{"id":78,"date":"2008-04-14T15:10:55","date_gmt":"2008-04-14T17:10:55","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/?p=78"},"modified":"2008-04-14T15:10:55","modified_gmt":"2008-04-14T17:10:55","slug":"a-complicada-arte-de-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/04\/a-complicada-arte-de-ver\/","title":{"rendered":"A Complicada Arte de Ver"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/04\/olhos.bmp\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-79\" title=\"olhos\" src=\"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2008\/04\/olhos.bmp\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;\">&gt;&gt; Esta \u00e9 a raz\u00e3o de ser da Terapia Biogr\u00e1fica: enxergar a vida com outros olhos, olhos de ver.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;\"><span style=\"font-family: Verdana,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-small;\">Ela entrou, deitou-se no div\u00e3 e disse: &#8220;Acho que estou ficando louca&#8221;. Eu fiquei em sil\u00eancio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. &#8220;Um dos meus prazeres \u00e9 cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os piment\u00f5es &#8211; \u00e9 uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que j\u00e1 fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles an\u00e9is perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impress\u00e3o de estar vendo a ros\u00e1cea de um vitral de catedral g\u00f3tica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior \u00e9 que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os piment\u00f5es&#8230; Agora, tudo o que vejo me causa espanto.&#8221;<\/p>\n<p>Ela se calou, esperando o meu diagn\u00f3stico. Eu me levantei, fui \u00e0 estante de livros e de l\u00e1 retirei as &#8220;Odes Elementales&#8221;, de Pablo Neruda. Procurei a &#8220;Ode \u00e0 Cebola&#8221; e lhe disse: &#8220;Essa perturba\u00e7\u00e3o ocular que a acometeu \u00e9 comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual \u00e0quela que lhe causou assombro: &#8216;Rosa de \u00e1gua com escamas de cristal&#8217;. N\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 louca. Voc\u00ea ganhou olhos de poeta&#8230; Os poetas ensinam a ver&#8221;.<\/p>\n<p>Ver \u00e9 muito complicado. Isso \u00e9 estranho porque os olhos, de todos os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, s\u00e3o os de mais f\u00e1cil compreens\u00e3o cient\u00edfica. A sua f\u00edsica \u00e9 id\u00eantica \u00e0 f\u00edsica \u00f3ptica de uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na vis\u00e3o que n\u00e3o pertence \u00e0 f\u00edsica.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-small;\">William Blake sabia disso e afirmou: &#8220;A \u00e1rvore que o s\u00e1bio v\u00ea n\u00e3o \u00e9 a mesma \u00e1rvore que o tolo v\u00ea&#8221;. Sei disso por experi\u00eancia pr\u00f3pria. Quando vejo os ip\u00eas floridos, sinto-me como Mois\u00e9s diante da sar\u00e7a ardente: ali est\u00e1 uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ip\u00ea que florescia \u00e0 frente de sua casa porque ele sujava o ch\u00e3o, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos n\u00e3o viam a beleza. S\u00f3 viam o lixo.<\/p>\n<p>Ad\u00e9lia Prado disse: &#8220;Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra&#8221;. Drummond viu uma pedra e n\u00e3o viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas pessoas de vis\u00e3o perfeita que nada v\u00eaem. &#8220;N\u00e3o \u00e9 bastante n\u00e3o ser cego para ver as \u00e1rvores e as flores. N\u00e3o basta abrir a janela para ver os campos e os rios&#8221;, escreveu Alberto Caeiro, heter\u00f4nimo de Fernando Pessoa. O ato de ver n\u00e3o \u00e9 coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade \u00e9 uma busca da experi\u00eancia chamada &#8220;satori&#8221;, a abertura do &#8220;terceiro olho&#8221;. N\u00e3o sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato \u00e9 que escreveu: &#8220;Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm;\"><span style=\"font-family: Verdana,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-small;\">H\u00e1 um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois disc\u00edpulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles n\u00e3o o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do p\u00e3o, &#8220;seus olhos se abriram&#8221;. Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em &#8220;Oper\u00e1rio em Constru\u00e7\u00e3o&#8221;: &#8220;De forma que, certo dia, \u00e0 mesa ao cortar o p\u00e3o, o oper\u00e1rio foi tomado de uma s\u00fabita emo\u00e7\u00e3o, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa &#8211; garrafa, prato, fac\u00e3o &#8211; era ele quem fazia. Ele, um humilde oper\u00e1rio, um oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a se encontra no lugar onde os olhos s\u00e3o guardados. Se os olhos est\u00e3o na caixa de ferramentas, eles s\u00e3o apenas ferramentas que usamos por sua fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas &#8211; e ajustamos a nossa a\u00e7\u00e3o. O ver se subordina ao fazer. Isso \u00e9 necess\u00e1rio. Mas \u00e9 muito pobre. Os olhos n\u00e3o gozam&#8230; Mas, quando os olhos est\u00e3o na caixa dos brinquedos, eles se transformam em \u00f3rg\u00e3os de prazer: brincam com o que v\u00eaem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.<\/p>\n<p>Os olhos que moram na caixa de ferramentas s\u00e3o os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crian\u00e7as. Para ter olhos brincalh\u00f5es, \u00e9 preciso ter as crian\u00e7as por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do c\u00e9u, tornado outra vez crian\u00e7a, eternamente: &#8220;A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que h\u00e1 nas flores. Mostra-me como as pedras s\u00e3o engra\u00e7adas quando a gente as tem na m\u00e3o e olha devagar para elas&#8221;.<\/p>\n<p>Por isso &#8211; porque eu acho que a primeira fun\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 ensinar a ver &#8211; eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desv\u00e3os da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua miss\u00e3o seria partejar &#8220;olhos vagabundos&#8221;&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm;\"><span style=\"font-family: Verdana,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><em><br \/>\n<\/em><\/span><\/span><em><span style=\"font-family: Verdana,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-small;\">O texto acima foi extra\u00eddo da se\u00e7\u00e3o &#8220;Sinapse&#8221;, jornal &#8220;Folha de S.Paulo&#8221;, vers\u00e3o on line, publicado em 26\/10\/2004.<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/04\/a-complicada-arte-de-ver\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20A%20Complicada%20Arte%20de%20Ver&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2008%2F04%2Fa-complicada-arte-de-ver%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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