quem eram entregues sem custos. Hahnemann n\u00e3o concordou, mas conteve sua ira. Estas concess\u00f5es, na verdade, s\u00e3o praticamente as mesmas feitas a qualquer m\u00e9dico \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>O Professor Clarus e seus companheiros aumentam os ataques a Hahnemann e seus alunos, inclusive com persegui\u00e7\u00f5es profissionais e jur\u00eddicas. Em um epis\u00f3dio lament\u00e1vel, um oficial de justi\u00e7a apreende rem\u00e9dios homeop\u00e1ticos na casa de Karl Franz e os queima no adro da igreja de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Leipzig \u00e9 assolada por uma epidemia de febre que causa pet\u00e9quias (pequenas manchas avermelhadas por extravasamento de sangue dos capilares), possivelmente a nossa t\u00e3o conhecida dengue, e Hahnemann publica um artigo afirmando que n\u00e3o se trata de escarlatina, mas de febre p\u00farpura e o tratamento com Belladonna n\u00e3o resultar\u00e1 em sucesso, devendo ser usado para esta epidemia o Aconitum. O Professor Clarus e mais uma d\u00fazia de m\u00e9dicos partem para o ataque, afirmando que trata-se sim de escarlatina e que os rem\u00e9dios \u00e0 base de Belladonna que prescrevem est\u00e3o corretos, e que Hahnemann \u00e9 um ignorante no que tange a diagn\u00f3stico e um impostor em terap\u00eautica, e que haviam descoberto a Belladonna bem antes que ele. Logo no dia seguinte, o Dr. M\u00fcller, um colega de Hahnemann afirma, no mesmo jornal tratar-se de febre p\u00farpura e confirma a efic\u00e1cia de Aconitum nos seus pacientes acometidos pela epidemia.<\/p>\n<p>Alguns dias depois, Hahnemann responde: \u201cExistem treze personagens, meus colegas nesta cidade, que se debatem energicamente para provar aos leitores que t\u00eam inveja da minha reputa\u00e7\u00e3o, das minhas descobertas, dos meus escritos e dos meus tratamentos que, pela gra\u00e7a de Deus, t\u00eam tido sucesso.\u201d<\/p>\n<p>Estes m\u00e9dicos e os farmac\u00eauticos perpetram repetidos ataques a Hahnemann, tentando obrig\u00e1-lo a sair de Leipzig, mas o presidente da C\u00e2mara Municipal da cidade envia ao supremo tribunal, em Dresden, um protesto assinado por quarenta cidad\u00e3os contra estes ataques. O tribunal acata o protesto dos reclamantes e autoriza Hahnemann a permanecer na cidade, que por\u00e9m j\u00e1 estava farto desta cidade, sentindo-se apenas tolerado a\u00ed. Os m\u00e9dicos contr\u00e1rios \u00e0 Homeopatia, liderados por Clarus, o atacam incessantemente; os farmac\u00eauticos o vigiam para que n\u00e3o prepare e entregue medicamentos aos seus pacientes (e ele continua n\u00e3o confiando na integridade destes para preparar suas receitas, apesar de seu Dicion\u00e1rio de Farm\u00e1cia ser uma obra de refer\u00eancia para praticamente todos os farmac\u00eauticos alem\u00e3es); sua mulher e suas filhas s\u00e3o v\u00edtimas de zombarias nas ruas, sendo chamadas de a \u201cfam\u00edlia do charlat\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Hahnemann escreve uma carta a um irm\u00e3o de ma\u00e7onaria, na tentativa de voltar a Gotha, onde dirigira o manic\u00f4mio de um louco s\u00f3, mas n\u00e3o obt\u00e9m resposta. Recebe propostas para instalar-se na Pr\u00fassia, onde as leis farmac\u00eauticas s\u00e3o mais brandas, mas n\u00e3o deseja mais sair de sua Sax\u00f4nia natal.<\/p>\n<p>Em junho de 1821, aos 66 anos, Hahnemann muda-se para a pequena cidade de Coethen, deixando para tr\u00e1s Leipzig onde, apesar dos intensos ataques sofridos, a Homeopatia criou fortes ra\u00edzes. O duque Ferdinando, que governa esta regi\u00e3o, \u00e9 um de seus pacientes mais fi\u00e9is, e tamb\u00e9m seu irm\u00e3o de ma\u00e7onaria, e Hahnemann escreve-lhe pedindo autoriza\u00e7\u00e3o para a\u00ed instalar-se. A resposta do duque veio quase que imediata, dando-lhe calorosas boas vindas e autorizando-o a manipular seus pr\u00f3prios rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>Esta mudan\u00e7a \u00e9 diferente das anteriores, pois Hahnemann conquistara prest\u00edgio e dinheiro, apesar dos ataques inclementes de seus opositores. S\u00e3o 11 carro\u00e7as carregadas de m\u00f3veis, roupas, livros, todos os seus pertences, enfim. Eles partem na madrugada de 13 de junho de 1821, sob o olhar de despedida de numerosos disc\u00edpulos que vieram despedir-se. Dois destes disc\u00edpulos acompanham-nos a Coethen, os Drs. Augusto Haynel e Teodoro Mossdorf, este \u00faltimo noivo de Lu\u00edsa, sua filha mais nova.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 dist\u00e2ncia pequena de 50 quil\u00f4metros e Leipzig a Coethen, eles chegam \u00e0 nova moradia \u00e0 noite deste mesmo dia, e ficam numa estalagem por oito dias, tempo necess\u00e1rio para aprontar a nova casa. Alguns m\u00e9dicos opositores manifestam-se hostilmente, vaiando, assobiando e jogando pedras em sua janela, mas logo isso se acalma.<\/p>\n<p>Instalam-se na nova casa, enfim, que disp\u00f5e de um amplo jardim, e \u00e9 muito bem localizada. A rotina de trabalho logo se instala tamb\u00e9m: Hahnemann e seus dois alunos come\u00e7am a atender no t\u00e9rreo da casa, suas filhas marcam as consultas,e Frau Henrietta cuida da casa. A cidade \u00e9 muito pequena, conta com seis mil habitantes, e n\u00e3o disp\u00f5e de atividades culturais ou de lazer, o que entedia e aborrece Hahnemann, que torna-se irritadi\u00e7o com sua fam\u00edlia. Cem anos antes, Johann Sebastian Bach residira a\u00ed por seis anos e a\u00ed comp\u00f4s obras importantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hahnemann consegue a\u00ed uma tranq\u00fcilidade que ainda n\u00e3o conhecia, podendo dedicar-se ao trabalho e suas pesquisas. Acorda \u00e0s seis horas no ver\u00e3o e \u00e0s sete no inverno, arruma-se, toma caf\u00e9 da manh\u00e3 com sua fam\u00edlia, d\u00e1 uma pequena volta em seu jardim, faz uma gin\u00e1stica leve , e \u00e0s nove horas come\u00e7a a atender, indo at\u00e9 o meio-dia, quando vai almo\u00e7ar com sua fam\u00edlia. Seus pratos preferidos s\u00e3o carne de vaca assada, carneiro, salm\u00e3o ou carne de ca\u00e7a. Detesta vitela ou porco, ou especiarias fortes. Sempre come vegetais, preferindo os da regi\u00e3o, como couve, feij\u00e3o, batata. Aprecia a cerveja, que considera muito importante para a manuten\u00e7\u00e3o de uma boa sa\u00fade. N\u00e3o gosta muito de vinho, mas toma eventualmente para acompanhar algum convidado. N\u00e3o suporta o caf\u00e9, que considera um verdadeiro veneno, e n\u00e3o toma ch\u00e1s, por consider\u00e1-los rem\u00e9dios e n\u00e3o bebidas refrescantes. Ap\u00f3s o almo\u00e7o, faz a sesta por cerca de uma hora. Retoma suas consultas \u00e0s duas horas da tarde e estende-se at\u00e9 \u00e0s sete da noite. Seu lugar preferido \u00e9 seu jardim, onde volta ap\u00f3s o trabalho para mais um passeio. Seguia para jantar com sua fam\u00edlia, e depois sentava-se nos fundos de sua casa e fumava em seu velho cachimbo de barro. O fumo causou-lhe uma bronquite cr\u00f4nica que o faz tossir e pigarrear freq\u00fcentemente.<\/p>\n<p>Em 1822, foi fundado pelo seu disc\u00edpulo Dr. Stapf um jornal especializado na Homeopatia, chamado Arquivos de Medicina Homeop\u00e1tica, o que muito agrada a Hahnemann, aumentando a admira\u00e7\u00e3o que j\u00e1 nutria por este aluno.<\/p>\n<p>Em 1824, aos 69 anos, Hahnemann d\u00e1 a m\u00e3o de sua filha Lu\u00edsa em casamento ao Dr. Mossdorf, que trabalhava, por indica\u00e7\u00e3o do sogro, como m\u00e9dico da fam\u00edlia do duque Ferdinando. Apesar de seus altos sal\u00e1rios, Mossdorf afunda-se em d\u00edvidas, sua sogra nutre um desgosto muito grande, e Lu\u00edsa volta a viver com seus pais e Mossdorf deixa a cidade. Hahnemann assume o posto de m\u00e9dico da fam\u00edlia do duque, como uma quest\u00e3o de honra, e \u00e9 reconhecido por este gesto atrav\u00e9s de v\u00e1rias cartas muito gratas que o duque Ferdinando lhe envia, e at\u00e9 mesmo pelo jornal local. O duque nomeia Hahnemann seu conselheiro.<\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2012\/05\/hahnemann-enfrenta-a-oposicao\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20Hahnemann%20enfrenta%20a%20oposi%C3%A7%C3%A3o&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2012%2F05%2Fhahnemann-enfrenta-a-oposicao%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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