{"id":697,"date":"2013-07-12T08:56:34","date_gmt":"2013-07-12T11:56:34","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/?p=697"},"modified":"2013-10-03T15:56:22","modified_gmt":"2013-10-03T18:56:22","slug":"saberes-medicos-e-sentidos-da-vida-entrevista-ao-jornal-a-voz-da-serra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2013\/07\/saberes-medicos-e-sentidos-da-vida-entrevista-ao-jornal-a-voz-da-serra\/","title":{"rendered":"Saberes m\u00e9dicos e sentidos da vida &#8211; Entrevista ao Jornal A Voz da Serra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/marcelo_vozdaserra.jpg\"><a href=\"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/marcelo_vozdaserra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-729\" alt=\"marcelo_vozdaserra\" src=\"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/marcelo_vozdaserra-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/marcelo_vozdaserra-300x199.jpg 300w, https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/marcelo_vozdaserra.jpg 440w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/a><\/p>\n<p><i><b>Maur\u00edcio Siaines<\/b><\/i><\/p>\n<div>Marcelo Guerra \u00e9 um m\u00e9dico homeopata que atende no centro de Nova Friburgo, em Lumiar e em Cantagalo. Escreve para o site Personare e organiza, tamb\u00e9m, \u201cviv\u00eancias de terapia biogr\u00e1fica em grupo\u201d, em Nova Friburgo e em S\u00e3o Paulo. Nestas \u00faltimas, procura levar o grupo a compartilhar fatos das vidas dos componentes do grupo, buscando \u201cum fio de sentido\u201d que conecte esses fatos, procurando levar os participantes \u00e0 consci\u00eancia desse sentido para poder ajustar suas vidas a seus sentidos<\/div>\n<div>Marcelo deu entrevista para A VOZ DA SERRA, no s\u00e1bado, 6 de outubro, em Lumiar, falando de suas experi\u00eancias e de sua vis\u00e3o de mundo e da medicina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong>A VOZ DA SERRA<\/strong> \u2013 Fale um pouco de sua trajet\u00f3ria de vida.<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Nasci em S\u00e3o Gon\u00e7alo (RJ) e vivi l\u00e1 at\u00e9 os 22 anos. Estudei medicina na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na Ilha do Fund\u00e3o. Antes, estudei em S\u00e3o Gon\u00e7alo na Escola [Municipal Presidente] Castelo Branco e depois em Niter\u00f3i, no [Instituto] Gay Lussac. Uma hist\u00f3ria curiosa dessa escola em que estudei: quando era pequeno, passava ao local onde depois foi constru\u00edda essa escola e n\u00e3o tinha obra, n\u00e3o tinha nada, era uma ch\u00e1cara. E eu dizia para minha av\u00f3 que ia estudar ali. Explicavam-me que n\u00e3o estudaria ali, porque era uma casa, onde moravam pessoas. Depois, demoliram e fizeram essa escola. E fui estudar l\u00e1. Quando fui estudar no Fund\u00e3o, era uma hora e meia para l\u00e1 e uma hora e meia para c\u00e1 &#8230; Isto quando n\u00e3o tinha engarrafamento, quando n\u00e3o quebrava o \u00f4nibus da CTC (Companhia de Transportes Coletivos do Estado do Rio de Janeiro). Depois, vim para o interior [do estado].<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Por que esta sua escolha de mudar-se para o interior?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Tinha um tio-av\u00f4 que havia comprado um s\u00edtio em Monnerat [distrito de Duas Barras]. Esse tio-av\u00f4 e minha av\u00f3 s\u00e3o de Euclidel\u00e2ndia, em Cantagalo. Foram criados em Macuco e mudaram-se para Niter\u00f3i\u2014ainda adolescentes. E ficaram com aquela vis\u00e3o id\u00edlica dessa Regi\u00e3o Centro-Norte. E a\u00ed, esse tio comprou o s\u00edtio e, quando eu tinha 12 anos, me convidava para passar fins de semana e f\u00e9rias. E eu adorei Monnerat &#8230; Vinha a Friburgo, que achava linda\u2014acho ainda. Depois, meu tio loteou o s\u00edtio para os parentes com presta\u00e7\u00f5es a perder de vista. E minha m\u00e3e comprou um lote e fez uma casa. E v\u00ednhamos nos fins de semana e nas f\u00e9rias. Assim, j\u00e1 tinha contato com as pessoas de Monnerat e gostava muito, meu sonho era morar em Monnerat, trabalhar l\u00e1. Quando pude fui para l\u00e1. Minha ent\u00e3o esposa, que trabalhava no Banco do Brasil, transferiu-se para Cordeiro, montei um consult\u00f3rio em Monnerat, arranjei emprego no hospital de Bom Jardim, depois na Prefeitura de Duas Barras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 O consult\u00f3rio j\u00e1 era de medicina homeop\u00e1tica?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 N\u00e3o, era de pediatria. Depois fui trabalhar em Cantagalo, que foi o lugar em que tive mais clientes. Nessa \u00e9poca, fui fazer o curso de homeopatia, no Rio, no Instituto Hahnemanniano Brasileiro (IHB). E continuei a trabalhar em Cantagalo e nos outros hospitais, em Val\u00e3o do Barro, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Alto, em Macuco, em Cambuci.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Sua vida profissional foi, ent\u00e3o, sempre no interior?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Sempre no interior. Hoje, quando converso com colegas, ou com minha filha que estuda medicina, vejo como \u00e9 diferente a forma como a medicina \u00e9 exercida no interior e na cidade grande. Agora, voltei a atender em Cantagalo. Quando chego l\u00e1 e encontro as pessoas, \u00e9 como se fosse um reencontro de amigos. Isso n\u00e3o existe mais na cidade grande.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Falando em cultura do interior, h\u00e1 um grande diferen\u00e7a entre o interior de S\u00e3o Paulo e do estado do Rio. Em S\u00e3o Paulo, o interior \u00e9 muito vivo, rico, e o estado do Rio parece ter sido meio esquecido, mas agora parece estar se revitalizando &#8230;<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 N\u00e3o sei &#8230; Cantagalo, por exemplo, \u00e9 muito arrumadinho, muito bonito, mas sinto que os jovens que se formam n\u00e3o t\u00eam como trabalhar, precisam sair. Aqui em Friburgo, tamb\u00e9m. Acho que isso reflete a decad\u00eancia econ\u00f4mica do estado todo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Voc\u00ea era pediatra e de onde veio essa inclina\u00e7\u00e3o pela homeopatia?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Minha rela\u00e7\u00e3o inicial com a homeopatia era de rep\u00fadio. Estudei no Fund\u00e3o e l\u00e1 a homeopatia \u00e9 vista como n\u00e3o sendo medicina. Mas, um dia, tive contato com um professor que estava levando um filho ao m\u00e9dico homeopata. E ele me contou que o filho tinha asma, que nunca melhorava, tinha crises uma atr\u00e1s da outra, e melhorou com a homeopatia, n\u00e3o teve mais crises. E ele me disse: \u201cN\u00e3o sei como \u00e9, mas funciona\u201d. E ent\u00e3o fui assistir a uma palestra [sobre homeopatia] e gostei. A\u00ed me inscrevi no curso\u2014ainda meio desconfiado. Isso foi em 1990. Fui ver qual era e acabei fazendo o curso todo e descobrindo ali o meu graal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 O santo graal?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Tinha acabado de ler a hist\u00f3ria do Parsifal e ele, quando entra no castelo onde est\u00e1 o graal, v\u00ea o graal, mas n\u00e3o sabe o que \u00e9. Depois ele fica sabendo e tenta de novo chegar l\u00e1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Mas por que foi o seu graal?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Porque estudei homeopatia mas, apesar de ter logo sucesso com os clientes, os tratamentos dando certo, ficava sempre assim como se n\u00e3o fosse bem aquilo. Depois fui fazer acupuntura, depois terapia biogr\u00e1fica &#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 E a psican\u00e1lise?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 A psican\u00e1lise aconteceu em Niter\u00f3i. Ainda durante a faculdade fiz dois anos de [forma\u00e7\u00e3o em] psican\u00e1lise lacaniana, na Escola de Psican\u00e1lise de Niter\u00f3i. Mas era como se eu estivesse sempre procurando uma outra coisa que complementasse, achando que faltava alguma coisa. Mas, no fim das contas, vi que meu graal era a homeopatia. Ali \u00e9 que estava o que eu precisava, o que eu buscava, a vis\u00e3o de pessoa, a vis\u00e3o de como lidar com a doen\u00e7a, de como lidar com o paciente, estava tudo ali. As outras [tend\u00eancias de pensamento] falam coisas muito semelhantes, apesar de teoricamente serem muito diferentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 H\u00e1 quem entenda o sucesso da homeopatia em parte como efeito psicossom\u00e1tico, isto \u00e9, como algo que tem efeito sobre o corpo a partir de uma situa\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, relacionado com algo como uma cren\u00e7a, ou uma cren\u00e7a compartilhada por um grupo social que, assim, interfere na realidade corporal. Como voc\u00ea v\u00ea isso?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Pois \u00e9, mas h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de pacientes que n\u00e3o acreditam na homeopatia. E h\u00e1 tamb\u00e9m o paciente que diz o seguinte: \u201cAh! Me dou muito bem com a homeopatia porque acredito\u201d. Eu discordo, porque n\u00e3o \u00e9 isso, n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de acreditar. \u00c9 a quest\u00e3o, por exemplo, da homeopatia veterin\u00e1ria: o cachorro n\u00e3o acredita em nada, o passarinho n\u00e3o acredita em nada. Uma planta: agora usa-se homeopatia na agricultura. Como seria poss\u00edvel uma planta melhorar de uma doen\u00e7a com a homeopatia? N\u00e3o \u00e9 por f\u00e9. N\u00e3o \u00e9 preciso acreditar, \u00e9 s\u00f3 tomar o rem\u00e9dio.<\/div>\n<div>Tive um paciente, uma vez, um senhor, que chegou irado\u2014isto foi l\u00e1 em Cambuci\u2014, ele chegou brigando, falou um monte de palavr\u00f5es e disse: \u201cS\u00f3 vim porque minha filha marcou, me obrigou a vir!\u201d. Como ele disse tudo isso antes da consulta, pensei que nem adiantaria lev\u00e1-la adiante, imaginando que ele n\u00e3o fosse tomar o rem\u00e9dio. Perguntei ent\u00e3o a ele: \u201cAntes de perdermos tempo, se eu passar algum rem\u00e9dio o senhor vai tomar?\u201d. Respondeu-me que tomaria porque a filha \u00e9 que pagaria. A\u00ed, conversei com ele, perguntei tudo, anotei e prescrevi. Funcionou e o cara ficou meu f\u00e3. Depois, me mandou um monte de pacientes. Se dependesse de acreditar, com aquele ali nada daria certo, n\u00e3o tinha a menor chance.<\/div>\n<div>Agora, como funciona? Existem algumas teorias mas n\u00e3o me aventuro [a discuti-las]. Honestamente, funcionando, n\u00e3o me interessa saber como funciona. N\u00e3o que n\u00e3o seja importante saber como funciona, \u00e9 importante, mas este n\u00e3o \u00e9 o meu trabalho, mas dos cientistas. H\u00e1 um estudioso, Jacques Benveniste, Pr\u00eamio Nobel de medicina, que descobriu o v\u00edrus da aids. Ele \u00e9 um m\u00e9dico franc\u00eas que hoje pesquisa como funciona a homeopatia, como funcionam esses rem\u00e9dios t\u00e3o dilu\u00eddos. Ele trabalha com isso, eu, n\u00e3o. Trabalho com o paciente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Aqui voc\u00ea traz a seguinte quest\u00e3o: a medicina, embora se baseie em conhecimentos cient\u00edficos, tamb\u00e9m \u00e9 uma arte, tamb\u00e9m depende da intui\u00e7\u00e3o e de percep\u00e7\u00f5es n\u00e3o necessariamente racionalizadas. O que voc\u00ea pensa disto?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Exatamente, o [Christian Friedrich Samuel] Hahnemann [1755-1843], quando escreveu o livro que \u00e9 uma esp\u00e9cie de B\u00edblia da homeopatia [em 1810], deu-lhe o nome de Organon da Arte de Curar, n\u00e3o da ci\u00eancia de curar. Se voc\u00ea vai fazer uma pintura voc\u00ea tem que aprender a t\u00e9cnica, n\u00e3o \u00e9 simplesmente a intui\u00e7\u00e3o ou a sensibilidade. Fora as pessoas excepcionais, que t\u00eam um dom especial, \u00e9 preciso ter uma t\u00e9cnica, aprender esta t\u00e9cnica, e colocar sua sensibilidade junto. Medicina \u00e9 uma arte. Tem-se hoje a ideia de medicina baseada em evid\u00eancias, que, na realidade tem sido medicina baseada em exames e muitas vezes o m\u00e9dico nem olha a cara do paciente, s\u00f3 sabe do resultado do exame. Se no exame apresentam-se tantos leuc\u00f3citos ou tantos n\u00e3o sei o qu\u00ea, n\u00e3o interessa nem se o paciente est\u00e1 bem ou n\u00e3o. \u00c0s vezes est\u00e1 bem [apesar de o exame sugerir o contr\u00e1rio]. \u00c0s vezes \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que at\u00e9 j\u00e1 acabou. Hoje em dia h\u00e1 uma enxurrada de exames e as pessoas nem conversam.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Isto faz lembrar o Nelson Rodrigues quando falava em \u201cidiotas da objetividade\u201d: esse saber muito objetivo ajuda, \u00e9 claro, mas o estado do paciente o m\u00e9dico pode perceber com aquelas pr\u00e1ticas antigas, com a observa\u00e7\u00e3o imediata da pessoa &#8230;<\/div>\n<div><em><strong>MG<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 &#8230; e a\u00ed, o exame complementar voltaria a ser realmente complementar. Hoje, na medicina convencional, acho que \u00e9 o principal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Mas isto est\u00e1 mudando, n\u00e3o \u00e9?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Est\u00e1 porque as pessoas est\u00e3o querendo, est\u00e3o precisando ser atendidas e n\u00e3o s\u00f3 examinadas, n\u00e3o s\u00f3 fazer exames complementares. As pessoas est\u00e3o querendo ter um atendimento de verdade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 S\u00e3o quase que duas profiss\u00f5es diferentes, embora complementares: a medicina praticada com a percep\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do m\u00e9dico, com o chamado \u201colho cl\u00ednico\u201d, e a medicina, digamos, te\u00f3rica.<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 E o te\u00f3rico, o pesquisador, traz o recurso da t\u00e9cnica que permite fazer com seguran\u00e7a o trabalho junto com o paciente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Outra quest\u00e3o interessante \u00e9 a das regularidades necess\u00e1rias \u00e0 vida humana. Precisamos de uma regularidade de sono e vig\u00edlia\u2014inclusive, diferente de outros animais\u2014, assim como precisamos comer ou beber periodicamente. N\u00e3o podemos nos livrar dessas regularidades, n\u00e3o \u00e9?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 A esse respeito, pode-se pensar na rotina. A gente reclama tanto da rotina, mas ela \u00e9 necess\u00e1ria. Ela vem dos h\u00e1bitos e, estes, trazemos muito de nossa inf\u00e2ncia, do modo como fomos criados. Por exemplo: voc\u00ea est\u00e1 fazendo uma longa viagem de carro e para \u00e0s 11h. A\u00ed, come um sandu\u00edche e continua a viagem. Mas voc\u00ea tem o h\u00e1bito, desde crian\u00e7a, de almo\u00e7ar ao meio-dia. Voc\u00ea comeu e n\u00e3o est\u00e1 com fome, mas, ao meio-dia, voc\u00ea sente que est\u00e1 faltando alguma coisa. A gente vive reclamando dos h\u00e1bitos e das rotinas, mas mud\u00e1-los \u00e9 muito dif\u00edcil. E viver totalmente sem rotina \u00e9 praticamente imposs\u00edvel. Seria muito cansativo e insuport\u00e1vel e n\u00e3o ter uma rotina acaba virando uma rotina. As regularidades s\u00e3o necess\u00e1rias, fazem parte da vida da gente. Mas n\u00e3o se pode ficar escravo dos h\u00e1bitos. Nesse exemplo da viagem, a pessoa n\u00e3o pode deixar para comer s\u00f3 ao meio-dia porque, \u00e0s vezes, n\u00e3o haver\u00e1 nada na estrada para se comer a essa hora.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 \u00c9 dif\u00edcil distinguir o que \u00e9 propriamente uma necessidade do corpo do que \u00e9 criado pela mente, n\u00e3o \u00e9?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 H\u00e1 quem procure separar o que \u00e9 do corpo e o que \u00e9 da mente, mas, na realidade, tudo \u00e9 uma coisa s\u00f3. Tanto a homeopatia, quanto a medicina chinesa pensam assim.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 E quanto \u00e0 terapia biogr\u00e1fica?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Ela vem muito em cima da pessoa tomar [o controle da pr\u00f3pria vida]. Existe o livro da doutora Gudrun Burkhard, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cTomar a vida nas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d. Apesar do nome alem\u00e3o, ela \u00e9 brasileira [de S\u00e3o Paulo] e atualmente mora em Florian\u00f3polis. Muitas vezes a pessoa atribui seus problemas a outro, ou \u00e0s circunst\u00e2ncias, \u00e0 fam\u00edlia. Tamb\u00e9m acontece da pessoa ter necessidades que n\u00e3o foram satisfeitas, mas ela n\u00e3o vai voltar l\u00e1 atr\u00e1s para refazer as coisas. Pode-se buscar entender qual o sentido disso e o que se pode fazer daqui pra frente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Qual a diferen\u00e7a entre essa perspectiva e a psicanal\u00edtica?<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 \u00c9 que a psican\u00e1lise trabalha muito com o conceito do inconsciente. Na terapia biogr\u00e1fica h\u00e1 a influ\u00eancia da antroposofia, criada por Rudolf Steiner [1861-1925], e tem tamb\u00e9m a influ\u00eancia do Viktor Frankl [1905-1997], que foi psicanalista. Ele era judeu e austr\u00edaco, como Freud. Ele n\u00e3o acreditou muito que viesse a acontecer a persegui\u00e7\u00e3o aos judeus. E a\u00ed, foi preso e passou seis anos no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz. Ele criou uma nova linha de terapia, a logoterapia, baseada no sentido. Ele pensa o seguinte: os prisioneiros n\u00e3o eram sempre mandados imediatamente para a c\u00e2mara de g\u00e1s, eram postos para trabalhar. E ele se pergunta por que algumas pessoas morriam nos campos de concentra\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, de fome, de frio? Por que uns morriam e outros, n\u00e3o? Ele se perguntava o seguinte: \u201cO que faz a gente sobreviver?\u201d. A pessoa perdeu tudo, a fam\u00edlia, o nome, profiss\u00e3o, casa, todos os seus bens. Por que alguns sobreviveram mesmo assim? A partir dessa quest\u00e3o ele escreveu um livro cl\u00e1ssico, \u201cO homem em busca de sentido: um psic\u00f3logo no campo de concentra\u00e7\u00e3o\u201d. Ele diz que ter um sentido para a pr\u00f3pria vida faz com que a pessoa permane\u00e7a viva, d\u00e1 uma for\u00e7a para sobreviver.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>AVS<\/strong> \u2013 Mas existem circunst\u00e2ncias, como essa do campo de concentra\u00e7\u00e3o, em que a vida se altera tanto, que a pessoa precisa encontrar outro sentido&#8230;<\/div>\n<div><em><strong>Marcelo Guerra<\/strong><\/em>\u00a0\u2013 Ser\u00e1? O importante \u00e9 a pessoa olhar sua vida e perceber um sentido, que n\u00e3o tem que ser imut\u00e1vel. N\u00e3o \u00e9 uma ideia de um destino pesado sobre a pessoa, pois, se fosse assim, n\u00e3o seria tomar a vida em suas m\u00e3os. Quando se tem a percep\u00e7\u00e3o de um sentido em sua hist\u00f3ria de vida, consegue-se diminuir a insatisfa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>(Publicada originalmente no <a href=\"http:\/\/www.avozdaserra.com.br\/noticia\/21452\/saberes-medicos-e-sentidos-da-vida\" target=\"_blank\">Jornal A Voz da Serra em 18 de outubro de 2012<\/a>)<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2013\/07\/saberes-medicos-e-sentidos-da-vida-entrevista-ao-jornal-a-voz-da-serra\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20Saberes%20m%C3%A9dicos%20e%20sentidos%20da%20vida%20-%20Entrevista%20ao%20Jornal%20A%20Voz%20da%20Serra&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2013%2F07%2Fsaberes-medicos-e-sentidos-da-vida-entrevista-ao-jornal-a-voz-da-serra%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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Escreve para o site Personare e organiza, tamb\u00e9m, \u201cviv\u00eancias de terapia biogr\u00e1fica em grupo\u201d, em Nova Friburgo e em S\u00e3o Paulo. Nestas \u00faltimas, procura levar o grupo a compartilhar fatos das vidas dos componentes do [&hellip;]<\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2013\/07\/saberes-medicos-e-sentidos-da-vida-entrevista-ao-jornal-a-voz-da-serra\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20Saberes%20m%C3%A9dicos%20e%20sentidos%20da%20vida%20-%20Entrevista%20ao%20Jornal%20A%20Voz%20da%20Serra&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2013%2F07%2Fsaberes-medicos-e-sentidos-da-vida-entrevista-ao-jornal-a-voz-da-serra%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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