{"id":82,"date":"2008-06-09T15:55:44","date_gmt":"2008-06-09T17:55:44","guid":{"rendered":"http:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/?p=82"},"modified":"2008-06-09T15:55:44","modified_gmt":"2008-06-09T17:55:44","slug":"o-sentido-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/06\/o-sentido-do-mundo\/","title":{"rendered":"O sentido do mundo"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"310\" valign=\"top\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: arial;\"><span><em>por Klaus Manhart<\/em><\/span> <\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span><span style=\"font-family: arial; font-size: x-small;\">.<\/span><\/span><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div><span style=\"font-family: arial;\">Tomado de paix\u00e3o pela encantadora princesa Europa assim  que a viu colhendo flores na praia, o deus grego Zeus elaborou um astuto plano.  Transformado em touro, Zeus se aproximou dela e deixou-se acariciar. O touro  parecia t\u00e3o amig\u00e1vel que Europa subiu em seu dorso. O animal ent\u00e3o avan\u00e7ou para  o mar, levando a mo\u00e7a. Ap\u00f3s chegarem a uma praia long\u00ednqua, Zeus transformou-se  novamente em um jovem e prometeu proteger Europa em sua nova terra, batizada com  o seu nome. O ardil funcionou e o casal teve tr\u00eas filhos.<\/p>\n<p>Parece que os  gregos apreciavam intrigas e perip\u00e9cias. O enevoado Monte Olimpo era uma esp\u00e9cie  de mundo melodram\u00e1tico. Os deuses que a\u00ed habitavam armavam ciladas uns contra os  outros e sempre demonstravam fraquezas, particularmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 beleza do  sexo oposto. Para alcan\u00e7ar seus interesses, formavam alian\u00e7as, lutavam e at\u00e9  matavam.<\/p>\n<p>Estavam longe de ser perfeitos. Suas caracter\u00edsticas humanas  ajudam a explicar por que os mitos da Gr\u00e9cia antiga ainda nos satisfazem: se os  deuses apresentam falhas humanas, ent\u00e3o os homens podem se persuadir de que s\u00e3o  capazes de ser como os deuses.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o basta. Por que \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil  aceitar essa mitologia? Em parte, porque certas fun\u00e7\u00f5es de nosso c\u00e9rebro  insistem em impor ordem e prop\u00f3sito nas coisas que o cercam e que, de outra  forma, seriam enigm\u00e1ticas. Por mais racionais que tentemos ser, nossos c\u00e9rebros  n\u00e3o podem resistir ao \u00edmpeto de adotar relatos metaf\u00edsicos.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: arial;\"><em>Explicando o inexplic\u00e1vel<\/em><br \/>\nOs mitos s\u00e3o muito  mais do que melodramas. As culturas antigas usavam essas hist\u00f3rias fabulosas  para explicar os misteriosos fen\u00f4menos naturais que determinavam sua exist\u00eancia.  Os eg\u00edpcios invocavam centenas de divindades que controlavam o destino do rio  Nilo e de seus povos. As \u00e1guas do rio e as cheias anuais presidiam suas id\u00e9ias  sobre a cria\u00e7\u00e3o, a morte e o renascimento. Segundo as cren\u00e7as da \u00e9poca, quando a  vida surgiu o oceano primordial Nun ocupava todo o Universo. Assim como os  deuses criaram a vida com as \u00e1guas do Nun, as cheias do Nilo fertilizaram as  terras habitadas por maravilhosos animais e plantas.<\/p>\n<p>As formas iniciais  de pr\u00e1ticas religiosas e espirituais datam de pelo menos 40 mil anos atr\u00e1s,  per\u00edodo que muitos pesquisadores associam \u00e0 emerg\u00eancia do comportamento humano  moderno. V\u00e1rias pinturas de cavernas e escava\u00e7\u00f5es do per\u00edodo sugerem que esses  povos acreditavam em poderosas for\u00e7as sobrenaturais pass\u00edveis de serem invocadas  em seu favor. Baseados em descobertas feitas em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos como o de  Qafzeh, em Israel, pesquisadores apontam que os humanos anatomicamente modernos  realizavam funerais e outros ritos em per\u00edodo ainda mais remoto, h\u00e1 mais de 90  mil anos. Outros pesquisadores sustentam que os neandertais tamb\u00e9m desenvolveram  um sistema de mitos e cren\u00e7as religiosas.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que h\u00e1 enorme varia\u00e7\u00e3o  entre os sistemas m\u00edticos de diferentes culturas humanas, mas todos oferecem  respostas \u00e0s mesmas quest\u00f5es fundamentais. Foi essa a conclus\u00e3o alcan\u00e7ada pelo  mit\u00f3logo americano Joseph Campbell antes de morrer em 1987. Durante d\u00e9cadas,  Campbell pesquisou os motivos comuns de in\u00fameras lendas e religi\u00f5es de  sociedades antigas e modernas, incluindo gregos, romanos, eg\u00edpcios, asi\u00e1ticos e  n\u00f3rdicos.<\/p>\n<p>Campbell apontou a exist\u00eancia de tr\u00eas atributos. Em primeiro  lugar, o mito envolve uma quest\u00e3o existencial sobre a morte e o nascimento ou  cria\u00e7\u00e3o do mundo. Em segundo lugar, o mito cont\u00e9m enigmas suscitados por  contradi\u00e7\u00f5es insuper\u00e1veis: cria\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o, vida e morte, deuses e homens.  Por fim, o mito tenta reconciliar esses p\u00f3los opostos e assim atenuar nossos  temores.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: arial;\"><em>Hist\u00f3rias necess\u00e1rias<\/em><br \/>\nCom o tempo, os relatos  m\u00edticos passaram a fazer parte das cren\u00e7as e religi\u00f5es, influenciando, ainda  hoje, o modo como os povos vivem e compreendem o mundo. Esse saber tradicional \u00e9  parte de nossa cultura, raz\u00e3o pela qual ele ainda persiste, mesmo em sociedades  progressistas e tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Mas talvez isso n\u00e3o seja tudo. No final da  d\u00e9cada de 90, o radiologista e pesquisador da religi\u00e3o Andrew Newberg e o  psiquiatra Eugene G. d&#8217;Aquili, ambos da Universidade da Pensilv\u00e2nia, come\u00e7aram a  estudar as fontes cerebrais dos sentimentos religiosos. Em 2001, Newberg  publicou inovadores resultados (D&#8217;Aquili falecera) baseados no monitoramento da  atividade cerebral de monges em medita\u00e7\u00e3o e de freiras franciscanas em prece.<\/p>\n<p>Quando as pessoas estudadas estavam em estado de profunda contempla\u00e7\u00e3o  religiosa, os pesquisadores registraram atividade drasticamente reduzida numa  parte espec\u00edfica do lobo parietal. Essa regi\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela orienta\u00e7\u00e3o  espacial e pelo senso do pr\u00f3prio corpo: \u00e9 ela que nos torna consciente de onde  nosso corpo termina e o resto do mundo come\u00e7a, permitindo assim a clara  distin\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s e todo o resto.<\/p>\n<p>Newberg e D&#8217;Aquili postularam que os  sentimentos religiosos t\u00eam base neurol\u00f3gica, pois a aus\u00eancia de bombardeamento  neuronal na regi\u00e3o parietal parecia associada \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de \u00eaxtase espiritual.  Eles conclu\u00edram que o impulso religioso &#8211; o anseio de experi\u00eancia metaf\u00edsica &#8211;  estava inscrito no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Alguns pesquisadores apontam que os mitos  podem ter outro fundamento biol\u00f3gico. Humanos, ao contr\u00e1rio dos animais, t\u00eam  capacidade de abstra\u00e7\u00e3o, o que permite antecipar amea\u00e7as. As respostas  fisiol\u00f3gicas do medo podem ser desencadeadas simplesmente mediante a  representa\u00e7\u00e3o de um perigo, que prepara o corpo para &#8220;lutar ou fugir&#8221;. Essa  capacidade tamb\u00e9m permite a atribui\u00e7\u00e3o de sentido ao sofrimento e \u00e0 morte. Por  exemplo, podemos raciocinar que vale a pena suportar a dor causada por uma  vacina, j\u00e1 que os benef\u00edcios de jamais contrair a doen\u00e7a  compensam.<\/p>\n<p>Reunindo essas observa\u00e7\u00f5es, D&#8217;Aquili cunhou o termo  &#8220;imperativo cognitivo&#8221; para descrever essa fun\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro de dar significado  \u00e0s coisas. Temos um desejo de ordem e sentido que \u00e9 biologicamente condicionado.  Diante de qualquer situa\u00e7\u00e3o ou processo, n\u00e3o podemos deixar de atribuir-lhes  algum prop\u00f3sito. Os fisiologistas Michael E. McCullough, da Universidade de  Miami, e David B. Larson (recentemente falecido), ent\u00e3o no Instituto Nacional  para Pesquisa em Sa\u00fade, estenderam esse conceito ao que chamaram de anseio  ontol\u00f3gico: a necessidade de compreender a natureza fundamental do mundo em vez  de simplesmente aceit\u00e1-la como \u00e9. Segundo essa hip\u00f3tese, o imperativo cognitivo  for\u00e7a nosso c\u00e9rebro a pensar incessantemente, de tal forma que n\u00e3o podemos  deixar de elaborar relatos e mitos que expliquem os mist\u00e9rios que nos  rodeiam.<\/p>\n<p><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: arial;\"><em>Causa e efeito c\u00f3smicos<\/em><br \/>\nA capacidade de  construir explica\u00e7\u00f5es para os fen\u00f4menos \u00e9 chamada por Newberg de &#8220;operador  causal&#8221;. Trata-se de uma das oito fun\u00e7\u00f5es anal\u00edticas gerais do c\u00e9rebro, que  Newberg e d&#8217;Aquili denominaram &#8220;operadores cognitivos&#8221;. Quando um operador est\u00e1  ativo, v\u00e1rias regi\u00f5es do c\u00e9rebro s\u00e3o envolvidas. Juntos, os oito operadores  regulam o funcionamento da mente humana. Embora ainda controverso, esse esquema  ganha aceita\u00e7\u00e3o cada vez maior.<\/p>\n<p>O operador causal interpreta a realidade  como uma cadeia de causas e efeitos. Se a campainha est\u00e1 tocando, provavelmente  algu\u00e9m est\u00e1 na porta. Se chover, a rua ficar\u00e1 molhada. Estimula a curiosidade,  nos motivando a decifrar os mist\u00e9rios e permitindo que elaboremos explica\u00e7\u00f5es  emp\u00edricas para os processos naturais. Mas o operador tamb\u00e9m tenta criar rela\u00e7\u00f5es  de causa e efeito para enigmas metaf\u00edsicos como a morte e a cria\u00e7\u00e3o do Universo.  As pessoas que sofrem de certos tipos de les\u00e3o no c\u00e9rebro n\u00e3o conseguem vincular  nem mesmo os eventos mais simples \u00e0s suas causas.<\/p>\n<p>Os outros sete  operadores cognitivos proporcionam contexto para o operador causal. O operador  hol\u00edstico permite que percebamos o mundo como um todo. Gra\u00e7as a ele,  compreendemos imediatamente e sem esfor\u00e7o que uma configura\u00e7\u00e3o de folhas,  troncos e galhos constitui uma \u00e1rvore. A atividade no lobo parietal direito \u00e9 a  base desse operador. O operador reducionista funciona de modo inverso,  permitindo a decomposi\u00e7\u00e3o do todo em suas partes componentes. Sua base \u00e9 o  hemisf\u00e9rio esquerdo, mais anal\u00edtico. O operador de abstra\u00e7\u00e3o deriva conceitos  gerais de fatos individuais, possibilitando, por exemplo, que classifiquemos  bass\u00eas, pastores e cockers em uma \u00fanica categoria: c\u00e3es. Estudos recentes de  imageamento indicam que essa fun\u00e7\u00e3o est\u00e1 baseada no lobo parietal  esquerdo.<\/p>\n<p>O operador existencial nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que os dados  provenientes dos sentidos e processados pelo c\u00e9rebro t\u00eam base na realidade. Essa  fun\u00e7\u00e3o est\u00e1, provavelmente, baseada no sistema l\u00edmbico. O operador emocional  tamb\u00e9m fica nessa parte: vincula as percep\u00e7\u00f5es aos sentimentos e constitui a  base de nossa capacidade de pensar e julgar racionalmente.<\/p>\n<p>O operador  quantitativo avalia tamanho, quantidade, tempo, dist\u00e2ncia e calcula  matematicamente. O operador bin\u00e1rio nos ajuda a impor ordem aos mais variados  fen\u00f4menos do meio circundante, medindo o espa\u00e7o e o tempo por meio de no\u00e7\u00f5es  opostas: em cima e embaixo, direita e esquerda, dentro e fora, antes e depois.  Esse operador est\u00e1 localizado no lobo parietal inferior; pacientes com les\u00f5es  nessa \u00e1rea n\u00e3o podem identificar os opostos de palavras ou objetos.<\/p>\n<p>Para  Newberg e D&#8217;Aquili, o operador bin\u00e1rio desempenha papel crucial na forma\u00e7\u00e3o e  persist\u00eancia dos mitos. Al\u00e9m de nos ajudar a reduzir a complexidade das  situa\u00e7\u00f5es, fornece uma heur\u00edstica simples e r\u00e1pida para nossa orienta\u00e7\u00e3o ao  elaborar os elementos centrais do mito: bem e mal, nascimento e morte, c\u00e9u e  terra, isolamento e integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Expandindo a conex\u00e3o entre operadores  cognitivos e sistemas de cren\u00e7a, Newberg e outros pesquisadores sustentam que  certas \u00e1reas do c\u00e9rebro cumprem papel fundamental na experi\u00eancia religiosa.  Embora essa perspectiva ainda seja controversa, parece claro que a capacidade de  pensar por meio das no\u00e7\u00f5es de causa e efeito seria imposs\u00edvel sem uma  determinada estrutura\u00e7\u00e3o funcional do lobo parietal. Provavelmente, os seres  humanos procuram explica\u00e7\u00f5es para os mist\u00e9rios do mundo simplesmente porque o  c\u00e9rebro tem essa capacidade.<\/span><\/div>\n<div>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\"><span style=\"font-family: arial;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span><strong><span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"color: #000000;\">O autor<\/span>O autor<\/span><\/strong><\/span> <\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"6\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><span><\/p>\n<div><span style=\"font-family: arial; font-size: x-small;\">Klaus Manhart \u00e9 soci\u00f3logo, fil\u00f3sofo da              ci\u00eancia e escritor free-lance em Munique.<br \/>\n&#8211;\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o de              Alexandre Massella<\/span><\/div>\n<p><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"20\"><span style=\"font-family: arial; font-size: x-small;\"> <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\"><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: arial;\"><span><strong>Para conhecer        mais<\/strong><\/span><\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"6\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><span style=\"font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: arial;\"><span>O poder do mito. Joseph Campbell,              Palas Atena, 1993.<\/p>\n<p>Cerebral blood flow during meditative              prayer: preliminary findings and methodological issues. Andrew              Newberg et al., em Perceptual and Motor Skills, vol. 97, no 2, p\u00e1gs.              625-630, 2003.<\/span> <\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/06\/o-sentido-do-mundo\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20O%20sentido%20do%20mundo%20&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2008%2F06%2Fo-sentido-do-mundo%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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Tomado de paix\u00e3o pela encantadora princesa Europa assim que a viu colhendo flores na praia, o deus grego Zeus elaborou um astuto plano. Transformado em touro, Zeus se aproximou dela e deixou-se acariciar. O touro parecia t\u00e3o amig\u00e1vel que Europa subiu em seu dorso. O animal ent\u00e3o avan\u00e7ou para o mar, [&hellip;]<\/p>\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\"><div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\"><h3 class=\"sd-title\">Compartilhe isso:<\/h3><div class=\"sd-content\"><ul><li class=\"share-print\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-print sd-button share-icon\" href=\"https:\/\/terapiabiografica.com.br\/blog\/2008\/06\/o-sentido-do-mundo\/\" target=\"_blank\" title=\"Clique para imprimir\" ><span>Imprimir<\/span><\/a><\/li><li class=\"share-email\"><a rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-shared=\"\" class=\"share-email sd-button share-icon\" href=\"mailto:?subject=%5BPost%20compartilhado%5D%20O%20sentido%20do%20mundo%20&body=https%3A%2F%2Fterapiabiografica.com.br%2Fblog%2F2008%2F06%2Fo-sentido-do-mundo%2F&share=email\" target=\"_blank\" title=\"Clique para enviar um link por e-mail para um amigo\" data-email-share-error-title=\"Voc\u00ea tem algum e-mail configurado?\" data-email-share-error-text=\"Se voc\u00ea est\u00e1 tendo problemas para compartilhar por e-mail, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea n\u00e3o tenha configurado o e-mail para seu navegador. 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