{"id":803,"date":"2017-11-11T17:09:08","date_gmt":"2017-11-11T20:09:08","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/?p=803"},"modified":"2017-11-11T17:09:08","modified_gmt":"2017-11-11T20:09:08","slug":"a-minha-goiabeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2017\/11\/a-minha-goiabeira\/","title":{"rendered":"A minha goiabeira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/marceloguerra.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/goiabeira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-801 aligncenter\" src=\"http:\/\/marceloguerra.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/goiabeira-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p>Eu era menino e vivia numa casa no Boa\u00e7u. Provavelmente voc\u00ea nunca ouviu falar em Boa\u00e7u, se voc\u00ea n\u00e3o mora em S\u00e3o Gon\u00e7alo. O Boa\u00e7u era um bairro pobre de uma cidade pobre. Ambos, o bairro e a cidade, cultivavam a esperan\u00e7a de prosperidade no futuro. Nem sempre o futuro chega&#8230;<\/p>\n<p>A casa nasceu de um ap\u00eandice da casa da minha av\u00f3. Eu digo \u201ccasa da minha av\u00f3\u201d, mas o meu av\u00f4 era vivo e tamb\u00e9m morava l\u00e1, mas a minha av\u00f3 materna era como uma guardi\u00e3 nossa, minha e da minha irm\u00e3. Era uma casa de uma sala e 3 quartos, uma cozinha e um banheiro, um quintal cimentado no fundo, um peda\u00e7o cimentado na frente e um pequeno jardim com algumas roseiras e uma \u00e1rvore de Natal, aquela que n\u00e3o pode crescer al\u00e9m do telhado da casa, sob pena de morte do dono da casa. A casa n\u00e3o tinha nenhum documento regularizado, portanto n\u00e3o havia oficialmente um dono que pudesse ser punido pela maldi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore de Natal.<\/p>\n<p>Tudo isso para dizer que no quintal dos fundos tinha uma goiabeira, cujas ra\u00edzes se escondiam sob o cimentado, sufocadas. \u00c9 claro que a minha lembran\u00e7a sentimental me far\u00e1 dizer que eram as melhores goiabas que eu experimentei, que nunca mais comi t\u00e3o saborosas, que essas que encontro no hortifr\u00fati, no supermercado ou na feira nem chegam aos p\u00e9s. Mas a \u00e9poca de goiaba \u00e9 curta, e coincidia com as f\u00e9rias da escola. Eu gostava muito de escalar os galhos da goiabeira, embora n\u00e3o lembre a partir de qual idade passei a ir aos galhos mais altos. L\u00e1 eu alcan\u00e7ava as melhores e maiores goiabas. De l\u00e1, eu via o terreno baldio vizinho \u00e0 minha casa, por cima do muro, a casa de Seu Lourival, o outro terreno baldio do outro lado da rua onde ficava o barrac\u00e3o de Maria do Cambur\u00e3o, e o ponto de \u00f4nibus de quem chega ao Boa\u00e7u. O de quem sai ficava fora do alcance da minha vista. Via o teto da minha casa e da minha av\u00f3. Quando lembro disso, me pergunto onde foi parar minha ousadia.<\/p>\n<p>A goiabeira era o meu ref\u00fagio. Diferente do menino que era amigo do p\u00e9 de laranja lima, nunca conversei com a goiabeira. Ela tamb\u00e9m nunca puxou assunto. O que mais me atra\u00eda nela era o sil\u00eancio, a paz. O clima l\u00e1 em casa era sempre meio pesado, e \u00e0s vezes bem pesado. Provavelmente eu j\u00e1 n\u00e3o era nenhum santo, e tomava broncas por ter feito alguma coisa, deixado de fazer alguma outra ou implicado com a minha irm\u00e3. Algumas vezes n\u00e3o eram s\u00f3 broncas, mas palmadas ou chineladas.<\/p>\n<p>Meus pais n\u00e3o me deixavam brincar na rua, e eu ficava brincando em casa com umas pecinhas de pl\u00e1stico para montar qualquer coisa, brincava com a minha irm\u00e3, geralmente de casinha, e ela geralmente j\u00e1 n\u00e3o queria mais brincar quando era a hora de eu escolher a brincadeira, e n\u00e3o adiantava eu reclamar porque ela \u201c\u00e9 pequena\u201d. Brincava tamb\u00e9m sozinho, com meu rev\u00f3lver de estalinho, geralmente sem estalinho nenhum, j\u00e1 que eu disparava todos de uma vez s\u00f3 no dia que os ganhava. Com o rev\u00f3lver eu representava o que eu via na TV, ora pol\u00edcia, ora ladr\u00e3o, ora Batman, ora Starsky e Hutch (era os dois ao mesmo tempo, sim, por que n\u00e3o?), ora Capit\u00e3o Kirk. Sim, o rev\u00f3lver funcionava como um phaser tamb\u00e9m! Era meu, eu que estava brincando, era o que eu quisesse que fosse.<\/p>\n<p>No alto da goiabeira eu ficava comigo mesmo, esqueciam de mim, e podia ficar observando as pessoas passando pela rua, ou as que desciam do \u00f4nibus. Gostava de ver os vizinhos jogando bola no terreno ao lado de casa, e sonhava com o dia que eu poderia ir l\u00e1 tamb\u00e9m. Eles xingavam e meu pai reclamava com eles, dizendo que tinha crian\u00e7a em casa. \u00c0s vezes alguma formiga ou inseto qualquer me incomodava um pouco l\u00e1 em cima, mas nada que um peteleco no importunador n\u00e3o resolvesse.<\/p>\n<p>Eu sentava a cavaleiro em alguma jun\u00e7\u00e3o dos galhos e isso era minha seguran\u00e7a. Outra medida de seguran\u00e7a era tirar os chinelos havaianas antes de subir para n\u00e3o escorregar. O problema de deixar os chinelos l\u00e1 embaixo era que eles funcionavam como uma baita pista de onde eu estava, assim que algumas vezes eu colocava os chinelos pelas tiras somente nos meus antebra\u00e7os e subia com eles. O grande objetivo de trepar na goiabeira era ficar meio que invis\u00edvel. Eu podia observar as pessoas e as casas sem que ningu\u00e9m me notasse, um exerc\u00edcio de voyeurismo assexuado. O que me atra\u00eda era a liberdade das pessoas que podiam andar sozinhas na rua, chegar de \u00f4nibus sozinhas, ficar em p\u00e9 no port\u00e3o conversando, jogar bola quando quisesse. Eu via aquelas pessoas passando e imaginava onde elas iam, o que iam fazer, sobre o que conversavam. Acho dif\u00edcil que eu tenha acertado alguma suposi\u00e7\u00e3o, pois at\u00e9 hoje considero muito dif\u00edcil saber o que os outros pensam ou suas motiva\u00e7\u00f5es. Sou p\u00e9ssimo adivinho! Essa minha defici\u00eancia divinat\u00f3ria me trouxe dificuldades nos meus relacionamentos, porque me parece um esporte muito popular entre as mulheres querer que o parceiro adivinhe o que est\u00e1 pensando ou querendo.<\/p>\n<p>Nem sempre eu era o espi\u00e3o do Boa\u00e7u, observando os passantes de meu posto de observa\u00e7\u00e3o. Muitas vezes eu somente desfrutava do sil\u00eancio da goiabeira. Agora poderia dizer que eu meditava. Eu me entregava \u00e0 goiabeira, conhecia cada folha sua, cada broto, cada goiabinha em diferentes est\u00e1gios de matura\u00e7\u00e3o, cada flor da goiabeira, seu caule, que \u00e9 marrom, mas ele \u00e9 malhado, meio verde tamb\u00e9m. Tinha caules novos, que terminavam com um buqu\u00ea de folhas e que, na semana seguinte, j\u00e1 estavam separadas, uma turma de folhas para cada lado. Ela me abduzia para o seu ritmo, sua vida e, por alguns momentos, eu esquecia um pouco dos meus pensamentos e tristezas. Pois \u00e9, crian\u00e7a tamb\u00e9m pensa, tamb\u00e9m fica triste. Nem sempre eu era triste, geralmente estava alegre.<\/p>\n<p>Hoje tenho uma goiabeira na minha casa, ela est\u00e1 florindo, mas nunca consigo comer goiaba nenhuma dela, porque elas ficam cheias de bichos, e n\u00e3o aprecio essa concorr\u00eancia desleal. Por\u00e9m, eu a vejo da minha janela e fico me perguntando onde est\u00e1 aquele menino que deitava nos galhos mais altos da velha goiabeira com coragem e entrega. Achava que os anos me trariam mais coragem, mas parece que a cada anivers\u00e1rio fui ganhando pesadas \u00e2ncoras que me impedem de trepar na goiabeira e buscar a liberdade que eu encontrava l\u00e1 no alto.<\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2017\/11\/a-minha-goiabeira\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20A%20minha%20goiabeira&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2017%2F11%2Fa-minha-goiabeira%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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